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Foto de perfil de Amanda Nunes

Amanda Nunes

Leoa

Nascimento: 1988 Pojuca, BA, Brasil / Coral Springs, FL, EUA
Amanda Nunes, a Leoa: ex-campeã de duas divisões do UFC, baiana de Pojuca, Hall da Fama e retorno ao octógono após aposentar-se em 2023.

Em 48 segundos no UFC 207, Amanda Nunes interrompeu o retorno mais esperado do MMA feminino e reescreveu o que o público entendia por domínio no peso-galo. A bahiana de Pojuca, chamada de Leoa desde a academia de Salvador, não chegou ao octógono como herdeira de marketing: chegou como finalizadora e nocauteadora que colecionou títulos em duas categorias e, por um período longo, sentou no topo libra por libra do UFC.

Amanda Lourenço Nunes nasceu em 30 de maio de 1988 e construiu uma carreira de 23 vitórias e 5 derrotas no MMA profissional. Foi a primeira mulher a ser campeã de duas divisões no Ultimate Fighting Championship — peso-galo e peso-pena — e a primeira a defender os dois cinturões enquanto os mantinha ao mesmo tempo. Quem busca a biografia da Leoa quer a origem na Bahia, a subida no Strikeforce e no Invicta FC, a conquista do UFC 200, o nocaute em Ronda Rousey, a queda de Cris Cyborg, a aposentadoria no UFC 289, a entrada no Hall da Fama e o anúncio de retorno em 2025.

De Pojuca ao tapete: origem e formação

Nunes cresceu em Pojuca, cidade baiana a cerca de 70 km de Salvador, com duas irmãs mais velhas. Após a separação dos pais, a família ficou com a mãe, que trabalhava como auxiliar administrativa escolar e vendia lanches e produtos de beleza para complementar a renda. A energia excessiva da menina virou esporte cedo: capoeira na infância, karatê aos sete anos e, na adolescência, boxe e jiu-jitsu brasileiro depois do convite da irmã Vanessa para um dojo.

Aos 17, mudou-se para Salvador e treinou na academia de Edson Carvalho, sob orientação de Ricardo Carvalho. Dormiu no tatame, ajudava a limpar o ginásio de madrugada e começou a competir de graças. O apelido Leoa nasceu ali: ela era a única mulher no treino e o logo da academia trazia leões. No jiu-jitsu, somou ouro no Pan-Americano (faixa azul, 2008), ouro no Mundial (faixa roxa, 2009) e títulos na NAGA em 2012. Hoje carrega faixa preta de jiu-jitsu e faixa marrom de judô.

Início no MMA: Strikeforce, Invicta e estreia no UFC

A estreia profissional veio em 8 de março de 2008, no Prime MMA Championship 2, com derrota por chave de braço para Ana Maria. A resposta foi uma sequência de nocautes. No Strikeforce, em janeiro de 2011, derrubou Julia Budd em 14 segundos. Também houve idas ao Invicta FC e, em 2013, a estreia no UFC: nocaute técnico em Sheila Gaff no UFC 163, no Rio de Janeiro — marco da primeira brasileira a vencer no octógono da promoção.

A trajetória no Ultimate não foi reta. Vitórias e um revés duro para Cat Zingano no UFC 178 marcaram a fase de formação. A virada de confiança veio com nocaute em Shayna Baszler, finalização em Sara McMann e decisão sobre Valentina Shevchenko no UFC 196, abrindo a porta do título.

Cinturões, duplo campeonato e recorde no octógono

No UFC 200, em 9 de julho de 2016, Nunes finalizou Miesha Tate com mata-leão no primeiro round e se tornou a primeira brasileira campeã do UFC. Meses depois, no UFC 207, nocauteou Ronda Rousey aos 48 segundos do primeiro round e consolidou o reinado no peso-galo. Em 2018, no UFC 232, subiu ao peso-pena e nocauteou Cris Cyborg em 51 segundos, tornando-se a primeira mulher campeã de duas categorias na história da organização.

Com o tempo, a lista de nomes vencidos ficou próxima de um hall da fama: Holly Holm por chute alto e socos no UFC 239, Germaine de Randamie por decisão, Felicia Spencer e Megan Anderson nas defesas do pena, além da reconquista do galo sobre Julianna Peña no UFC 277. Entre recordes públicos do UFC femininos, Nunes figura entre as líderes em vitórias em lutas de cinturão, finalizações e nocautes, e foi a primeira a defender títulos em duas divisões enquanto os detinha simultaneamente.

  • UFC 200 — conquista do cinturão peso-galo sobre Miesha Tate
  • UFC 207 — nocaute em Ronda Rousey em menos de um minuto
  • UFC 232 — nocaute em Cris Cyborg e duplo campeonato
  • UFC 239 — nocaute em Holly Holm com chute na cabeça
  • UFC 277 — reconquista do galo contra Julianna Peña
  • UFC 289 — última defesa da era, decisão sobre Irene Aldana

Estilo de luta, equipes e base na Flórida

No octógono, a Leoa combina boxe agressivo, quedas e finalizações. O cartão clássico marca 13 vitórias por nocaute ou nocaute técnico, 4 por finalização e 6 por decisão. Passou por equipes como MMA Masters e, por anos, American Top Team, antes de treinar em estruturas ligadas à própria base familiar e à Team Nunes. A base de treino e residência pública apontam para a região de Coral Springs e Coconut Creek, na Flórida, mantendo a origem baiana como identidade cultural e de marca.

O perfil oficial do UFC registra estreia no octógono em 2013, estilo de striking, envergadura e histórico de prêmios de Performance da Noite. Fora da jaula, a presença em redes como Instagram e X reforça o apelido Leoa e o contato direto com o público brasileiro e internacional.

Aposentadoria, Hall da Fama e anúncio de retorno

Em 10 de junho de 2023, após dominar Irene Aldana no UFC 289, em Vancouver, Nunes anunciou a aposentadoria do MMA ativo. Vacou os títulos e encerrou uma era em que era vista por muitos analistas como a maior lutadora da história do esporte. Em abril de 2025, o UFC anunciou sua indução ao Hall da Fama (ala moderna), formalizada nas festividades de International Fight Week em Las Vegas.

Em junho de 2025, após cerca de dois anos afastada, Nunes anunciou o retorno ao UFC, com plano de disputar o cinturão peso-galo diante da vencedora de um embate entre Kayla Harrison e Julianna Peña. Uma luta contra Harrison chegou a ser marcada para o UFC 324, em janeiro de 2026, e foi remarcada após problemas físicos da rival. O capítulo atual da carreira, portanto, não é só memória de títulos: é a expectativa de mais uma passagem pelo octógono.

Vida pública e legado no MMA feminino

Nunes foi a primeira campeã abertamente lésbica do UFC. É casada com a ex-lutadora Nina Nunes (nascida Anasaroff) e a família tem duas filhas, com nascimentos anunciados publicamente em 2020 e 2023. A visibilidade do casal e o contraste entre a ferocidade no octógono e a vida familiar viraram parte da narrativa pública da Leoa, sem apagar o centro da busca: o domínio técnico e o impacto no ranking feminino.

No mapa brasileiro do combate, ela dialoga com outras gerações do Ultimate. Perfis como o de Alex Pereira e o de Charles Oliveira mostram caminhos distintos — kickboxing, jiu-jitsu, periferia e títulos — dentro do mesmo ecossistema em que a Leoa elevou o padrão do MMA feminino. Para quem acompanha o circuito, a pergunta “quem é Amanda Nunes” quase sempre vira outra: quantas divisões, quantas finalizações e quantas rivais históricas cabem numa só carreira.

Onde acompanhar Amanda Nunes

A página oficial de atleta no UFC reúne cartão, medidas e histórico na promoção. No Instagram @amanda_leoa e no perfil @Amanda_Leoa no X, a própria Nunes publica treinos, bastidores e posicionamentos. A biografia em fontes abertas e o cartão no Sherdog completam a checagem de datas e resultados. No diretório, o recorte de esportes ajuda a navegar outras autoridades do mesmo campo.

Entre Pojuca e a Flórida, entre o tatame limpo de madrugada e o nocaute em menos de um minuto, Amanda Nunes fixou um padrão raro: títulos em duas classes, defesa simultânea e um sobrenome que o público de MMA associa a pressão, finalização e legado. A Leoa continua sendo referência para quem quer entender o auge do combate feminino no UFC.

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