Eduardo Braide venceu a eleição para o governo do Maranhão, em 4 de outubro de 2026, com 2.104.122 votos, o equivalente a 54,02% dos votos válidos, e chega ao comando do estado depois de cinco anos à frente da Prefeitura de São Luís. Para quem acompanha a política maranhense, o nome interessa por três motivos diretos: a trajetória construída entre a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados, as obras e os programas da gestão na capital e a promessa de levar para todo o estado ações testadas em São Luís.
Nascido em São Luís, em 12 de janeiro de 1976, Eduardo Salim Braide é advogado formado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 2000. Filiado ao PSD desde 2022, já passou por PSB, PMN e Podemos. É filho do economista e político Carlos Braide, presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão entre 1991 e 1993, e irmão do deputado estadual Fernando Braide. Casado com a médica Graziela Braide, é pai de três filhos.
Da Caema à Assembleia Legislativa
Antes de se eleger, Braide presidiu a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), de janeiro de 2005 a março de 2006. Na companhia, realizou concurso público para mais de mil vagas, criou o programa Água em Minha Casa, voltado às cidades de menor Índice de Desenvolvimento Humano do estado, e estruturou ações de educação ambiental. Também foi secretário municipal do Orçamento Participativo de São Luís, entre 2009 e 2010, na gestão de João Castelo.
A primeira eleição vencida veio em 2010: deputado estadual pelo PMN com 26.792 votos. Na Assembleia Legislativa, foi segunda vice-presidente no biênio 2011–2014, reelegeu-se em 2014 com 47.519 votos e, no ano seguinte, liderou o maior bloco de parlamentares da casa. Antes disso, havia disputado sem sucesso uma vaga de deputado federal, em 2006, e ficado como primeiro suplente de vereador em São Luís, em 2008.
Câmara dos Deputados e o Estatuto da Pessoa com Câncer
Em 2018, foi eleito deputado federal pelo Maranhão com 189.843 votos. Na Câmara, integrou a Comissão de Saúde e a CPI que apurou o vazamento de óleo no litoral do Nordeste, em 2019. É de sua autoria a Lei 14.238/2021, que criou o Estatuto da Pessoa com Câncer e estabeleceu diretrizes para diagnóstico precoce, tratamento e garantia de direitos de pacientes e familiares — tema que aproximou seu mandato da área de saúde.
Braide deixou a Câmara em janeiro de 2021 para assumir a prefeitura. Antes, porém, já havia disputado a Prefeitura de São Luís em 2016, quando contrariou as sondagens eleitorais, foi ao segundo turno e terminou com 243.591 votos, 46,06% dos válidos.
A gestão de São Luís entre 2021 e 2026
Eleito prefeito em 2020 com 55,53% dos votos válidos no segundo turno, Braide governou a capital em um dos períodos mais duros da pandemia de Covid-19. Em 2021, com a identificação da variante delta no Maranhão, pediu ao Ministério da Saúde a ampliação da cobertura vacinal na Grande Ilha. Com 300 mil doses extras enviadas a partir de maio, São Luís organizou uma vacinação em massa por faixa etária: em junho, tornou-se a primeira capital a vacinar pessoas com mais de 18 anos sem comorbidades; em agosto, a primeira a alcançar toda a população acima de 12 anos.
Em 2024, foi reeleito no primeiro turno com 70,12% dos votos válidos, o equivalente a 403.981 votos.
Obras e programas da capital
A prefeitura passou a apresentar como marcas da gestão um conjunto de entregas na saúde e na mobilidade urbana:
- Hospital da Zona Rural de São Luís;
- Hospital Itaqui-Bacanga;
- Hospital Municipal Veterinário de São Luís;
- Hospital da Cidade Dr. Jackson Lago, que sucedeu o antigo Socorrão II;
- Terminal da Cidade e Elevado da Cidade, no campo da mobilidade;
- programas São Luís no LED, de iluminação pública, e Trânsito Livre.
O balanço foi o principal argumento da campanha ao governo: Braide afirmou que queria ampliar para outras regiões do Maranhão ações adotadas na capital.
A eleição de 2026 e o governo do Maranhão
Em 31 de março de 2026, Braide renunciou à Prefeitura de São Luís para cumprir o prazo de desincompatibilização e disputar o governo estadual; a vice-prefeita Esmênia Miranda concluiu o mandato na capital. A campanha teve como base uma coligação formada por PSD e Novo, batizada Pra Transformar o Maranhão, com a empresária Elaine Carneiro como candidata a vice-governadora e uma chapa ao Senado composta por André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo).
Braide liderou as sondagens de intenção de voto durante toda a disputa e venceu no primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, com 2.104.122 votos — 54,02% dos válidos. A trajetória nas urnas acompanha o crescimento: 26.792 votos na primeira eleição, em 2010; 189.843 na eleição para deputado federal, em 2018; 403.981 na reeleição em São Luís, em 2024. O governo do Maranhão tem posse prevista para janeiro de 2027.
Presença pública e canais oficiais
Braide mantém presença ativa nas redes sociais, onde comunica agenda, obras e posicionamentos. Os perfis oficiais são o Instagram @eduardobraide e a página no Facebook /eduardobraide.
Com a eleição de 2026, o político passa a concentrar a comunicação da transição para o governo estadual e das primeiras medidas da gestão que começa em 2027.

