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Carlos Bolsonaro

Carluxo

Nascimento: 1982 Rio de Janeiro, RJ
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Senador eleito por Santa Catarina, ex-vereador do Rio por sete mandatos e responsável pela comunicação digital da trajetória política de Jair Bolsonaro desde 2010.

Carlos Bolsonaro foi eleito senador por Santa Catarina em outubro de 2026, com 2.041.840 votos — o segundo maior volume da disputa no estado —, e assume o mandato na legislatura que começa em fevereiro de 2027. A eleição coroou um percurso iniciado 26 anos antes na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde ele cumpriu sete mandatos consecutivos e se tornou, aos 17 anos, o vereador mais jovem eleito na história do Brasil.

Entre o Legislativo carioca e o Senado, Carlos construiu outro papel, menos formal e mais influente: o de operador da comunicação digital da família Bolsonaro. Foi esse trabalho que o levou ao centro da política nacional a partir de 2018 — e é também nele que se concentram parte das polêmicas, das investigações e das críticas que acompanham o nome dele.

O filho "02" que profissionalizou as redes sociais do pai

O ponto de partida foi doméstico. Por volta de 2010, ao pesquisar na internet e encontrar um mural de resultados negativos, Carlos criou um blog com fotos de família para apresentar Jair Bolsonaro, então deputado federal, sob outra luz. O blog virou laboratório: ali nasceram a linguagem direta, o tom de confronto e a lógica de mobilização que depois migrariam para as redes sociais.

A operação ganhou escala na campanha presidencial de 2018. Carlos licenciou-se do mandato de vereador e passou a coordenar o esforço digital em tempo integral, a partir de casa, no mesmo condomínio onde o pai morava. Jair Bolsonaro declarou em entrevistas que o "filho 02" foi o principal responsável pela vitória nas urnas — avaliação que o pai repetiu ao longo do mandato presidencial.

Nas eleições seguintes, o método se repetiu, e Carlos passou a ser tratado como o articulador digital do bolsonarismo. A exposição rendeu apelidos — "pit bull" da família e "Carluxo" — usados pela imprensa para descrever o estilo agressivo com que ele atacava adversários, ministros e integrantes do próprio governo do pai.

Sete mandatos, poucas leis e votação crescente

Eleito pela primeira vez em 2000, aos 17 anos, ele entrou na disputa pela vaga que então pertencia à mãe, Rogéria Bolsonaro, em segundo mandato. Com o apoio do pai, venceu com 16.053 votos, e Rogéria não conseguiu se reeleger.

De lá para cá, o desempenho nas urnas só cresceu. Reeleito em 2004, 2008, 2012 e 2016, chegou ao posto de vereador mais votado do Rio nesse último ano, com 106.657 votos. Em 2020, perdeu o título para Tarcísio Motta, do PSOL. Em 2024, quebrou o próprio recorde: 130.480 votos.

No Legislativo, a produção de leis é modesta. Entre as normas aprovadas com a assinatura dele estão o fim das votações secretas na Câmara Municipal, a exigência de apoio da maioria dos moradores para mudanças de nome de ruas e a proibição da distribuição do material conhecido como kit anti-homofobia nas escolas. Presidiu a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos em 2009 e foi vice-presidente dela entre 2013 e 2021, além de ter liderado as bancadas do PP e do PTB.

Durante o governo do pai, passou a despachar com frequência em Brasília. A ausência do Rio virou munição para os críticos, que cunharam o apelido "vereador federal".

Formação e primeiros anos

Carlos Nantes Bolsonaro nasceu em 7 de dezembro de 1982, no hospital da Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, no Rio de Janeiro, posto onde o pai servia como primeiro-tenente do Exército. Segundo filho de Jair e Rogéria Bolsonaro, cresceu em um ambiente militar — sem nunca ter estudado em colégio militar, como contou em entrevistas ao lado dos irmãos Flávio e Eduardo.

Fora da política, formou-se em ciências aeronáuticas pela Universidade Estácio de Sá, depois de abandonar o curso de direito após seis meses por não se identificar com a área.

A virada para Santa Catarina e a eleição ao Senado

Em 15 de dezembro de 2025, Carlos renunciou ao sétimo mandato de vereador para disputar o Senado por Santa Catarina — um estado onde o bolsonarismo tem raízes eleitorais fortes, mas onde ele precisava se apresentar a um eleitorado que não o conhecia das urnas cariocas. A cadeira deixada no Rio foi assumida pela suplente Alana Passos.

A aposta deu certo. Em 4 de outubro de 2026, ele foi eleito com 2.041.840 votos (25,35% dos votos válidos), ao lado de Carol de Toni, do PL, que ficou à frente dele na apuração. A dupla assume a bancada catarinense no Senado na legislatura que se inicia em 2027, com mandato de oito anos.

Principais marcos da trajetória pública até aqui:

  • 2000 — eleito vereador do Rio de Janeiro aos 17 anos, o mais jovem da história do país;
  • 2010 — assume a construção da imagem do pai na internet;
  • 2016 — vereador mais votado da cidade, com 106.657 votos;
  • 2018 — coordena a comunicação digital da campanha presidencial de Jair Bolsonaro;
  • 2024 — reeleito com 130.480 votos, recorde pessoal;
  • 2025 — renuncia ao mandato para disputar o Senado por Santa Catarina;
  • 2026 — eleito senador com 2.041.840 votos.

Investigações e episódios que acompanham o nome dele

Em fevereiro de 2022, um relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal apontou a existência de um grupo dedicado a disseminar notícias falsas e ataques a adversários do governo — apelidado de "gabinete do ódio" — que, segundo os investigadores, era comandado por Carlos Bolsonaro. O caso integra o inquérito das fake news, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes.

Antes disso, em agosto de 2021, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dele em uma investigação sobre supostos funcionários fantasmas no gabinete da Câmara Municipal — o episódio ficou conhecido como "rachadinha".

Em 29 de janeiro de 2024, ele foi alvo de busca e apreensão na operação que investiga o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para espionagem ilegal, a chamada "Abin paralela". Em julho de 2026, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a apuração sobre Carlos seguisse na Justiça Federal, em primeira instância, onde o processo seguia em andamento antes da eleição.

Trata-se de apurações em andamento, que não equivalem a condenação e seguem sob análise da Justiça.

O que deve marcar o mandato no Senado

O primeiro teste do novo mandato será a posse, em fevereiro de 2027, quando ele troca a voz das redes pelo voto no plenário. Dois temas devem concentrar a atenção em torno do nome dele: a regulamentação das plataformas digitais — que ele combate desde os tempos em que comandava as redes do pai — e a relação com os aliados em Santa Catarina, onde a candidatura dele expôs uma divisão no campo bolsonarista local.

O mandato começa com 25 anos de experiência legislativa e mais de uma década de exposição nas redes — combinação que fez dele uma das figuras mais conhecidas do campo conservador brasileiro e um dos alvos mais frequentes de críticas no debate público.

Projetos de Carlos Bolsonaro

Canal de Carlos Bolsonaro no YouTube
Canal de Carlos Bolsonaro no YouTube
Canal oficial de Carlos Bolsonaro no YouTube, com discursos, entrevistas, registros de campanha e vídeos do mandato — mais de 500 mil inscritos.
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