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Arnaldo Antunes

Nascimento: 1960 São Paulo, SP
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Músico, poeta, compositor e artista visual paulistano. Foi integrante dos Titãs, formou os Tribalistas e venceu o Prêmio Jabuti com livros de poesia.

Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho, conhecido como Arnaldo Antunes, nasceu em São Paulo, em 2 de setembro de 1960, e construiu uma trajetória que atravessa música, poesia e artes visuais sem se encaixar em um único rótulo. Quarto de sete filhos, ingressou em 1978 no curso de Linguística da FFLCH, na USP, mas interrompeu a formação quando os Titãs passaram a ocupar sua rotina. Foi na banda que sua voz alcançou o país, e foi também dela que ele saiu, em dezembro de 1992, para investir em um repertório solo em que canção, palavra e imagem se cruzam.

Ao longo de mais de quatro décadas, assinou canções gravadas por nomes como Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia, Cássia Eller, Marisa Monte e Nando Reis, publicou livros de poesia premiados e formou com Marisa Monte e Carlinhos Brown o trio Tribalistas. É essa mistura que explica por que ele é procurado tanto por quem quer ouvir música quanto por quem quer ler poesia.

Da USP aos Titãs: como a trajetória começou

O ingresso na Universidade de São Paulo, em 1978, aconteceu na mesma época em que Arnaldo já escrevia poemas e se aproximava da poesia concreta. O curso de Linguística ficou para trás quando os Titãs ganharam espaço na sua vida, e o grupo passou a concentrar boa parte de sua produção. Ele permaneceu dez anos na banda, período em que assinou canções como "O Pulso", faixa lançada no álbum Õ Blésq Blom, de 1989, e uma das mais lembradas de sua passagem pelo rock brasileiro.

O desligamento foi oficializado em 15 de dezembro de 1992, por divergências sobre os rumos musicais do grupo, mas não encerrou a parceria: Arnaldo continuou compondo com os antigos companheiros, e várias dessas criações entraram em discos dos Titãs e também na obra solo dele.

Carreira solo e o encontro com a poesia concreta

O primeiro álbum solo, Nome, saiu em 1993 e marcou a passagem para um repertório próprio, em diálogo direto com a pesquisa de linguagem que o poeta já desenvolvia nos livros. Vieram depois Ninguém (1995), O Silêncio (1996) e Um Som (1998), este último produzido por Chico Neves. A fase solo consolidou canções como "Beija Eu", "Infinito Particular", "Vilarejo", "Velha Infância", "Socorro" e "Não Vou Me Adaptar", muitas delas regravadas por outros intérpretes.

Em 1997, ele voltou ao palco com os antigos companheiros para o Acústico MTV dos Titãs, cantando "O Pulso". No fim de 2007, lançou seu primeiro DVD, Ao Vivo no Estúdio, com participações de Nando Reis, Branco Mello, Edgard Scandurra, Marisa Monte e Carlinhos Brown. Nesse período, também assinou textos e ensaios na Folha de S.Paulo, atividade que deixou visível o substrato teórico de sua obra.

Tribalistas, Pequeno Cidadão e parcerias

Em 2002, Arnaldo formou com Marisa Monte e Carlinhos Brown o trio Tribalistas. O álbum de estreia foi sucesso de público e crítica, vendeu mais de 2,1 milhões de cópias no Brasil e na Europa até 2009 e recebeu cinco indicações ao Grammy Latino em 2003, vencendo na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro. O segundo disco do grupo veio em 2017, quinze anos depois do primeiro.

Fora do trio, ele colaborou com a banda portuguesa Clã em discos como Lustro, Rosa Carne, Vivo e Cintura, e criou, em 2008, o Pequeno Cidadão, projeto de música para crianças ao lado de Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto, com participação dos filhos e sobrinhos. Arnaldo integrou a formação até 2012. Em 2015, participou da canção "Trono de Estudar", composta por Dani Black, ao lado de dezessete artistas, entre eles Chico Buarque.

Os livros de Arnaldo Antunes e os prêmios Jabuti

A poesia sempre caminhou junto da música. O autor publicou títulos que documentam fases distintas de sua pesquisa com a palavra, caso de Tudos, Psia, n.d.a., Outros 40, ET Eu Tu e Palavra Desordem. Dois livros receberam o Prêmio Jabuti:

  • As coisas (Iluminuras) — livro infantil de poemas que brinca com a lógica da linguagem, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Poesia;
  • Agora aqui ninguém precisa de si (Companhia das Letras, 2015) — coleção de poemas inéditos que trata do tempo, do espaço, da insignificância e da morte, vencedora do Prêmio Jabuti de Poesia em 2016.

Em 2021, ele lançou Algo antigo, que reúne poemas, poemas visuais e fotografias sobre o tempo e o isolamento. O conjunto da obra literária coloca Arnaldo Antunes entre os poetas brasileiros cuja escrita dialoga com artes visuais, canção e performance — uma ponte entre a literatura e a música que atravessa a cultura pop do país.

Cinema, televisão e artes visuais

A obra de Arnaldo Antunes também circula fora dos discos e dos livros. Em 1985, ele atuou no filme Areias Escaldantes; em 2010, em Eu e Meu Guarda-Chuva. Em 2018, foi tema do documentário Com a palavra, Arnaldo Antunes, dirigido pelo cineasta Marcelo Machado. Na televisão, comandou o programa Grêmio Recreativo na MTV Brasil, em 2011, e assinou "Lavar as Mãos", canção exibida no Castelo Rá-Tim-Bum, da TV Cultura.

As artes visuais ocupam um capítulo próprio: ele já expôs trabalhos em artes plásticas e assina projetos gráficos dos próprios livros. Em 2008, a revista Rolling Stone Brasil o incluiu na lista dos cem maiores artistas da música brasileira, na 95ª posição.

Discografia recente: de RSTUVXZ a Novo Mundo

Na última década, o artista manteve um ritmo constante de lançamentos. O álbum RSTUVXZ (2018) foi eleito o 16º melhor disco brasileiro do ano pela Rolling Stone Brasil. Em 2020, chegou O real resiste, com dez canções inéditas, apresentado em show ao lado do pianista Vitor Araújo. No ano seguinte, a parceria rendeu Lágrimas no mar, com quatro músicas inéditas e versões de Caetano Veloso e Itamar Assumpção. Ainda em 2021, ele compôs seis canções com Odair José para a trilha do filme Meu álbum de amores.

Em março de 2025, lançou Novo Mundo, álbum com doze faixas inéditas, produção de Pupillo e participações de Vandal, Ana Frango Elétrico e Marisa Monte, além de duas canções em parceria com David Byrne. O disco está disponível nas principais plataformas de áudio por meio de um link oficial do artista.

Onde acompanhar Arnaldo Antunes

Quem quer acompanhar a agenda, os lançamentos e os projetos paralelos encontra tudo nos canais oficiais:

  • Site oficial — agenda de shows, discografia, livros, exposições e performances;
  • YouTube — clipes, shows e registros de estúdio;
  • Spotify — toda a discografia solo, dos Titãs aos Tribalistas;
  • Instagram e TikTok — novidades, trechos de shows e trabalhos visuais.

Para quem quer começar pela leitura, os livros premiados seguem em catálogo nas editoras Iluminuras e Companhia das Letras; para quem prefere som, os álbuns solo e as gravações com Titãs e Tribalistas estão nos serviços de streaming.

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Projetos de Arnaldo Antunes

As coisas
As coisas
Terceiro livro de poemas de Arnaldo Antunes, publicado pela Iluminuras e vencedor do Prêmio Jabuti na categoria Poesia.
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Algo antigo
Algo antigo
Livro de poemas, poemas visuais e fotografias publicado por Arnaldo Antunes em 2021, com reflexões sobre o tempo e o isolamento.
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Novo Mundo
Novo Mundo
Álbum de estúdio de Arnaldo Antunes lançado em 2025, com doze canções inéditas e produção de Pupillo.
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