Luciano Lorenzini Zucco nasceu em Alegrete, no Rio Grande do Sul, em 9 de março de 1974, e passou cerca de 27 anos no Exército antes de trocar a farda pela vida pública. Conhecido como Tenente-Coronel Zucco, foi o deputado estadual mais votado do Rio Grande do Sul em 2018, repetiu a marca como deputado federal mais votado do estado em 2022, presidiu a CPI do MST na Câmara dos Deputados e, em 4 de outubro de 2026, foi eleito governador gaúcho no primeiro turno, com 3.516.048 votos — 58,05% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
A carreira dele é marcada pela passagem entre as áreas de segurança e inteligência e a política partidária. Filiado ao Partido Liberal (PL), Zucco construiu a reputação de parlamentar dedicado à segurança pública e se tornou uma das principais vozes da oposição ao governo federal na Câmara, onde chegou à liderança da Oposição em 2025. Antes de qualquer mandato, porém, a rotina dele já incluía a segurança de presidentes da República.
De Alegrete ao quartel: origem e formação
Filho do capitão do Exército Valmor Domingos Zucco e da professora Cleuza Terezinha Lorenzini, Zucco nasceu em Alegrete, na Fronteira Oeste gaúcha. Por causa das transferências do pai, a família morou em cidades como Tarauacá, no Acre; Lages, em Santa Catarina; e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, antes de se fixar em Porto Alegre, no início da década de 1980.
Na capital, estudou no Colégio Militar de Porto Alegre, onde concluiu o ensino médio, e depois ingressou no Exército pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), graduando-se em Ciências Militares. A formação continuou ao longo da carreira: é mestre em Inteligência Estratégica, especialista em Docência do Ensino Superior e tem MBA executivo em Segurança Pública e Privada.
Os cursos que acumulou ajudam a explicar boa parte da atuação pública que viria depois:
- segurança presidencial, no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI);
- avaliação de riscos, na Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp);
- negociação e gerenciamento de crises;
- técnicas policiais na Special Weapons and Tactics (SWAT);
- inteligência, pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
A carreira militar e a segurança presidencial
Zucco serviu ao Exército por cerca de 27 anos, entre 1992 e 2019, quando alcançou a patente de tenente-coronel. Na caserna, atuou em educação, segurança e operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Em 2010, participou das ações do Exército na ocupação do Complexo do Alemão e do Morro da Penha, no Rio de Janeiro, com funções ligadas a mapeamento e inteligência.
Entre 2010 e 2016, quando era major, integrou a equipe de segurança presidencial do GSI e atuou nas comitivas dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. Antes de entrar na política, servia no Comando Militar do Sul (CMS), com sede em Porto Alegre. Depois de eleito deputado estadual em 2018, passou para a reserva e assumiu o mandato em fevereiro de 2019.
Deputado estadual: segurança, saúde e escolas cívico-militares
A estreia na política aconteceu em 2018, pelo PSL, quando Zucco foi eleito deputado estadual com 166.747 votos (2,88% dos válidos), o mais votado do estado naquele pleito. Na Assembleia Legislativa, entre 2019 e 2023, apresentou dezenas de proposições e teve projetos convertidos em lei estadual nas áreas de segurança pública, educação, saúde e transparência. Entre as leis aprovadas a partir de projetos de sua autoria estão:
- Escolas Cívico-Militares (Lei 15.401), que autoriza a adoção do modelo cívico-militar em escolas municipais e estaduais do Rio Grande do Sul;
- Lei Manu (Lei 15.503), política estadual de enfrentamento ao câncer infantil, com diagnóstico precoce e fluxo prioritário de atendimento;
- Crianças e adolescentes desaparecidos (Lei 15.460), que cria política de localização e suporte às famílias;
- Transparência em obras públicas (Lei 15.532), que obriga a divulgação de custos, prazos, etapas e responsáveis por obras estaduais;
- Combate ao abigeato (Lei 15.832), política estadual de combate a crimes em áreas rurais, como o furto de gado;
- IPVA parcelado (Lei 15.533), que permite dividir o imposto para quem depende do veículo como fonte de renda;
- Toucas hipotérmicas (Lei 15.924), que garante o fornecimento do equipamento a pacientes em quimioterapia;
- Dia do Veterano Militar (Lei 15.739) e Santa Maria, Capital dos Blindados (Lei 69/2022), homenagens a militares e à tradição das unidades blindadas do Exército no estado.
Deputado federal, CPI do MST e oposição
Em 2022, já pelo Republicanos, Zucco foi eleito deputado federal com 259.023 votos (4,20%), novamente o mais votado do Rio Grande do Sul. Assumiu o mandato em 1º de fevereiro de 2023 e, em maio do mesmo ano, foi eleito presidente da CPI que investigou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), comissão que comandou até setembro. Na esteira do colegiado, articulou a criação da Frente Parlamentar Invasão Zero, voltada à defesa do direito de propriedade.
Na Câmara, atuou como vice-líder e chegou à liderança da Oposição, posição que exerceu em 2025, além de integrar comissões como as de Constituição e Justiça, Segurança Pública, Agricultura e Relações Exteriores. Em novembro de 2023, deixou o Republicanos e se filiou ao PL, citando divergências com a aproximação do antigo partido ao governo federal. No mandato, teve aprovado um substitutivo de sua autoria ao PL 2012/2022, que reformula a legislação de prevenção de desastres, cria prazos para planos de defesa civil e obrigações para atividades de risco.
O trabalho parlamentar rendeu reconhecimento na área: Zucco recebeu o Prêmio Excelência Parlamentar em 2023, 2024, 2025 e 2026, concedido pelo Ranking dos Políticos, e em junho de 2026 recebeu a Medalha do Mérito Farroupilha, maior honraria da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
A eleição de 2026 e o governo do Rio Grande do Sul
Em 2025, Zucco foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PL. Em abril de 2026, lançou oficialmente a pré-candidatura em evento no Parque da Harmonia, em Porto Alegre, e, em julho, a chapa foi confirmada em convenção na Assembleia Legislativa, com a deputada estadual Silvana Covatti (Progressistas) como candidata a vice-governadora. A coligação O Rio Grande Pode Mais reuniu PL, PP, União Brasil, Republicanos, Podemos, Novo e Democracia Cristã.
Durante a campanha, percorreu o interior do estado com o projeto de escuta ativa Força Gaúcha, que passou por mais de 100 municípios. No palanque, defendeu como prioridades a segurança pública, a infraestrutura, a educação — com ampliação do modelo de escolas cívico-militares —, a saúde e a recuperação econômica do estado. Em 4 de outubro de 2026, foi eleito no primeiro turno com 3.516.048 votos, o equivalente a 58,05% dos votos válidos, e se tornou o governador mais votado da história do Rio Grande do Sul em eleições decididas em turno único. Zucco e Silvana Covatti tomam posse em janeiro de 2027.
Canais oficiais e presença pública
Zucco mantém site oficial em zuccopelors.com.br e presença digital extensa. No Instagram, o perfil @zucco reúne mais de 900 mil seguidores; a página no Facebook, o perfil no TikTok (@deputadozucco) e o canal no YouTube com quase 300 mil inscritos completam a comunicação direta com o eleitorado. O canal de vídeo reúne cerca de 200 publicações, entre programas de campanha, comerciais, agendas e posicionamentos sobre temas como segurança, família e propriedade.
O mandato de deputado federal pode ser acompanhado pelo perfil de Zucco na Câmara dos Deputados, que lista proposições, relatorias e filiações partidárias. Outras figuras já perfiladas no diretório, como governadores eleitos em 2026 — caso de Cleitinho Azevedo, em Minas Gerais —, podem ser encontradas na página de autoridades da política brasileira.



