Políticos do Brasil é o livro que Fernando Rodrigues publicou em 2006 como desdobramento de uma pesquisa sobre o patrimônio declarado de candidatos vencedores nas eleições de 1998 e 2002. O trabalho reuniu dados de cerca de 3.570 registros de declarações de bens entregues à Justiça Eleitoral, até então dispersos e pouco acessíveis ao público, e os transformou em análises sobre quem são e o que possuem os ocupantes de cargos políticos no país.
A origem: o banco de dados Controle Público
O livro nasceu de um projeto anterior, o Controle Público, banco de dados lançado em 2002 que permitiu ao público consultar as declarações de bens de políticos brasileiros. O trabalho rendeu a Fernando Rodrigues o Prêmio Esso de 2002, o Líbero Badaró de webjornalismo e o prêmio da Fundación Nuevo Periodismo Iberoamericano, presidida pelo escritor Gabriel García Márquez. A base foi rebatizada de Políticos do Brasil e deu origem ao livro de 2006.
O que o livro mostra
Publicada pela editora Publifolha, a obra tem 421 páginas e está dividida em três partes principais: o patrimônio dos políticos, o perfil estatístico dos eleitos e as características do sistema político brasileiro, com considerações sobre o voto. A análise tomou como base o último pleito do século 20 e o primeiro do século 21, comparando a evolução patrimonial dos vencedores.
Ao final, o livro traz a relação completa dos vencedores das duas eleições, com cargo, partido, unidade da federação, votação e a evolução do patrimônio declarado de cada político — material de consulta usado por jornalistas, pesquisadores e eleitores desde então.
Do livro ao serviço digital
Pelo conjunto formado pelo site e pelo livro, Fernando Rodrigues recebeu em 2006 o Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa. A base de dados seguiu atualizada e hoje integra os serviços digitais do Poder Drive, onde consultas sobre patrimônio, votação e trajetória de políticos brasileiros continuam disponíveis ao público.
O livro permanece como uma fotografia detalhada de um período específico da política brasileira — a virada dos anos 1990 para os 2000 — e como registro do método de trabalho que marcou a carreira do autor: tratar documento público como ponto de partida de reportagem.




