Contexto e proposta de Presidência da Câmara Municipal de Campo Largo
A Presidência da Câmara Municipal de Campo Largo é o cargo exercido por Alexandre Guimarães no biênio 2025-2026. A função, definida por votação entre os vereadores, coloca nas mãos do presidente a condução dos trabalhos legislativos, a representação institucional da Casa e a responsabilidade pela gestão administrativa e financeira do Legislativo — incluindo a prestação de contas anual enviada ao Tribunal de Contas do Estado do Paraná.
O primeiro ano dessa gestão terminou com as contas de 2025 aprovadas por unanimidade. Em sessão virtual da Primeira Câmara do TCE-PR, no dia 1º de outubro de 2026, o Tribunal julgou regulares as contas da Câmara (Acórdão nº 2550/2026, processo nº 208555/26), seguindo o voto do relator, conselheiro Ivan Lelis Bonilha. A análise cobriu execução orçamentária e financeira, cumprimento de limites constitucionais e fiscais, controle interno, transparência e atuação legislativa.
O que a prestação de contas de 2025 mostra
Nos limites de pessoal, a Câmara encerrou 2025 com despesa de 1,73% da Receita Corrente Líquida ajustada, bem abaixo do teto de 6% para o Legislativo municipal. A despesa total considerada para o limite constitucional ficou em R$ 18,36 milhões, frente ao limite máximo calculado de R$ 25,56 milhões. A folha de pagamento respondeu por 46,03% da receita-base, dentro do teto de 70%.
Em números gerais, o Legislativo recebeu R$ 19,028 milhões em repasses ao longo de 2025. Do orçamento de R$ 18,9 milhões, foram empenhados R$ 17,03 milhões; as despesas liquidadas e pagas somaram R$ 16,4 milhões, das quais R$ 11,8 milhões com pessoal e encargos sociais, R$ 4,55 milhões em outras despesas correntes e R$ 38 mil em investimentos.
Transparência e avaliação da atuação legislativa
No Índice de Transparência da Administração Pública (ITP) do TCE-PR, a Câmara alcançou 95,62% de atendimento dos itens avaliados, ficando na 47ª posição entre as câmaras municipais do Paraná. O acórdão traz ainda a primeira avaliação da atuação legislativa feita com a nova metodologia do Tribunal: a Câmara obteve 3,88 pontos, em critérios como atuação parlamentar, funcionamento das comissões, fiscalização, julgamento de contas, transparência e relacionamento com o cidadão. Por ser o primeiro ano de aplicação do método, o próprio TCE-PR registrou que o resultado teve caráter informativo, sem gerar apontamentos de ressalva naquele exercício.
O histórico recente das contas do Legislativo ajuda a dimensionar o período: as de 2024 e 2023 foram consideradas regulares; as de 2022 e 2021, regulares com ressalvas; e as de 2020, irregulares.
A trajetória que leva à presidência
Alexandre Guimarães chegou à presidência da Câmara depois de um percurso que inclui o mandato de deputado estadual entre 2015 e 2018, quando presidiu a Comissão de Assuntos Metropolitanos da Assembleia, e a atuação em saúde pública — área em que coordenou a odontologia do município e criou o Ônibus do Doutor Dentão. Vereador desde 2021, foi reeleito em 2024 com 1.116 votos, já filiado ao PDT, e escolhido pelos colegas para comandar a Casa no biênio seguinte.
A presidência da Câmara não se confunde com o mandato de vereador: além de votar e propor projetos como os demais parlamentares, o presidente dirige a pauta, representa o Legislativo nas relações com os outros poderes e responde pela execução orçamentária da Casa. É esse conjunto de atribuições que a prestação de contas do TCE-PR avalia anualmente, e é por ele que a gestão de 2025 aparece associada ao nome de Guimarães no processo julgado pelo Tribunal.

