Contexto e proposta de A Última Trincheira
No ano 2000, Fábio Pannunzio fez o que nenhum outro repórter de televisão brasileiro havia conseguido até então: entrar nos acampamentos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e conviver com os guerrilheiros na selva. A experiência resultou em A Última Trincheira, romance-reportagem publicado pela Editora Record em 2001.
O livro parte dessa imersão para reconstruir, em forma de romance-reportagem, o universo da guerrilha colombiana no fim do século 20. É a incursão mais profunda de Pannunzio no jornalismo internacional: o mesmo repórter que localizou a fraudadora Jorgina de Freitas na Costa Rica e descobriu a rota de fuga de PC Farias no Cone Sul levou para a Colômbia a apuração em campo que marca a trajetória dele.
Publicado há mais de duas décadas, A Última Trincheira é uma leitura de contexto histórico. Para estudantes de jornalismo, funciona como referência de reportagem em terreno hostil. Para leitores de história da América Latina, como testemunho de um período em que as FARC eram um dos atores centrais da política regional.
O livro tem 222 páginas e edição da Record. Os exemplares disponíveis hoje circulam principalmente em sebos e no marketplace — o link leva à página do título na Amazon, onde é possível conferir preço e disponibilidade atualizados. Quem procura o volume físico encontra com mais frequência a edição em capa comum.
Vale registrar o que o livro não é: uma obra recente. Passados mais de vinte anos da publicação, o texto deve ser lido como documento de um momento específico do conflito colombiano, anterior aos desdobramentos que levaram ao acordo de paz de 2016.
Para quem acompanha o trabalho atual de Pannunzio nos telejornais, o livro é a porta de entrada para a fase em que ele era o repórter — e não o âncora.





