Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino, o Prof. Felipe Aquino, passou mais de três décadas lecionando engenharia mecânica antes de trocar a universidade pela evangelização em tempo integral. No caminho, escreveu mais de 80 livros, fundou a Editora Cléofas em 1994 e se tornou uma das vozes mais conhecidas da formação católica no Brasil, com programas na TV e na Rádio Canção Nova.
O público que procura o professor chega por portas diferentes: há quem use seus livros em grupos de estudo, quem acompanhe o Escola da Fé, quem o encontre nas pregações de aprofundamento realizadas em paróquias de todo o país. O que liga essas frentes é a mesma origem — a didática de sala de aula, aplicada à explicação da doutrina e da história da Igreja.
Quem é o Prof. Felipe Aquino
Felipe Aquino nasceu em Lorena, no interior de São Paulo, em 25 de setembro de 1949. Cresceu em uma família católica de nove irmãos, onde a mãe reunia os filhos para rezar o terço diariamente. Ao concluir o curso de Matemática em Itajubá, Minas Gerais, começou a participar de encontros de jovens como pregador — atividade que daria origem à sua trajetória de escritor e conferencista.
Foi nesse período que conheceu o padre Jonas Abib, em 1970, e passou a trabalhar ao lado dele. O vínculo atravessou a fundação da comunidade Canção Nova e permanece na rotina do professor, que hoje mantém programas nas emissoras da comunidade. Casou-se aos 22 anos com Maria Zila Romeiro Aquino, com quem teve cinco filhos; a esposa morreu em 2012, e o professor é viúvo e avô de nove netos.
Da engenharia mecânica à apologética
A carreira acadêmica de Felipe Aquino correu em paralelo à atuação na Igreja. Ele é mestre em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e doutor na mesma área pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Durante 20 anos, foi diretor-geral da Faculdade de Engenharia Química de Lorena (FAENQUIL), instituição que mais tarde se tornou a Escola de Engenharia de Lorena, campus da USP.
A entrada na escrita veio das palestras para jovens. Ao perceber que faltava material acessível sobre a fé católica, publicou os três primeiros livros pela Editora Raboni, de Campinas, sem retorno financeiro. Diante das recusas seguintes de outras editoras, decidiu criar a própria estrutura editorial — assim nasceu a Cléofas, em 1994. Aposentado da universidade em 2005, passou a se dedicar exclusivamente à editora, aos retiros e às pregações, que chegam a cinco ou seis por semana.
Os programas na Canção Nova e o ensino da doutrina
Na TV Canção Nova, o Prof. Felipe Aquino apresenta o Escola da Fé, programa semanal de formação doutrinária que deu origem também a uma série de livros, e o Pergunte e Responderemos, voltado a dúvidas dos fiéis. Na Rádio Canção Nova, comanda o No Coração da Igreja, e na WebTV Canção Nova apresenta o Palavras de Fé. Também é professor de História da Igreja no Instituto de Teologia Bento XVI, ligado à Diocese de Lorena e à Canção Nova.
Além dos programas, escreve artigos para o portal Canção Nova, para a Aleteia e para o site da Editora Cléofas. Nos finais de semana, percorre paróquias e eventos católicos no Brasil e no exterior com encontros de aprofundamento — atividade que o mantém próximo do público que consome seus livros.
Uma obra com mais de 80 livros
Os títulos assinados por Felipe Aquino cobrem frentes distintas da formação católica:
- Doutrina e apologética — obras que explicam e defendem as bases da fé católica, como Por que sou Católico?;
- História da Igreja — estudos sobre a Inquisição, a Reforma Protestante e as grandes eras do cristianismo;
- Família e vida cristã — livros sobre namoro, casamento e educação dos filhos, usados em encontros de casais e grupos de jovens;
- Formação para jovens — material de catequese e preparação para os sacramentos.
Publicados sobretudo pela Cléofas, mas também por editoras como Loyola e Canção Nova, os livros acompanham os temas que o professor trabalha nas pregações. A ligação com a espiritualidade e com a literatura católica é o que conecta essa produção a outros autores do gênero.
Recepção crítica e debates públicos
Como autor que participa de discussões históricas e doutrinárias, Felipe Aquino também é objeto de análise acadêmica. O livro Para entender a Inquisição foi examinado pelo historiador Igor Tadeu Camilo Rocha, em artigo publicado na revista História da Historiografia (2019), que descreve a obra como uma narrativa negacionista e apologética sobre os tribunais inquisitoriais. A tese de doutorado de Adriano Ferreira de Paulo, defendida na Universidade Federal do Ceará (2020), aponta que o livro Falsas Doutrinas, de 2010, apresenta as religiões de matriz africana como demoníacas.
Os debates integram a recepção pública da obra do professor, que mantém a defesa da doutrina católica como eixo central de seus livros e programas.
Reconhecimento e presença digital
Em 2012, o Papa Bento XVI concedeu a Felipe Aquino o título de Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, honraria da Santa Sé. No mesmo período, o professor já consolidava presença nos meios digitais, onde mantém blog, canal no YouTube e perfis no Instagram e no X.
Para o leitor que quer acompanhar o trabalho de perto, os pontos principais são:
- Blog oficial — artigos, notícias e textos sobre fé católica, mantido no portal Canção Nova;
- Canal no YouTube — vídeos semanais com reflexões e aulas sobre doutrina;
- Instagram — publicações frequentes e trechos de pregações;
- Editora Cléofas — catálogo completo dos livros do autor.
Quem busca o Prof. Felipe Aquino costuma encontrar, em qualquer uma dessas frentes, a mesma proposta: traduzir a doutrina católica para a linguagem de quem quer entendê-la, seja em um livro de 300 páginas, seja em uma resposta curta de programa de rádio.






