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O beijo que vós me nordestes

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Álbum de 2026 pela Biscoito Fino: tributo a compositores nordestinos, do verso de Chico César a Dominguinhos.

O beijo que vós me nordestes é o álbum de 2026 em que Padre Fábio de Melo se volta ao repertório de compositores nordestinos, lançado pela Biscoito Fino. O título nasce de um verso de “Béradêro”, de Chico César, e anuncia um projeto secular de tributo — menos “disco de missa”, mais canção brasileira de raiz e invenção.

O álbum reúne caminhos que passam por Chico César, Dominguinhos, Accioly Neto, Gilberto Gil e Milton Nascimento, entre outros nomes ligados ao imaginário nordestino e à música popular de qualidade. Singles como “Quem me levará sou eu” (Dominguinhos e Manduka), “A natureza das coisas” e “Estrela” prepararam o lançamento e mostram o recorte: autonomia, paisagem afetiva e melodia generosa.

Por que este disco é diferente na discografia

Depois de fases Paulinas, Canção Nova, Som Livre e Sony Music, O beijo que vós me nordestes marca uma virada de repertório e de gravadora. Em vez de material majoritariamente autoral devocional, Fábio de Melo interpreta e dialoga com o cancioneiro de outros autores, deslocando o eixo geográfico da memória mineira para o Nordeste cantado.

Em entrevista sobre o lançamento, o próprio artista falou da fama como ilusão e da vontade de servir a canções que o atravessam — um enquadramento útil para quem acompanha a carreira há décadas e busca novidade sem ruptura com a identidade vocal.

Para quem este álbum faz sentido

  • Ouvintes de MPB e canção nordestina que também conhecem o padre cantor.
  • Fãs antigos curiosos com a fase Biscoito Fino e o tom mais secular.
  • Quem gosta de tributos bem cantados, sem pastiche de forró de ocasião.
  • Pessoas que descobriram Fábio de Melo pelas redes e querem o trabalho mais recente.

Como ouvir e situar o projeto

O álbum está disponível no Spotify e em plataformas digitais; o site oficial concentra clipe, singles e contexto editorial. Dentro da obra de Fábio de Melo, O beijo que vós me nordestes funciona como capítulo de maturidade artística: o sacerdote-comunicador que já vendeu milhões escolhe servir a um repertório alheio e a uma geografia simbólica que amplia o mapa da sua voz.

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