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Romário

Baixinho

Nascimento: 1966 Rio de Janeiro, RJ
Romário de Souza Faria, o Baixinho: ex-centroavante campeão do mundo em 1994, ídolo de clubes no Brasil e na Europa e senador pelo Rio de Janeiro.

Quando a bola entrava na área e o tempo encolhia, o nome que vinha à boca da torcida era quase sempre o mesmo. Romário de Souza Faria, o Baixinho, transformou metros quadrados de gramado em território próprio e, décadas depois, trocou a camisa 11 da Seleção pelo gabinete no Senado Federal. Quem busca o perfil dele não procura só um artilheiro de revista: quer entender como o goleador do tetra, ídolo de Vasco, PSV, Barcelona e Flamengo, virou senador pelo Rio de Janeiro sem deixar de ser personagem do futebol brasileiro.

Nascido em 29 de janeiro de 1966 no Rio de Janeiro e criado com a marca do Jacarezinho e da Vila da Penha, Romário construiu uma carreira que mistura gols, títulos, polêmicas públicas e uma segunda vida política marcada pela defesa de causas ligadas a pessoas com deficiência e ao escrutínio do esporte. Este perfil reúne a trajetória verificável do centroavante, a passagem pela política e os projetos que ele mantém fora de campo.

Quem é Romário e por que ainda se busca o Baixinho

Romário é ex-futebolista, empresário e político brasileiro. Na bola, atuou principalmente como centroavante, com 1,67 m e um estilo de finalização que lhe rendeu apelidos como Baixinho e Gênio da Grande Área — este último associado a Johan Cruyff, com quem trabalhou no Barcelona. Na Seleção Brasileira, foi figura central da campanha da Copa do Mundo FIFA de 1994, nos Estados Unidos, título que selou o tetra e reforçou a imagem do atacante como referência de área.

Fora dos gramados, elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro e, em seguida, senador da República, cargo que exerce desde 2015, com reeleição em 2022. Em 2024, também assumiu a presidência do America Football Club, no Rio, e chegou a se reinscrever como jogador do clube, mais de uma década após a aposentadoria de 2009. A convivência entre futebol, mídia e mandato legislativo é o que mantém o nome em alta nas buscas, bem além da nostalgia dos anos 1990.

Origem no Rio e os primeiros passos no futebol

A biografia pública do Baixinho começa no Rio de Janeiro, com apoio familiar e base em clubes da cidade. Ainda criança, jogou no Estrelinha, time montado pelo pai, Edevair de Souza Faria, na Vila da Penha. Passou pelo infantil do Olaria e, em 1981, chegou às categorias de base do Vasco da Gama. A estreia profissional no Gigante da Colina ocorreu em 6 de fevereiro de 1985, em vitória sobre o Coritiba; o primeiro gol saiu meses depois, em agosto do mesmo ano.

Em 1985 também estreou na Seleção Brasileira nas categorias de base e integrou o time campeão sul-americano Sub-20, com gols na final contra o Paraguai. A trajetória no Vasco profissional consolidou o atacante no cenário nacional antes da transferência milionária à Europa, etapa em que o talento de área deixou de ser só promessa carioca e virou produto de exportação do futebol brasileiro.

PSV, Barcelona e o auge europeu

Em 1988, Romário transferiu-se ao PSV Eindhoven, na Holanda. A passagem pelo clube holandês o transformou em ídolo: títulos da Eredivisie, copas nacionais e artilharias marcaram o ciclo, e técnicos como Guus Hiddink passaram a associar o brasileiro à capacidade de decidir jogos grandes com poucos toques. O PSV foi a escola europeia em que o Baixinho mostrou que o faro de gol sobrevivia a clima, marcação e ritmo diferentes do Brasileirão.

No Barcelona, entre 1993 e 1995, reforçou a fama de finalizador de elite. Estreou com hat-trick e ajudou o time catalão a conquistar a La Liga 1993/94, temporada em que também foi artilheiro. A convivência com Cruyff entrou para o folclore do futebol: histórias de treinos, gols e folgas se misturam à memória do Dream Team, mas o fato central permanece — Romário era o homem de área de um dos maiores clubes do mundo no auge da carreira.

Houve ainda passagens pelo Valencia, na Espanha, e uma carreira europeia curta o suficiente para não se apagar no excesso de clubes, e longa o bastante para deixar marca em dois países. Quem compara gerações de atacantes brasileiros costuma colocar o Baixinho ao lado de nomes como Pelé, Ronaldinho Gaúcho e Neymar na conversa sobre estilo, timing e protagonismo ofensivo — cada um em sua época e com assinatura própria.

Brasil, ídolos rivais e a marca dos mil gols

De volta ao Brasil, Romário viveu fases de alta produtividade no Flamengo, no Vasco e no Fluminense, algo raro para um atacante que conseguiu ser ídolo em clubes rivais do Rio. No Mengão, nos anos 1990, voltou a ser referência de gols e títulos estaduais; no Vasco, somou retornos e campanhas marcantes; no Flu, mostrou que a capacidade de decidir partidas sobreviveu à idade e às mudanças de elenco. Passagens pelo Al-Sadd, no Catar, pelo Miami FC, nos Estados Unidos, e pelo Adelaide United, na Austrália, completam o mapa de uma carreira sem fronteira única.

Em maio de 2007, chegou à marca simbólica do milésimo gol na carreira, feito que a imprensa e o próprio universo do futebol brasileiro associaram a poucos nomes — com Pelé como referência histórica mais citada. O número total de gols oficiais varia conforme o critério de contagem adotado por revistas e entidades, mas a reputação de artilheiro serial e o status de um dos maiores centroavantes brasileiros da história são consenso entre rivais, ex-colegas e a cobertura esportiva.

  • Posição: centroavante, finalizador de área, destro.
  • Apelidos públicos: Baixinho, Gênio da Grande Área, Rei do Gol.
  • Clubes de destaque: Vasco, PSV Eindhoven, Barcelona, Flamengo, Valencia, Fluminense, America-RJ.
  • Seleção: tetra em 1994; entre os maiores artilheiros da amarelinha em jogos oficiais.
  • Marco simbólico: milésimo gol em 2007.

Copa de 1994 e o lugar na Seleção Brasileira

A Copa do Mundo de 1994 é o capítulo que mais explica por que Romário permanece no imaginário coletivo. Em um time que misturava talento e pragmatismo, o Baixinho foi o centroavante decisivo da campanha do tetra nos Estados Unidos. Gols, assistência emocional da torcida e a imagem do atacante baixo dominando zagueiros altos viraram material de reprise e de comparação com gerações seguintes.

Antes e depois do Mundial, a Seleção também o usou em ciclos olímpicos e eliminatórias. A relação com a amarelinha, como em tantos craques, teve altos, baixos e debates públicos sobre convocação e forma física — o que não apaga o fato de que 1994 consagrou Romário como herói de uma geração inteira de torcedores brasileiros.

Da bola à política: deputado, senador e America-RJ

Romário anunciou a entrada na política no fim dos anos 2000 e, filiado ao PSB, elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro para o mandato 2011–2015. Em 2014, elegeu-se senador com votação expressiva no estado; em 2022, reelegeu-se e figurou entre os mais votados no Rio. Passou por legendas como PSB, Podemos e, na atualidade, atua no Partido Liberal (PL). Em 2018, foi candidato ao governo do Rio de Janeiro.

No Senado, o gabinete e o site romario.org concentram a comunicação institucional do mandato. A pauta pública mais associada ao senador inclui direitos de pessoas com deficiência — tema que ele liga à história da filha Ivy, com síndrome de Down — e o escrutínio da gestão do futebol brasileiro, inclusive a CPI que investigou irregularidades ligadas à CBF e à organização da Copa de 2014 no Brasil. Em 2024, somou à biografia o cargo de presidente do America-RJ, reaproximando o mandato político da gestão clubística.

Romário TV, livro e presença nas redes

Além do mandato e dos clubes, Romário mantém presença forte em mídia própria. O canal Romário TV no YouTube e o perfil @romariotv_oficial reúnem programas, entrevistas e conteúdo ligado ao futebol e à imagem do Baixinho. No Instagram pessoal @romariofaria, a comunicação mistura política, vida pública e futebol, com base de milhões de seguidores.

No campo editorial, publicou o livro Um olho na bola, outro na cartola, em que revisita a carreira, o impacto familiar da chegada de Ivy e bastidores da CPI do futebol — obra que funciona como extensão da voz pública do ex-jogador virado parlamentar. Quem quiser aprofundar essa publicação encontra a página dedicada entre os projetos deste perfil.

Como acompanhar Romário hoje

Para seguir o mandato e as ações no Congresso, o caminho principal é o site oficial do senador e o perfil no Senado Federal. Para o lado futebol e entretenimento, a Romário TV e as redes oficiais concentram entrevistas, comentários e programas. A carreira de jogador, com seus títulos e recordes, continua sendo o ponto de partida da maior parte das buscas — mas a biografia completa só fecha quando se une o artilheiro do tetra ao senador fluminense e ao comunicador que ainda vive de e para o futebol.

Romário permanece, assim, uma autoridade de dois mundos: o gramado, onde fixou o nome entre os grandes centroavantes brasileiros, e a vida pública, onde o Baixinho trocou a área adversária pelo plenário sem abandonar o vocabulário da torcida. É essa sobreposição — gol, copa, clube, voto e mídia — que explica por que o nome continua entre os mais procurados quando o assunto é futebol brasileiro e política esportiva.

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Projetos de Romário

Um olho na bola, outro na cartola
Um olho na bola, outro na cartola
Livro de Romário sobre a carreira de goleador, a virada política com a filha Ivy e bastidores da CPI que mirava a gestão do futebol brasileiro.
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