Buscar autoridades

Imagem de capa do perfil de Eduardo Braga
Foto de perfil de Eduardo Braga

Eduardo Braga

Carlos Eduardo de Souza Braga

Nascimento: 1960 Belém, PA / Manaus, AM
Engenheiro eletricista formado pela UFAM e senador pelo Amazonas. Foi prefeito de Manaus, governador do estado e ministro de Minas e Energia.

1.240.471 votos devolveram Eduardo Braga ao Senado pelo Amazonas em 4 de outubro de 2026. A Agência Senado registrou 32,3% dos votos válidos e um período de oito anos, de 2027 a 2035. O engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal do Amazonas já ocupava aquela cadeira desde 2011. Antes, tinha sido prefeito de Manaus, governador por dois mandatos e ministro de Minas e Energia.

Carlos Eduardo de Souza Braga nasceu em Belém, no Pará, em 6 de dezembro de 1960. A biografia do site dele conta que chegou a Manaus aos 3 anos, filho de Carlos e Dorothea Braga. Quem procura o senador em 2026 costuma querer duas respostas juntas: o que o relator da reforma tributária fez com a Zona Franca de Manaus, e por que o mesmo político perdeu três vezes o governo do estado depois de já tê-lo ocupado.

A formatura na UFAM e a cadeira na Câmara

Braga cursou engenharia elétrica na Universidade do Amazonas, hoje UFAM, entre 1977 e 1981. A ficha da Câmara dos Deputados registra essa formação e duas profissões, engenheiro e empresário. Na atividade privada, trabalhou com revenda de automóveis. O site pessoal ainda situa a infância na rua 24 de Maio, no Centro de Manaus, e os primeiros estudos no Colégio Salesiano Dom Bosco.

O mandato de vereador, pelo PDS, vai de 1983 a 1987. Em dezembro de 1982, já eleito, casou-se com Sandra, hoje Sandra Backsmann Braga, primeira suplente da chapa no Senado. Em 1986 foi para o PMDB e exerceu o mandato de deputado estadual de 1987 a 1991. Pelo PDC, assumiu a Câmara dos Deputados em 1º de fevereiro de 1991. Renunciou em 31 de dezembro de 1992 para ser vice-prefeito de Manaus, na chapa de Amazonino Mendes. A cadeira federal passou ao suplente João Thomé. A sigla mudou várias vezes até o retorno ao PMDB, em 2005, hoje MDB.

Prefeito por sucessão e duas vitórias no primeiro turno

Braga assumiu a prefeitura de Manaus em 1994, quando Amazonino Mendes saiu para disputar o governo do Amazonas, e ficou até o fim daquela gestão municipal. Em 1998 tentou o Palácio Rio Negro e perdeu. Em 2000 tentou voltar à prefeitura e perdeu de novo, para Alfredo Nascimento.

A vitória estadual veio em 6 de outubro de 2002. Pelo PPS, com Omar Aziz na vice, Braga teve 568.111 votos, 52,37% dos válidos, e dispensou o segundo turno. Gilberto Mestrinho ficou com 20,85%. A posse foi em 2003. Em 2006, já no PMDB, a reeleição também saiu no primeiro turno, com 50,63% dos votos válidos.

Três programas do período têm nome e ano fora do álbum da assessoria. Em 2003 ele criou a Zona Franca Verde, com a proposta de emprego e renda em atividades compatíveis com a conservação da floresta. Implantou o Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus, o Prosamim, de saneamento e troca de palafitas por moradia nas áreas atendidas. Em 2007 veio o Bolsa Floresta: famílias cadastradas recebem um benefício e assumem compromisso de conservação nas reservas.

O ciclo no executivo acabou por calendário eleitoral, não por derrota na urna. Na noite de 31 de março de 2010, Braga renunciou em cerimônia no Palácio Rio Negro para concorrer ao Senado. O vice Omar Aziz assumiu o governo e, em outubro, foi reeleito. Braga ficou com a vaga de senador e tomou posse em 1º de fevereiro de 2011.

Líder de Dilma, ministro e o voto que não deu

No biênio 2011-2012 presidiu a Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática. De março de 2012 a dezembro de 2014 foi líder do governo de Dilma Rousseff no Senado. Nesse papel, negociou a Resolução 72, que fixou alíquota de 4% de ICMS nas operações interestaduais com produtos importados. O alvo era a guerra dos portos, disputa em que estados reduziam imposto para atrair carga importada.

Anunciado ministro em dezembro de 2014, assumiu Minas e Energia em 1º de janeiro de 2015, no lugar de Edison Lobão, e deixou a pasta em 20 de abril de 2016. No processo de impeachment, declarou que permaneceria com Dilma. Saiu do ministério em abril. Em maio, afastou-se do Senado por motivo de saúde e não votou a admissibilidade do processo. Marco Antônio Martins Almeida ficou com a cadeira ministerial.

O que o plenário anotou

O voto dele não cabe num rótulo só. Em dezembro de 2016 foi a favor da PEC do teto de gastos. Em julho de 2017, contra a reforma trabalhista. Em outubro de 2017, a favor de derrubar o afastamento de Aécio Neves, imposto pela Primeira Turma do Supremo no caso em que o senador mineiro era acusado de corrupção e obstrução da Justiça depois de pedir R$ 2 milhões a Joesley Batista.

O relatório que Manaus foi ler

Em 2023, Braga presidiu a comissão mista da Medida Provisória 1.162, de retomada do Minha Casa, Minha Vida. Apresentou emendas para priorizar mulheres vítimas de violência e quem morava em área de risco. O texto aprovado previu atendimento primeiro às famílias que perderam a casa em desastre.

No mesmo ano virou relator da reforma tributária no Senado, assunto que rodava o Congresso havia cerca de três décadas. A Casa aprovou a proposta em novembro. A emenda constitucional foi promulgada em dezembro. Em 2024 ele passou à relatoria do Projeto de Lei Complementar 68, o texto que regulamenta a emenda.

A Constituição já guardava o diferencial da Zona Franca de Manaus até 2073. O relator não criou esse prazo. O trabalho foi definir como o incentivo continua de pé quando PIS, Cofins, ICMS e ISS dão lugar à CBS federal e ao IBS de estados e municípios. Em 12 de dezembro de 2024, o noticiário amazonense registrou a aprovação do texto-base por 49 votos a 19 e o acolhimento de 682 emendas. O relatório alongou o prazo das áreas de livre comércio até 2073, junto com a Zona Franca, e incluiu isenção de CBS para o comércio dentro da zona.

Houve alargamento, e ele assumiu. O Estadão mostrou que o parecer aumentava benefícios em relação ao texto da Câmara e ia além do incentivo então vigente. Braga disse que duas alterações saíram com anuência do Ministério da Fazenda e que, sem elas, quase 70% das indústrias da Zona Franca fechariam. A Fazenda, ouvida pelo jornal, não comentou. O mesmo Estadão lembrou que a emenda do ano anterior mandava manter as condições vantajosas da região, não ampliá-las. A Lei Complementar 214, de 2025, deixou os benefícios da Zona Franca vigentes até a data do artigo 92-A do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Desde 28 de janeiro de 2025 ele é líder do MDB no Senado, no Bloco Parlamentar Democracia, e não líder da maioria. Segue titular nas comissões de Assuntos Econômicos, de Constituição e Justiça e de Assuntos Sociais. Os suplentes são Sandra Backsmann Braga e o arquiteto Miguel Capobiango Neto, o Miguel Biango.

Três derrotas, um inquérito e acusações negadas

Em 2014, pelo PMDB, levou Rebecca Garcia, do PP, como vice. No primeiro turno fez 709.058 votos, 43,16%, e passou meio ponto à frente de José Melo. No segundo, Melo chegou a 55,54%. Braga teve 696.465 votos, 44,46%.

Na eleição suplementar de 2017 foi ao segundo turno com Amazonino Mendes. Teve 25,36% no primeiro e 40,79% no segundo, 539.318 votos, contra 59,21% de Amazonino. Em 2022 tentou outra vez, pelo MDB. Wilson Lima, do União Brasil, fez 42,82% no primeiro turno. Braga teve 20,99%, avançou e perdeu com 43,35%, 795.098 votos, contra 56,65% de Wilson.

Em 2018 o Senado foi o caminho que fechou: 607.286 votos, 18,45% dos válidos, 25.733 à frente de Luiz Castro, da Rede. A conta de 2026, na divulgação da Agência Senado, foi bem mais larga que a de 2018.

Em março de 2013 o Supremo abriu inquérito por suspeita de fraude em licitação, peculato e formação de quadrilha no período em que ele governou o Amazonas. Em junho de 2014 o inquérito foi arquivado. O parecer da Procuradoria-Geral da República não apontou indício de participação dele.

Há acusações que ele negou e que não aparecem como condenação nesses autos. Em 2008, a arquiteta Renata Barros disse que Braga teria agredido Sandra, em vídeo divulgado pelo senador Arthur Virgílio Neto, e que a mulher do governador teria precisado de cirurgia plástica. Braga tratou as denúncias como caluniosas e levianas. Em julho de 2014, numa carreata em Maraã, o fotógrafo Joel Reis da Silva disse que Braga lhe aplicou uma gravata e tentou tomar a câmera. A assessoria negou. Braga afirmou que a abordagem veio de uma suposta perseguição a servidores que o apoiavam. Em dezembro de 2021, o colunista Lauro Jardim escreveu que Braga gritou e xingou num telefonema à ministra Flávia Arruda, ao cobrar emendas que dizia prometidas pelo governo Bolsonaro. A ligação teria sido passada a Ciro Nogueira, então ministro da Casa Civil.

Onde o mandato se acompanha

O perfil no Senado reúne o nome civil, o gabinete no Anexo 1 e as comissões. O site pessoal organiza a versão dele da trajetória, fase por fase. Para a reforma, o texto que decide é a emenda promulgada em 2023 e a Lei Complementar 214, de 2025.

  • Vereador de Manaus, de 1983 a 1987
  • Deputado estadual do Amazonas, de 1987 a 1991
  • Deputado federal, de 1º de fevereiro de 1991 a 31 de dezembro de 1992
  • Vice-prefeito de Manaus em 1993 e prefeito a partir de 1994, até o fim da gestão
  • Governador do Amazonas, de 2003 a 31 de março de 2010
  • Senador desde 1º de fevereiro de 2011, com licença no ministério em 2015 e 2016

Projetos de Eduardo Braga

Nenhum projeto cadastrado para essa autoridade.

Experiências da comunidade

Avaliações sobre Eduardo Braga

Veja as opiniões dos leitores e compartilhe sua experiência.

0 avaliações positivas e 0 negativas com comentário.

Relatos publicados

Opiniões dos leitores sobre suas experiências. As avaliações não comprovam fatos nem representam a posição do site.

Ainda não há avaliações com comentário. Sua experiência pode ajudar o próximo leitor.

Para contestar um relato ou solicitar a remoção dos seus dados, entre em contato e informe a página e o comentário.

Compartilhe sua avaliação

Escreva de 60 a 200 palavras sobre esta pessoa ou projeto. Não inclua anúncios, links, insultos ou dados pessoais.

Sua experiência

0 de 200 palavras · mínimo de 60

Carregando verificação humana...