Marcos Rogério da Silva Brito nasceu em Ji-Paraná, em 7 de julho de 1978, e percorreu um caminho pouco comum na política brasileira: entrou no rádio antes dos 25 anos, virou repórter de televisão e, pouco depois, vereador, deputado federal e senador. A trajetória ganhou um novo capítulo em 4 de outubro de 2026, quando foi eleito governador de Rondônia no primeiro turno, com 57,02% dos votos válidos — 509.168 votos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Aos 48 anos, ele deixa o Senado, onde está desde 2019, para comandar o estado a partir de 2027.
Conhecido nacionalmente pela atuação na CPI da Pandemia, em 2021, Marcos Rogério construiu a carreira política em Rondônia, onde foi o senador mais votado do estado em 2018. Antes disso, já havia sido relator do processo de cassação do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, em 2015, relatoria que o projetou no cenário nacional. Sua biografia combina formação jurídica, trabalho em comunicação e quase duas décadas de mandatos eletivos.
De Ji-Paraná ao jornalismo: origem e formação
Marcos Rogério cresceu em Ji-Paraná, cidade onde nasceu e onde deu os primeiros passos profissionais. Filho de agricultores, atuou por mais de 12 anos na comunicação social: foi radialista na Rádio Alvorada, entre 2001 e 2008; diretor de Comunicação da Prefeitura de Ji-Paraná, entre 2003 e 2004; repórter da TV Rondônia, afiliada da Rede Globo, entre 2003 e 2005; e coordenador de Jornalismo do Sistema Gurgacz, que opera a Rede TV Rondônia, entre 2005 e 2009.
A formação acadêmica caminhou junto com o trabalho. Marcos Rogério é bacharel em Direito pela Universidade Luterana do Brasil (CEULJI/ULBRA), mestre em Administração Pública pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e doutorando em Direito Constitucional. A experiência em rádio e TV precede a vida pública: ele só chegou à Câmara de Ji-Paraná depois de quase uma década de trabalho em veículos de comunicação.
A trajetória política: de vereador a senador
A carreira política começou em 2008, quando foi eleito vereador de Ji-Paraná. Dois anos depois, concorreu a deputado federal e ficou como suplente; em 2011, após recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral, assumiu o mandato na Câmara dos Deputados. Foi reeleito em 2014 e, no ano seguinte, escolhido relator do processo de cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.
- Vereador de Ji-Paraná (2009-2011)
- Deputado federal por Rondônia (2011-2019)
- Senador da República (2019-2027)
Em 2018, Marcos Rogério foi eleito senador com 324.939 votos, o equivalente a 24,06% dos votos válidos, e chegou ao Senado como o mais votado do estado naquele pleito. Presidiu a Comissão de Serviços de Infraestrutura em 2019 e 2020, integra a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e voltou a comandar a comissão de infraestrutura em 2025.
CPI da Pandemia, oposição e vice-liderança do governo Bolsonaro
Em 2020, Marcos Rogério aceitou o convite de Jair Bolsonaro para ser vice-líder do governo no Congresso, posição que reforçou sua atuação na base aliada no Senado. No ano seguinte, durante a CPI da Pandemia, que investigou a atuação do governo federal no enfrentamento da covid-19, atuou como um dos principais defensores do governo entre os senadores e ganhou projeção nacional. Em 2022, foi vencedor da categoria Senado do voto popular do Prêmio Congresso em Foco, como o parlamentar mais votado pela internet naquela edição.
A partir de 2023, já filiado ao Partido Liberal (PL), consolidou-se como um dos nomes de oposição ao governo Lula no Senado. Nesse período, atuou também na CPMI que investigou os atos de 8 de janeiro de 2023, então na oposição ao governo federal.
A eleição de 2026 e o governo de Rondônia
Em 2022, Marcos Rogério já havia disputado o governo de Rondônia: foi ao segundo turno com 37,05% dos votos, contra 38,88% de Marcos Rocha, e perdeu a disputa por 47,53% a 52,47%. Voltou ao Senado e manteve a agenda de Rondônia como prioridade. Quatro anos depois, em 2026, voltou a concorrer e venceu no primeiro turno com 509.168 votos, contra Adailton Furia (PSD). A eleição para governador se decide em primeiro turno quando um candidato obtém mais da metade dos votos válidos.
Nos primeiros dias após a eleição, o governador eleito anunciou que fará revisão de gastos no estado e prometeu um plano de combate à violência contra a mulher. A infraestrutura é uma das áreas em que o senador tem atuação registrada no mandato, com passagens pela presidência da Comissão de Serviços de Infraestrutura, que acompanha obras, logística e concessões que afetam diretamente Rondônia.
Atuação parlamentar, emendas e canais oficiais
No balanço divulgado por seu mandato, Marcos Rogério soma mais de 300 proposições apresentadas e mais de 50 relatorias ao longo dos anos no Senado, além do envio de R$ 938 milhões em emendas parlamentares para os 52 municípios de Rondônia. Os números são apresentados no site oficial do senador e ajudam a explicar a base de apoio que o levou ao governo do estado.
Para acompanhar agenda, projetos e posicionamentos, os canais oficiais de Marcos Rogério são o site senadormarcosrogerio.com.br, o perfil no Instagram, a página no Facebook e o canal no YouTube. O perfil no Senado Federal registra o mandato de 2019 a 2027, as comissões de que participa e a produção legislativa. Outros parlamentares e governadores também têm perfis no diretório, reunidos na página de autoridades da política brasileira.

