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Foto de perfil de Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes

Nascimento: 1968 São Paulo, SP
Jurista e ministro do STF desde 2017, ex-presidente do TSE e professor da USP. Autor de Direito Constitucional e figura central do debate público brasileiro.

Antes de virar o nome que divide manchete e feed, Alexandre de Moraes já era o professor cujo manual de Direito Constitucional circulava em cursinho, Faculdade e gabinete. A trajetória pública dele não começa no plenário do Supremo: começa no Largo de São Francisco, no Ministério Público paulista e numa sequência de cargos executivos que, só depois, o levaram à cadeira de ministro do STF.

Quem busca o perfil de Moraes costuma querer duas coisas ao mesmo tempo: entender o jurista de carreira e localizar o magistrado que, a partir de 2017, passou a concentrar decisões de alto impacto na vida política e eleitoral do país. Este perfil organiza a biografia verificável, a formação, a passagem pelo Executivo e a obra jurídica, sem transformar a página em vitrine de processo ou em panfleto.

Quem é Alexandre de Moraes

Alexandre de Moraes nasceu em São Paulo em 13 de dezembro de 1968. É jurista, magistrado, professor e ex-ocupante de cargos no governo estadual, na Prefeitura de São Paulo e no Governo Federal. Desde 22 de março de 2017 ocupa vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, indicado por Michel Temer na sucessão de Teori Zavascki. Também integrou e presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com papel destacado no ciclo eleitoral de 2022.

A biografia institucional do TSE e a cobertura de referência da imprensa convergem no mesmo núcleo: formação na USP, carreira no Ministério Público, passagem por secretarias de Justiça e Segurança em São Paulo, Ministério da Justiça no governo Temer e, em seguida, a corte máxima do Judiciário. O contraste que explica a busca intensa pelo nome é simples: o professor de manual virou relator e protagonista de investigações e decisões que escapam do fórum acadêmico e entram no cotidiano político.

Formação, magistério e o manual que ficou famoso

Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo, em 1990. Em 2000 concluiu o doutorado em Direito do Estado na mesma instituição, sob orientação de Dalmo Dallari, com tese sobre jurisdição constitucional e tribunais constitucionais. Em 2001 obteve a livre-docência em Direito Constitucional com tese sobre Direito Constitucional Administrativo, base do livro homônimo publicado pela Editora Atlas.

No magistério, a presença é longa e documentada. Entrou no corpo docente da USP como professor associado em 2002 e, em 2024, foi aprovado no concurso para professor titular de Direito Eleitoral da Faculdade de Direito da USP. Também leciona na Universidade Presbiteriana Mackenzie, na Escola Superior do Ministério Público de São Paulo e na Escola Paulista da Magistratura. A obra Direito Constitucional, lançada originalmente em 1997 pela Atlas e reeditada dezenas de vezes, consolidou o nome de Moraes entre estudantes de concurso e profissionais do Direito muito antes da toga do STF.

Estudos de citação em acórdãos de controle de constitucionalidade do STF já apontavam Moraes entre os constitucionalistas mais referenciados na doutrina brasileira, o que reforça o lugar da produção acadêmica na autoridade pública dele, e não só o cargo político ou judicial.

Do Ministério Público às secretarias em São Paulo

Entre 1991 e 2002 atuou como promotor de justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo, com ingresso em primeiro lugar no concurso. No final da década de 1990 ganhou notoriedade como procurador no caso conhecido como “frangogate”, ligado a contratos na Prefeitura de São Paulo. Em 2002 deixou o MP para assumir a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do governo Geraldo Alckmin, cargo que exerceu até 2005, período em que também presidiu a antiga FEBEM/SP.

Entre 2005 e 2007 integrou a primeira composição do Conselho Nacional de Justiça, indicado pela Câmara dos Deputados. Na gestão do prefeito Gilberto Kassab, foi secretário municipal de Transportes (2007–2010), com passagens pelas presidências da CET e da SPTrans, e acumulou a Secretaria Municipal de Serviços. Depois fundou escritório voltado ao Direito Público e, no fim de 2014, voltou ao Executivo estadual como secretário de Segurança Pública de São Paulo, permanecendo até 2016.

  • Ministério Público de São Paulo (1991–2002)
  • Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de SP (2002–2005)
  • Conselho Nacional de Justiça (2005–2007)
  • Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo (2007–2010)
  • Secretaria de Segurança Pública de SP (2014–2016)
  • Ministério da Justiça e Segurança Pública (2016–2017)
  • Ministro do STF (desde 2017) e passagem pela presidência do TSE

Ministério da Justiça, indicação e posse no STF

Com o afastamento de Dilma Rousseff e a ascensão interina de Michel Temer, Moraes foi nomeado ministro da Justiça em maio de 2016. Em fevereiro de 2017, Temer o indicou ao Supremo Tribunal Federal. A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e a aprovação em plenário ocorreram no mesmo mês; a posse no cargo de ministro do STF aconteceu em 22 de março de 2017. À época, a indicação gerou debate público sobre o perfil político-partidário do escolhido, que havia se filiado ao PSDB entre 2015 e 2017 e pediu desfiliação ao ser indicado à corte.

No STF, a atuação de Moraes atravessou a reta final da Operação Lava Jato, o inquérito das fake news, disputas sobre liberdade de expressão e imprensa, decisões envolvendo a Polícia Federal e, mais à frente, a gestão eleitoral no TSE e o julgamento de episódios ligados à tentativa de golpe e aos ataques de 8 de janeiro de 2023. Em 2021, o então presidente Jair Bolsonaro protocolou pedido de impeachment contra o ministro no Senado, rejeitado pela presidência da Casa. Em 2024, Moraes determinou a suspensão da plataforma X no Brasil, decisão que gerou repercussão internacional e foi revogada após cumprimento das exigências fixadas.

Para quem acompanha o Direito Penal e o sistema de Justiça no Brasil, a trajetória de Moraes no Supremo se cruza, em vários pontos, com a de outras figuras públicas do mesmo campo — entre elas Sérgio Moro, cuja atuação na Lava Jato foi objeto de decisões e votos no STF. O recorte útil não é “lado”, e sim mapear como carreiras jurídicas distintas se encontraram nos mesmos processos históricos.

Presidência do TSE e o eixo eleitoral

Além do Supremo, Moraes integrou o Tribunal Superior Eleitoral e chegou à presidência da Corte Eleitoral em agosto de 2022, em pleno ciclo das eleições gerais. A atuação no TSE concentrou debates sobre desinformação, propaganda eleitoral e integridade do processo de votação. Para o leitor que chega ao nome por notícias de urna, fake news ou conflito entre plataforma e Justiça Eleitoral, esse trecho da biografia é tão decisivo quanto a origem paulista ou o manual de Direito Constitucional.

Em 2025, o Departamento de Estado e o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impuseram restrições e sanções a Moraes no contexto de acusações políticas; as medidas geraram críticas de organizações e juristas e, no fim do mesmo ano, o governo norte-americano retirou Moraes e sua esposa da lista da Lei Magnitsky, segundo o registro biográfico consolidado em fontes de referência. O episódio reforça por que a busca pelo nome ultrapassa o Direito: o ministro virou personagem de disputa internacional sobre soberania, liberdade de expressão e limites do poder judicial.

Obra jurídica e leitura recomendada

Quem procura Moraes pelo viés acadêmico encontra, em primeiro plano, o tratado Direito Constitucional, obra de consulta e estudo reeditada pela Atlas ao longo de décadas e ainda presente no mercado em edições atualizadas. A livre-docência gerou também o volume Direito Constitucional Administrativo, centrado no perfil constitucional da administração pública. Há ainda obras de interpretação da Constituição e legislação constitucional associadas ao autor em catálogos editoriais e bibliotecas públicas.

Na prática, a obra funciona como porta de entrada para o método de escrita e de sistematização do autor: doutrina, jurisprudência e organização didática do texto constitucional brasileiro. Quem estuda Direito no Brasil, em especial Direito Constitucional e Direito Eleitoral, costuma cruzar o nome de Moraes tanto na estante quanto na cobertura das sessões do STF e do TSE.

O que o leitor costuma querer saber

As perguntas mais frequentes sobre Alexandre de Moraes cabem em poucas linhas factuais. Nasceu em São Paulo em 1968. Formou-se, doutorou-se e obteve livre-docência na USP. Foi promotor, secretário de Estado e de município, ministro da Justiça e, desde 2017, ministro do STF. Presidiu o TSE. É professor titular de Direito Eleitoral na Faculdade de Direito da USP e autor de obras de Direito Constitucional publicadas pela Atlas. É casado com Viviane Barci de Moraes. Não se trata de celebridade de rede social com canal oficial de entretenimento: a presença pública é institucional, judicial e editorial.

Se a intenção da busca for “quem é”, a resposta está na combinação de carreira jurídica longa e protagonismo institucional recente. Se a intenção for “o que ler”, o caminho mais direto é o manual de Direito Constitucional e, em seguida, a produção voltada à administração pública e à interpretação da Constituição. Se a intenção for “por que ele aparece em toda notícia”, a resposta está no acúmulo de relatos no STF e no TSE sobre democracia, eleições, plataformas digitais e limites do poder público — terreno em que o jurista e o magistrado se tornaram inseparáveis no imaginário brasileiro.

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Projetos de Alexandre de Moraes

Direito Constitucional
Direito Constitucional
Manual de Direito Constitucional de Alexandre de Moraes, tratado didático reeditado pela Atlas e referência de estudo e consulta da Constituição Federal.
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Direito Constitucional Administrativo
Direito Constitucional Administrativo
Obra de Alexandre de Moraes sobre o perfil constitucional da administração pública, originada da livre-docência na USP e publicada pela Atlas.
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