Foto ilustrativa do produtor Ricardo Semler

Projeto relacionado a:

Ricardo Semler
Imagem promocional do produto Escola sem sala de aula

Escola sem sala de aula

Educação
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Debate de 2004 entre Semler, Gilberto Dimenstein e Antonio Carlos Gomes da Costa sobre Lumiar, Bairro Escola e o fim da sala como eixo.

Escola sem sala de aula reúne Ricardo Semler, o jornalista Gilberto Dimenstein e o pedagogo Antonio Carlos Gomes da Costa num debate de 144 páginas sobre o que sobra da escola quando se tiram a carteira enfileirada, a prova como rito e a série por idade como destino. Não é um livro só de Semler. É uma conversa a três, lançada pela Papirus em 2004, no momento em que a Lumiar saía do papel em São Paulo.

A Folha descreveu o volume como “entrevista a três”. Semler pergunta por que as férias duram dois meses, por que a aula tem 45 minutos, por que a classe precisa de 40 alunos. Dimenstein traz o Projeto Aprendiz e a ideia de cidade-escola. Gomes da Costa recupera a formação integral de tradição grega contra a escola que treina para vestibular.

O que cada voz coloca na mesa

Semler entra com a Lumiar: escola democrática, aluno no centro, tutores e mestres no lugar do professor no tablado, assembleia em que o voto da criança vale. A experiência que ele financiou perto da Avenida Paulista, num casarão, começou com dezenas de crianças pequenas e a aposta de que interesse real — horta, cozinha, minizoo — carrega português e matemática sem o teatro da disciplina isolada.

Dimenstein articula teoria e rua: o Bairro Escola, o Aprendiz com adolescentes no centro de São Paulo, a tese de que a cidade inteira deveria ensinar o tempo todo. Gomes da Costa faz o contraponto histórico: a escola que conhecemos é invenção recente; dá para rediscutir o pacote sem fingir que ele sempre existiu.

  • educador que quer um caso brasileiro de escola democrática, não só Summerhill de segunda mão;
  • gestor escolar testando projeto, tutor e assembleia;
  • leitor de Semler que precisa ver a tese da Semco aplicada a criança, com limites e vizinhança jornalística.

Relação com a Lumiar — e o que o livro não cobre

O livro é o documento de lançamento, não o balanço de 20 anos. UNESCO, OCDE e outras menções posteriores à metodologia Lumiar não estão nesta edição. Tampouco estão a Descolada nem o Lumiar in a Box do site atual de Semler. Quem compra Escola sem sala de aula lê o argumento de 2004, com a escola ainda no começo e o tom de inconformistas, como a resenha da Folha já apontava.

Há um risco de leitura: tratar o volume como manual operacional da Lumiar. Não é. É debate. Semler não detalha grade, plataforma Mosaico nem custo. Dimenstein não entrega kit de Bairro Escola. Gomes da Costa não fecha uma pedagogia completa. O valor está no choque das três frentes — empresa, jornalismo de educação, pedagogia — no mesmo caderno.

Edição e compra

A edição mais fácil de achar hoje é a da coleção Papirus Debates / 7 Mares, ISBN 9788561773182 (ISBN-10 8561773189), 144 páginas. Há tiragem anterior com ISBN 8530807405. O conteúdo é o mesmo núcleo de 2004. A Amazon lista o item sob o nome de Semler, embora a autoria seja compartilhada; isso reflete o peso comercial do empresário, não uma obra solitária.

Para o perfil de Ricardo Semler, este é o projeto que marca a virada da fábrica para a escola. Sem ele, a biografia para no organograma. Com ele, o leitor entende por que o mesmo homem que demitiu diretores passou a discutir recreio, vestibular e o crime, nas palavras posteriores dele, de uma escola feita para decoreba.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Escola sem sala de aula.


O que você acha deste Projeto?

O projeto Escola sem sala de aula entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Escola sem sala de aula, talvez também queira conhecer outros projetos de Ricardo Semler.

Ver perfil completo
Virando a própria mesa
Virando a própria mesa
O relato da Semco nos anos 1980: como Semler tirou organograma, ponto e hierarquia rígida de uma fábrica paulista e transformou o caso em livro.
00%
00%
Você está louco
Você está louco
Livro da Rocco em que Semler mistura a liberdade de horário da Semco com biografia, educação e a tese de que regra rígida mina motivação.
00%
00%