Contexto e proposta de Bruno Sutter (álbum de estreia)
Bruno Sutter é o álbum de estreia solo do músico e humorista, lançado em dezembro de 2015 depois de uma campanha de financiamento coletivo. É o primeiro disco "sério" de Sutter, feito sem a persona do Detonator: em vez do personagem que rendeu fama ao Massacration, ele aparece como vocalista, guitarrista e compositor de repertório próprio, no terreno do heavy metal e do power metal.
São 14 faixas e cerca de 64 minutos, abertos por "My Boss Is a Corpse" e seguidos por singles como "The Best Singer in the World" e "Socorro", além de "Hipócrita" e da regravação de "Galopeira", clássico sertanejo de Pedro Bento e Zé da Estrada que ganhou versão pesada. A produção é assinada por Sutter ao lado de Wagner Bernardes e Renato Tribuzy, com participações de Bruno Valverde na bateria e de guitarristas convidados em faixas específicas.
O álbum foi pensado como declaração de independência artística. No mesmo ano em que o público o elegeu, em votação do portal Whiplash.net, o melhor cantor nacional de heavy metal, Sutter mostrou que conseguia sustentar um disco inteiro fora do terreno da paródia. Em entrevistas da época, definiu a sonoridade como um encontro de referências que ia do metal extremo ao hard rock melódico.
Para quem acompanha a carreira, o disco funciona como retrato de um momento de transição: o comediante conhecido na TV provando, em estúdio, que voz e composição eram projetos de longo prazo. É também o item mais colecionável da fase solo — saiu em tiragem independente e depois ganhou edição em CD, encontrada hoje principalmente em sebos e lojas especializadas.




