Em outubro de 2026, Antonio Carlos Nicoletti foi o candidato ao Senado mais votado de Roraima: 138.269 votos, 22,68% dos válidos. A votação coroou uma trajetória construída longe da tribuna: 14 anos de Exército, uma temporada na Polícia Rodoviária Federal e a presidência do sindicato dos policiais rodoviários federais no estado.
Nascido em Ijuí, no Rio Grande do Sul, em 1981, ele fez a vida profissional em Boa Vista: entrou no Exército em 2001, formou-se em Direito pela Universidade Federal de Roraima e, em 2015, trocou a carreira militar pela Polícia Rodoviária Federal. A política partidária veio na esteira do sindicalismo policial e o levou à Câmara dos Deputados em 2018, à reeleição em 2022 e, em 2026, a uma cadeira no Senado.
Da farda à política: a formação de Nicoletti
Antonio Carlos Nicoletti nasceu em 1981 e construiu a carreira profissional em Roraima: ingressou no Exército Brasileiro em 2001, em Boa Vista, onde serviu por 14 anos. No mesmo período, cursou Direito na Universidade Federal de Roraima, graduando-se em 2011 — formação que mais tarde sustentaria a atuação parlamentar em comissões jurídicas.
Em 2015, ingressou na Polícia Rodoviária Federal. Um ano depois, foi eleito presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado de Roraima, posto que ocupou até 2018. Em 2017, acumulou a Diretoria de Esportes da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, em Brasília — os primeiros passos de uma carreira que sairia do sindicato direto para o Congresso.
- Militar de carreira do Exército Brasileiro (2001–2015)
- Policial rodoviário federal (2015–2019)
- Presidente do sindicato dos policiais rodoviários federais de Roraima (2016–2018)
- Deputado federal por Roraima (2019–2023 e 2023–2027)
- Presidente do União Brasil em Roraima (2019–2022)
- Senador eleito por Roraima em 2026
A eleição de 2018 e o primeiro mandato na Câmara
Filiado ao PSL, Nicoletti disputou a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2018 e foi eleito deputado federal por Roraima. Tomou posse em 1º de fevereiro de 2019 e, no primeiro mandato, passou pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania, de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, de Viação e Transportes e de Minas e Energia.
Em 2019, foi nomeado coordenador da comissão externa que acompanhou a crise na fronteira com a Venezuela — tema sensível para Roraima, estado que faz divisa com o país vizinho e sentiu de perto o impacto do fluxo migratório. No mesmo período, exerceu a vice-liderança do PSL em diferentes ocasiões, posição que voltaria a ocupar depois, já na bancada do União Brasil.
A candidatura a prefeito de Boa Vista em 2020
Em setembro de 2020, o PSL oficializou a candidatura de Nicoletti à prefeitura de Boa Vista, com a odontóloga Lidiane Vanderlei como vice. Era sua primeira disputa por um cargo do Executivo. Na convenção do partido, ele afirmou que levaria para a política valores que associava à passagem pelo Exército — honestidade, lealdade, disciplina e comprometimento —, declarou-se cristão e defendeu a liberdade econômica e a não intervenção do Estado na iniciativa privada.
O resultado nas urnas ficou distante do objetivo: com pouco mais de 13 mil votos (8,51% dos válidos), terminou a disputa em quinto lugar. Dois anos depois, voltaria a concorrer à Câmara — e venceria de novo.
Reeleição, comissões e prêmio de excelência parlamentar
Em 2022, já filiado ao União Brasil, Nicoletti foi reeleito deputado federal por Roraima com 10.969 votos. Entre 2019 e 2022, presidiu o diretório estadual do partido em Roraima, acumulando a função de dirigente com o mandato na Câmara.
No segundo mandato, firmou-se como titular da Comissão de Segurança Pública e integrou a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania — cadeiras coerentes com a origem policial. Também foi titular da CPI do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, em 2023, e da comissão externa que acompanhou a investigação da crise humanitária dos Yanomami, em 2024. Em 2025, passou a integrar como titular a comissão especial da PEC 018/25, que trata das competências federativas em segurança pública.
Em 2023, recebeu o Prêmio Excelência Parlamentar, concedido pelo Ranking dos Políticos, organização que avalia anualmente o desempenho de deputados federais e senadores em votações e uso de recursos públicos.
O voto na CCJ pela soltura de Chiquinho Brazão
Em 10 de abril de 2024, Nicoletti foi um dos deputados que votaram na Comissão de Constituição e Justiça a favor do parecer que pedia a soltura do deputado Chiquinho Brazão, preso por determinação do Supremo Tribunal Federal e apontado pela Polícia Federal como um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco. A votação terminou em 39 a 25, e o voto acompanhou a orientação do União Brasil, partido ao qual Nicoletti era filiado à época.
A eleição ao Senado em 2026
Na janela partidária de março de 2026, Nicoletti deixou o União Brasil e se filiou ao PL. Em outubro, concorreu ao Senado em candidatura isolada do partido, com o número 227 na urna e os suplentes Subtenente Velton e Michele Gutierrez.
O resultado veio no primeiro turno: 138.269 votos, 22,68% — o maior índice entre os postulantes ao Senado no estado. A outra vaga ficou com Teresa Surita, do MDB, que recebeu 117.270 votos. No mesmo pleito, o PL elegeu o governador de Roraima, Arthur Henrique, com 220.809 votos.
Nicoletti assume o mandato no Senado em 2027, por um período de oito anos, e passa a representar Roraima ao lado de Teresa Surita.
Canais oficiais e presença digital
A comunicação do mandato passa principalmente pelas redes sociais. No Instagram, Nicoletti assina o perfil @deputadonicoletti, que hoje se apresenta como Senador Nicoletti e reúne mais de 140 mil seguidores. Ele mantém ainda a página Deputado Nicoletti no Facebook, o perfil @depnicoletti no X (antigo Twitter) e o canal @DeputadoNicoletti no YouTube, com mais de 1.400 vídeos publicados entre discursos, entrevistas e agendas pelo interior de Roraima.
Para consultar proposições, votações e discursos do parlamentar, o caminho mais direto é o perfil oficial de Nicoletti no portal da Câmara dos Deputados, que concentra o registro do mandato desde 2019. Quem quiser conhecer outras trajetórias da política brasileira pode começar pela página do site que reúne lideranças do Congresso e da política estadual.


