Os Dez Mais do São Paulo é o sétimo volume da Coleção Ídolos Imortais, série da Maquinaria Editora dedicada a reconstruir a memória dos grandes clubes brasileiros a partir de seus personagens centrais. O livro de Arnaldo Ribeiro, lançado em 2009, parte de uma pergunta simples: quais dez jogadores explicam melhor a história do São Paulo Futebol Clube?
A resposta atravessa quase oito décadas e vai de Leônidas da Silva, nos anos 1940, a Rogério Ceni, símbolo das últimas gerações. Em vez de listar estatísticas, o jornalista reconstitui o contexto de cada época e mostra como os times do Morumbi foram montados, onde estavam as forças e as fragilidades de cada formação e o que aqueles jogadores representaram para o clube e para o futebol brasileiro.
Os dez nomes e o recorte de cada época
O sumário da obra funciona como uma linha do tempo do clube:
- Leônidas da Silva, o Diamante Negro, atacante dos anos 1940;
- Bauer, zagueiro e líder do time na mesma década;
- Canhoteiro, ponta-esquerda dos anos 1950 e 1960;
- Roberto Dias, zagueiro da primeira grande fase no Morumbi;
- Pedro Rocha, atacante uruguaio dos anos 1970;
- Dario Pereyra, zagueiro uruguaio e capitão da década de 1980;
- Serginho, atacante do time que se firmou nos anos 1970;
- Careca, centroavante que brilhou nos anos 1980;
- Raí, meia que comandou a geração dos anos 1990;
- Rogério Ceni, goleiro e maior nome das últimas décadas.
A seleção proposta por Arnaldo Ribeiro não é uma disputa de "melhor de todos os tempos", e sim um recorte editorial: cada nome precisa sustentar, sozinho, um capítulo e um período do clube. É o que permite ao leitor atravessar a história são-paulina sem se perder em nomes soltos.
O autor e o contexto do livro
Quando o livro foi publicado, Arnaldo Ribeiro acumulava mais de quinze anos de imprensa esportiva, com passagens por Folha de S.Paulo, Estadão e a revista Placar, onde foi repórter e redator-chefe. A familiaridade com arquivos de redação e com a cobertura de clubes aparece no texto: a narrativa se apoia em fatos, jogos e personagens verificáveis, não em memória afetiva.
O volume integra uma coleção que visitou a história de outros grandes clubes brasileiros, e o livro são-paulino saiu em 2009, período em que o time vivia uma sequência de títulos nacionais e continentais. A escolha de fechar a lista com Rogério Ceni, ainda em atividade na época, indica o quanto a obra dialoga com o presente do clube no momento em que foi escrita.
Para quem é a leitura
O livro interessa a três públicos: o torcedor são-paulino que quer organizar a memória do clube, o pesquisador de história do futebol que busca um panorama cronológico e o leitor de jornalismo esportivo interessado em entender como uma redação transforma arquivo e apuração em narrativa. São 184 páginas, com projeto da Maquinaria Editora e ISBN 978-85-62063-08-4.
A edição física da coleção é o formato em que a obra costuma circular em sebos e livrarias especializadas, o que faz dela um item também de colecionador. Para quem prefere garantir um exemplar, o link abaixo leva à página do livro na Amazon.



