O Impostor nasceu de uma premissa simples e teimosamente difícil: entrar em eventos fechados sem convite, registrar tudo e mostrar ao público como a invasão foi possível. Criado para o Pânico na TV, da RedeTV!, o quadro transformou Daniel Zukerman em um dos repórteres mais reconhecidos do humor brasileiro.
A referência original é o francês Rémi Gaillard, que já fazia esse tipo de ação na França. Na versão brasileira, o formato ganhou identidade própria com disfarces improvisados, figurinos de última hora e a habilidade de Zukerman para conversar com seguranças e convidados sem levantar suspeita.
Como o quadro funcionava
Cada episódio seguia uma lógica de reportagem: planejar a entrada, executar o disfarce e narrar o que acontecia em cena. Quando a segurança apertava, entravam os ajudantes — personagens como o Agente DeLari e Mata Hari. O humor vinha da tensão entre o improviso e a formalidade dos eventos, e da capacidade de Zukerman de se manter no personagem mesmo quando era descoberto.
As invasões que ficaram na memória
Algumas ações se tornaram clássicos instantâneos:
- O velório de Michael Jackson, no Staples Center, em 2009: ele se misturou a uma equipe de TV japonesa, avançou pelo esquema de segurança e ainda encontrou Mike Tyson no ginásio.
- O funeral de Amy Winehouse, em Londres, em 2011: com o editor André Machado, usou quipás para se passar por conhecido da família e foi confundido com amigo íntimo da cantora — as imagens rodaram o mundo e agências internacionais precisaram se retratar.
- A festa do Oscar, em 2010: viajou para Los Angeles uma semana antes da cerimônia e conseguiu entrevistar celebridades, como Queen Latifah.
- O São Paulo Fashion Week: invadiu o evento e desfilou na passarela.
- O hotel de Sylvester Stallone: disfarçado, chegou até o ator e tirou fotos com ele.
Relação com a trajetória de Zukerman
O Impostor é a obra que define a fama de Zukerman e atravessa toda a carreira dele na televisão: nasceu no Pânico na TV, seguiu no Pânico na Band e virou uma marca que o acompanha até hoje — inclusive no retorno ao personagem no Domingão com Huck, em 2025. O personagem e o repórter se confundem: o apelido pegou e virou apresentação pública.
Onde assistir
O acervo clássico está no canal oficial do Pânico no YouTube, que reúne matérias históricas e publica séries que revisitam as invasões mais famosas — como o episódio em que o Impostor foi até o Vaticano. Parte do material também circula em vídeos e reportagens que relembram a fase do quadro na RedeTV! e na Band.
Para quem é: quem gosta de reportagem de entretenimento, humor de rua e história da TV brasileira.
Limite: as ações envolviam entrar em eventos privados sem autorização; o formato pertence a outra época da televisão e não deve ser imitado.




