Foto ilustrativa do produtor Djamila Ribeiro

Projeto relacionado a:

Djamila Ribeiro
Imagem promocional do produto Cartas para minha avó

Cartas para minha avó

Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Livro memorialístico em forma de cartas à avó Antônia, sobre infância, racismo, luto e criação de filhos em uma sociedade racista.

Cartas para minha avó (Companhia das Letras, 2021) é o livro mais pessoal de Djamila Ribeiro. Em vez de ensinar um conceito ou listar lições antirracistas, a autora escreve à avó Antônia — benzedeira, figura do Candomblé e presença afetiva da infância — para revisitar trajetória, luto e o que significa criar uma filha negra no Brasil de hoje.

O formato de cartas libera um tom íntimo sem abandonar o pensamento. Memória de manga verde e jantar cedo convive com racismo cotidiano, perda dos pais, maternidade e vida pública. Quem conhece Djamila só pelo debate de redes encontra aqui a camada biográfica que sustenta a voz pública.

Do que trata a obra

As cartas atravessam infância em Santos, a influência do pai militante e da mãe, a morte da avó em 1993, a orfandade precoce, o abandono temporário dos estudos, o retorno à universidade e os dilemas de quem ocupa espaço de intelectual pública. Ancestralidade negra não aparece como metáfora decorativa: é método de leitura da própria vida.

  • Relação com a avó Antônia e a herança espiritual e afetiva.
  • Racismo, luto e formação de identidade.
  • Maternidade e o desafio de proteger e educar em sociedade racista.
  • Costura entre intimidade e consciência política.

Lugar na carreira da autora

Depois de ensaios conceituais e do manual didático, Cartas para minha avó desloca o centro da página para a narrativa de si. A crítica e a imprensa trataram o volume como o mais delicado e autobiográfico da produção de Djamila até então — o que amplia o público para leitores de memórias e de literatura de não ficção sentimentalmente densa, sem sair do campo político.

Na prateleira da autora, funciona como contraponto necessário: mostra de onde vem a coragem e o custo de falar em público sobre raça e gênero.

Para quem ler e como chegar ao livro

Recomendado a quem já leu os ensaios e quer a pessoa por trás do argumento; a quem busca relatos de ancestralidade negra brasileira; e a leitores de correspondência literária e memórias familiares. Também serve a clubes do livro que desejam discutir afeto e estrutura social no mesmo texto.

A edição de referência é a da Companhia das Letras. Na Amazon Brasil e em livrarias, busque pelo título completo e pela autoria para garantir a edição correta. Não espere manual de autoajuda: espere cartas que doem e iluminem, escritas por uma filósofa que escolheu falar com a avó — e, ao fazer isso, falou com o país.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Cartas para minha avó.


O que você acha deste Projeto?

O projeto Cartas para minha avó entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Cartas para minha avó, talvez também queira conhecer outros projetos de Djamila Ribeiro.

Ver perfil completo
Lugar de Fala
Lugar de Fala
Ensaio que popularizou o conceito de lugar de fala no Brasil e abriu a coleção Feminismos Plurais, com linguagem acessível e base filosófica.
00%
00%
Pequeno manual antirracista
Pequeno manual antirracista
Ensaio didático em onze capítulos sobre racismo estrutural, branquitude e práticas antirracistas; vencedor do Prêmio Jabuti 2020.
00%
00%
Quem tem medo do feminismo negro?
Quem tem medo do feminismo negro?
Ensaio autobiográfico e artigos sobre feminismo negro, interseccionalidade, cotas e o silenciamento de mulheres negras no Brasil.
00%
00%