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Alvacir Raposo

Nascimento: 1950 Recife, Pernambuco
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Oftalmologista formado pela UFPE, professor e poeta com mais de 15 livros publicados. Ocupa a cadeira 39 da Academia Pernambucana de Letras e compõe frevos.

Alvacir Raposo nasceu em Teresina, no Piauí, em 18 de janeiro de 1950, e foi no Recife que a sua história ganhou as duas direções que a definem: a medicina oftalmológica e a poesia. Formado pela Universidade Federal de Pernambuco em 1974, tornou-se professor da própria UFPE e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, enquanto construía uma obra literária premiada e uma presença constante nas academias de letras do Nordeste.

Quem procura Alvacir Raposo hoje costuma chegar por caminhos diferentes: antigos alunos da oftalmologia, leitores de poesia pernambucana, pesquisadores de frevo e leitores que encontraram o seu nome entre os acadêmicos da Academia Pernambucana de Letras. Esta página reúne esses fios para mostrar como medicina, ensino, poesia e música convivem na mesma trajetória.

Quem é Alvacir Raposo

Alvacir dos Santos Raposo Filho nasceu no Piauí e transferiu-se ainda jovem para o Recife, cidade onde firmou residência e carreira. É médico oftalmologista formado em 1974 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Na mesma instituição, concluiu o mestrado em Oftalmologia com a dissertação Hemorragias retinianas em recém-nascidos. O doutorado em Medicina foi feito na Universidade Federal de São Paulo, com a tese Variações da pressão intraocular em indivíduos submetidos ao teste cicloergométrico.

Ao longo das décadas, conciliou a rotina clínica com a docência: foi professor da UFPE e da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco. A literatura entrou cedo e nunca saiu. Além de poeta, é compositor de frevos e autor de mais de uma dezena de livros, publicados principalmente pela Editora Bagaço, do Recife.

A carreira médica e o ensino

A formação de Alvacir Raposo acompanha o desenvolvimento da oftalmologia pernambucana na segunda metade do século XX. Entre a graduação na UFPE e a tese que investigou a variação da pressão intraocular durante o esforço físico, ele circulou por consultórios, hospitais e salas de aula, formando gerações de médicos.

Nesse ambiente também floresceu a vertente dos médicos escritores. Alvacir Raposo é sócio-titular da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES-PE), entidade que dirigiu: foi secretário no biênio 1990-1991 e presidente em 1992-1993. Essa circulação entre ciência e literatura, comum a vários nomes da medicina brasileira, ajuda a explicar a precisão de linguagem que os leitores associam aos seus versos.

Poesia: prêmios, obras e reconhecimento

A poesia de Alvacir Raposo começou a ser premiada no início dos anos 1990, quando ele já tinha uma carreira médica consolidada. Entre os principais reconhecimentos estão:

  • Prêmio Mauro Mota de Poesia (Fundarpe), 1992 e 1993;
  • Prêmio de Poesia da Academia Pernambucana de Letras, 1993 e 1996;
  • Prêmio Ladjane Bandeira, do Diario de Pernambuco, 1994;
  • Prêmio Eugênio Coimbra Júnior, do Conselho Municipal de Cultura do Recife, 1995.

O primeiro ciclo de livros inclui A resistência e a Natividade (Fundarpe, 1994), A casa do vinho (Fundarpe, 1994), O galo de metal (Bagaço, 1995), Rua dos Arcos (Bagaço, 1996) e O discurso do rei (Fundação de Cultura Cidade do Recife, 1996). No fim da mesma década vieram Sonetos, O território e Os tambores, todos de 1999.

Nos anos 2000, a produção continuou com O pássaro e a arca (2001), Ensaio das lâminas (2003) e uma sequência de títulos publicados pela Bagaço: A chama intacta, Apipucos (Sonetos) e A rosa em chamas, de 2012, seguidos por A flauta de vidro (2016). Em 2025, chegou às livrarias O signo precário ou Poema à Linha D'Água, apresentado pela editora como um poema em que memórias de fatos vividos e impressões acumuladas se entrelaçam.

Frevo e música

Além dos livros, Alvacir Raposo é compositor de frevos. Ao lado do também médico e compositor Luiz Guimarães, gravou o CD Carnaval ano 2000, dedicado ao gênero que é um dos símbolos do carnaval pernambucano. A parceria rendeu canções gravadas por nomes da música de Pernambuco: Sabor de frevo, assinada pelos dois, foi registrada por Silvério Pessoa no álbum Cabeça Elétrica, Coração Acústico, de 2005.

Esse lado compositor costuma surpreender quem conhece apenas o poeta. Ele ajuda a entender, no entanto, a musicalidade que atravessa os versos e o vínculo do autor com a cultura popular do Recife, do frevo de rua às formas fixas da tradição literária. Quem quiser explorar outros criadores ligados à música brasileira pode navegar pela página de música do site.

Academias e presença institucional

Desde 2002, Alvacir Raposo ocupa a cadeira 39 da Academia Pernambucana de Letras, eleito e empossado naquele ano. A atuação em instituições literárias é extensa:

  • Academia Pernambucana de Letras - cadeira 39;
  • Academia de Letras e Artes do Nordeste - cadeira 34, entidade que já presidiu;
  • Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES-PE) - sócio-titular;
  • Academia Recifense de Letras;
  • Academia Piauiense de Letras - membro honorário.

Em novembro de 2025, participou de sessão de autógrafos de O signo precário ou Poema à Linha D'Água ao lado de outros autores da Academia Pernambucana de Letras, sinal de que segue ativo na vida literária do estado.

Por onde começar a ler Alvacir Raposo

Para quem chega agora à obra, uma rota possível é começar pelo volume mais recente e voltar no tempo: O signo precário ou Poema à Linha D'Água (2025) é a produção mais recente do autor; A flauta de vidro (2016) reúne poemas sobre o cotidiano e a passagem do tempo; A rosa em chamas (2012) trata do amor e da distância; e O pássaro e a arca (2001) mostra um autor atento à natureza e à memória.

Os títulos integram o catálogo da Editora Bagaço, que mantém uma página dedicada ao autor. Para encontrar outros poetas e escritores brasileiros publicados por aqui, vale percorrer a página de literatura.

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Projetos de Alvacir Raposo

A Flauta de Vidro
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Livro de poesias de Alvacir Raposo publicado pela Editora Bagaço em 2016, com poemas sobre o cotidiano, o tempo que passa e a mulher amada.
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A Rosa em Chamas
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Livro de poemas de Alvacir Raposo publicado pela Editora Bagaço em 2012, com versos sobre o amor, a espera e a distância entre duas pessoas.
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O Pássaro e a Arca
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Livro de poemas de Alvacir Raposo sobre ausência, natureza e memória, publicado pela Editora Bagaço e indicado para leitores do ensino médio.
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