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Branco Mello

Branco

Nascimento: 1962 São Paulo, SP
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Vocalista, baixista e um dos fundadores dos Titãs, Branco Mello também assina o livro infantil Eu e Meu Guarda-Chuva e apresenta o Rock Bola na 89 FM.

Branco Mello é o vocalista e baixista dos Titãs, banda que ajudou a fundar em São Paulo no início dos anos 1980 e que segue na estrada com ele no microfone. Nascido Joaquim Cláudio Corrêa de Mello Júnior, em 16 de março de 1962, na capital paulista, o músico construiu uma trajetória que atravessa o rock, o rádio, o cinema documental e a literatura infantil sem nunca se afastar do grupo que o tornou conhecido.

Ao contrário do que a imagem de roqueiro costuma sugerir, a formação de Branco começou dentro de casa e nas salas de cinema. O pai o levava quase todo fim de semana para assistir a musicais da Metro, filmes de Jerry Lewis e de Mazzaropi e comédias dos irmãos Marx. A mãe, Lu Brandão, produzia espetáculos teatrais, e a bossa nova tocava no rádio. Da mistura de trilhas de cinema, teatro e música brasileira nasceu o ouvido de um menino que, já na adolescência, colecionava referências que iam de Frank Sinatra e Chuck Berry a The Clash, The Doors, Raul Seixas, Cartola e Zé Keti.

De onde vem o apelido Branco

O apelido nasceu no colégio primário, entre amigos, e nunca mais saiu. Aos 13 anos, no Colégio Hugo Sarmento, Branco conheceu Marcelo Fromer, com quem começaria a compor. A dupla inscreveu duas músicas em um festival de uma cervejaria no Rio de Janeiro, não se classificou, mas ganhou um parceiro importante: Tony Bellotto entrou no grupo, e os três formaram o Trio Mamão e as Mamonetes.

Branco e Marcelo também trabalharam no Centro Cultural do colégio Equipe, onde atuaram ao lado de Serginho Groisman na produção de shows de nomes como Clementina de Jesus, Jorge Mautner e Luiz Melodia. Foi nesse período que ele aprendeu, na prática, o que era montar um espetáculo do começo ao fim — experiência que reapareceria depois na frente e atrás dos palcos.

Em 1982, Branco foi o mestre de cerimônias do TV Eclipson, espetáculo que parodiava programas de auditório e reuniu quase todos os nove integrantes que dariam origem aos Titãs, além de outros artistas do circuito alternativo paulistano. No papel de apresentador, ele misturava os estilos de Flávio Cavalcanti e Hebe Camargo — uma primeira demonstração pública do humor que mais tarde apareceria no rádio.

A fundação dos Titãs e os anos de estrada

Com a entrada de novos integrantes, o grupo virou Titãs e chegou ao primeiro álbum de estúdio em 1984. Branco assumiu os vocais desde o começo, dividindo microfones e composições com Sérgio Britto, Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e companhia. Da fase que produziu Cabeça Dinossauro, em 1986, vieram os hinos que transformaram a banda em uma das maiores do rock nacional, e Branco esteve no centro dessa engrenagem como cantor, compositor e, mais tarde, também como baixista.

De vocalista a baixista

Durante anos, Branco tocou baixo de forma eventual, enquanto a função era ocupada por outros músicos. Em 2002, com a saída de Nando Reis, o instrumento passou por Lee Marcucci, do Rádio Táxi. Só em 2009 Branco se tornou o baixista oficial dos Titãs. Na prática, o arranjo segue combinado até hoje: nas faixas em que ele canta, é Sérgio Britto quem assume o baixo no palco e no estúdio.

Projetos que correm fora da banda

A primeira grande pausa dos Titãs, em 1994, empurrou Branco para uma experiência paralela: o Kleiderman, banda de som pesado e letras agressivas formada com Sérgio Britto e a baterista Roberta Parisi, que lançou o disco Con el Mundo a Mis Pies pelo selo Banguela. Em 2000, veio o S. Futurismo, criado apenas para se divertir, mas que ganhou tamanho suficiente para se apresentar na Tenda Brasil do Rock in Rio de 2001.

No mesmo período, Branco mergulhou em um projeto infantil que marcaria sua carreira fora dos palcos de rock: o livro e o CD Eu e Meu Guarda-Chuva, lançado em 2001 com texto de Hugo Possolo e ilustrações de Rico Lins. O álbum, com canções compostas por ele e Ciro Pessoa, reuniu convidados como Arnaldo Antunes, Elza Soares, Cássia Eller, Frejat, Toni Garrido e Marcelo D2.

A dobradinha entre música e imagem acompanha Branco desde os anos 1980, quando ele passou a registrar o cotidiano da banda com uma câmera portátil. Desse acervo, com mais de cem fitas gravadas a partir de 1986, nasceu o documentário Titãs — A Vida até Parece uma Festa, dirigido por ele em parceria com Oscar Rodrigues Alves e lançado em 2008. O filme retrata os 25 anos da banda por dentro, com cenas de viagens, camarins, ensaios e gravações.

Rock Bola: música, futebol e humor no rádio

Desde 2017, Branco Mello é uma das vozes do Rock Bola, programa da 89 FM A Rádio Rock que mistura rock, futebol e humor. Ele divide a atração com o locutor e músico Zé Luiz e com o ex-jogador e comentarista Walter Casagrande, além da participação do escritor Marcelo Rubens Paiva. Quando a agenda dos Titãs impede sua presença, quem assume o lugar no estúdio é o filho, o guitarrista Bento Mello. O formato, que estreou na emissora em 1997 com o nome 89 Gol, virou uma tradição entre torcedores e ouvintes de rock e hoje também circula em versão de podcast.

O que Branco Mello faz hoje

Branco segue na linha de frente dos Titãs ao lado de Sérgio Britto e Tony Bellotto. Em 2026, o trio anunciou a turnê que celebra os 40 anos de Cabeça Dinossauro, com apresentações que revisitam na íntegra o álbum que mudou a história da banda. A estreia aconteceu em março, no Espaço Unimed, em São Paulo, e o repertório atravessa as décadas de uma obra que continua sendo referência para novas gerações do rock brasileiro.

Vida pessoal

Branco Mello é casado desde 1989 com a atriz Ângela Figueiredo. O casal tem dois filhos, Bento e Joaquim, e vive em São Paulo. Palmeirense declarado, ele costuma levar a paixão pelo futebol para as conversas do Rock Bola, onde o assunto divide espaço com discos e memórias da música brasileira.

Marcos da trajetória

  • 1962 — nasce em São Paulo, com o nome de batismo Joaquim Cláudio Corrêa de Mello Júnior;
  • início dos anos 1980 — participa da formação que daria origem aos Titãs, ao lado de Marcelo Fromer e Tony Bellotto;
  • 1994 — forma o Kleiderman durante a primeira pausa da banda e lança Con el Mundo a Mis Pies;
  • 2001 — lança o livro e o CD infantil Eu e Meu Guarda-Chuva;
  • 2008 — dirige o documentário Titãs — A Vida até Parece uma Festa ao lado de Oscar Rodrigues Alves;
  • 2009 — assume definitivamente o baixo dos Titãs;
  • 2017 — estreia como apresentador do Rock Bola, na 89 FM;
  • 2026 — sai em turnê com os Titãs para celebrar os 40 anos de Cabeça Dinossauro.

Perguntas rápidas sobre Branco Mello

Branco Mello é o vocalista dos Titãs?

Sim. Ele está nos vocais desde a fundação da banda e, desde 2009, acumula a função de baixista — nos momentos em que canta, Sérgio Britto assume o instrumento.

Qual é o livro infantil de Branco Mello?

Eu e Meu Guarda-Chuva, de 2001, escrito com Hugo Possolo e ilustrado por Rico Lins, com CD de canções compostas em parceria com Ciro Pessoa. A obra virou filme em 2010.

Onde ouvir o Rock Bola?

Na 89 FM A Rádio Rock, em São Paulo, e em versão de podcast no portal da emissora, com Branco Mello, Zé Luiz e Walter Casagrande.

Quem acompanha a música brasileira há décadas reconhece em Branco Mello um caso raro de artista que circula entre o palco, o rádio, o cinema e os livros sem perder a identidade. A página da tag de música reúne outros nomes dessa cena, e o perfil de Arnaldo Antunes, ex-integrante dos Titãs e convidado do disco infantil, ajuda a entender a rede de parcerias que atravessa essa trajetória.

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Eu e Meu Guarda-Chuva
Eu e Meu Guarda-Chuva
Livro e CD infantis de Branco Mello com Hugo Possolo e Rico Lins, lançados em 2001, que deram origem ao filme homônimo de 2010.
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Titãs - A Vida até Parece uma Festa
Titãs - A Vida até Parece uma Festa
Documentário de 2008 dirigido por Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves que retrata os 25 anos dos Titãs a partir de fitas gravadas desde 1986.
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Rock Bola
Rock Bola
Programa da 89 FM A Rádio Rock que mistura música, futebol e humor, apresentado por Branco Mello, Zé Luiz e Walter Casagrande.
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