Internet – O Filme nasce da tese de que a rede não só mudou o entretenimento: redesenhou fama, amizade, sexo, rivalidade e o jeito de existir em público. Escrito por Rafinha Bastos com Dani Garutti e Mirna Nogueira, e dirigido por Fillipo Capuzzi Lapietra, o longa de comédia reuniu dezenas de youtubers e criadores digitais num hotel de evento de influenciadores — e colocou o próprio Rafinha no elenco, no roteiro e na produção.
Lançado em 23 de fevereiro de 2017 pela Paris Filmes, o filme circulou nos cinemas brasileiros, passou pela CCXP em fase de divulgação e, depois, ganhou vida em streaming. A proposta pública era retratar como a internet “mudou a vida da nova geração”, com sketches e arcos que se cruzam no mesmo espaço de convenção digital.
Do que trata
A trama se divide em blocos. Há o youtuber arrogante Uesley (Gustavo Stockler) obcecado por popularidade; a dupla Mateus e Natália (Felipe Castanhari e Pathy dos Reis) que explode nas redes depois de um beijo exposto; a aposta de amigos envolvendo Vepê (T3ddy) e Barbarinha; e o arco de Cesinha Passos, interpretado por Rafinha Bastos, lidando com má fama e com um fã invasivo (Paulinho Serra). O elenco inclui ainda Christian Figueiredo, Júlio Cocielo, Thaynara OG, Cellbit e outros nomes do YouTube da época.
Rafinha assina o roteiro ao lado de Dani Garutti e Mirna Nogueira e entra como produtor ao lado de Sandi Adamiu e Márcio Fraccaroli. A coprodução envolve Paris Entretenimento, Paris Filmes, Televisa, Crazy Monkey, Elo e Snack. A duração fica em cerca de 90 minutos, no gênero comédia.
Para quem o filme existe
O longa fala com quem viveu a explosão dos youtubers brasileiros na segunda metade da década de 2010, com quem acompanha humor de internet e com quem quer ver Rafinha fora do stand-up puro — como autor e produtor de um produto de entretenimento de massa. Não é documentário sobre a carreira dele: é comédia de enredo coral com a marca do humorista na concepção.
- Tipo: comédia cinematográfica brasileira, 2017.
- Papel de Rafinha: roteirista, produtor e ator (Cesinha Passos).
- Distribuição: Paris Filmes nos cinemas; circulação posterior em plataformas de streaming, com menção pública à aquisição de direitos pela Netflix no Brasil.
Recepção e contexto
Comercialmente, o filme faturou na casa de milhões de reais e figurou entre as bilheterias relevantes do ano no cinema nacional. A crítica especializada foi, em geral, negativa, questionando tom e coesão dos sketches. Esse contraste — público de internet versus recepção de imprensa — é parte do registro histórico do projeto e ajuda a situá-lo como produto de época, ligado ao auge dos canais e da fama digital no Brasil.
Para quem busca o filme hoje, a ficha em sites de cinema e as páginas de streaming oficiais são o caminho de acesso. No perfil de Rafinha Bastos, Internet – O Filme funciona como prova de que a autoridade dele não se esgota no monólogo de palco: há roteiro, produção e um olhar de humorista sobre a própria geração de criadores digitais.



