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Carlos Portinho

Portinho

Nascimento: 1973 Rio de Janeiro, RJ
Advogado formado pela PUC-Rio, senador pelo Rio de Janeiro desde 2020 e reeleito em 2026 com a maior votação do estado; lidera o PL no Senado Federal.

Carlos Portinho é o senador mais votado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Reeleito em 4 de outubro com 4.264.932 votos — 26,77% dos votos válidos —, garantiu mais oito anos de mandato no Senado Federal. Antes da política partidária, foi atleta das categorias de base do Flamengo e advogou para grandes clubes de futebol, trajetória que ajuda a entender a produção legislativa que assina: esporte, inovação e direito urbano.

Advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Portinho nasceu no Rio, em 1973, e está filiado ao Partido Liberal (PL), sigla que lidera no Senado. Chegou à Casa em novembro de 2020, como suplente que assumiu a vaga aberta pela morte de Arolde de Oliveira, e desde então se firmou como relator de leis de alcance nacional, líder do governo Bolsonaro em 2022 e articulador da oposição no Congresso.

Origem, futebol e formação em direito

Carlos Francisco Portinho nasceu em 2 de julho de 1973, na cidade do Rio de Janeiro. Jogou nas categorias de base do Flamengo até os 14 anos e, aos 17, começou a se dedicar à música antes de escolher o direito. Formou-se na PUC-Rio e iniciou a carreira no escritório TozziniFreire Advogados, com especialização em direito esportivo, tributário e público. Deu aulas em faculdades particulares e, em 2002, assumiu a vice-presidência jurídica do Flamengo.

A advocacia esportiva ocupou boa parte dos anos seguintes. Portinho atuou na defesa de clubes como Palmeiras, Santos, Cruzeiro, Atlético-MG e São Paulo e de atletas envolvidos em processos na esfera desportiva, entre eles Dodô e Jobson. Foi também assessor parlamentar do deputado Indio da Costa, na Câmara, período em que colaborou com a assessoria do relatório que deu origem à Lei da Ficha Limpa — experiência que antecedeu sua entrada na administração pública.

Habitação, meio ambiente e a chegada ao Senado

Na prefeitura do Rio, foi secretário municipal de Habitação na gestão de Eduardo Paes. Depois, no governo do estado, assumiu a Secretaria de Meio Ambiente durante a gestão de Luiz Fernando Pezão, e voltou à área de habitação como subsecretário municipal na gestão de Marcelo Crivella. Nesse período, ajudou a organizar o PSD no Rio de Janeiro.

A primeira eleição veio em 2016, para vereador da capital: 7.104 votos, sem vitória. Em 2018, foi eleito primeiro suplente de senador na chapa de Arolde de Oliveira, com 2.382.265 votos. Quando o titular morreu, em outubro de 2020, vítima de complicações da covid-19, Portinho assumiu o mandato em 3 de novembro. No fim daquele ano, deixou o PSD e se filiou ao PL.

As leis: SAFs, startups e o urbanismo de Carmen Portinho

No primeiro mandato, Portinho foi relator, no Senado, de dois textos que mudaram marcos regulatórios: o Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182, de 2021), que criou regras para investidores-anjo e empresas jovens de base inovadora, e a Lei das SAFs (Lei 14.193, de 2021), que abriu o caminho para clubes de futebol virarem empresas. Como autor, assinou projetos que resultaram em duas leis de 2022:

  • Lei 14.405/2022 — mudou de unanimidade para dois terços o quórum necessário para alterar a destinação de prédios, salas comerciais e apartamentos em condomínios;
  • Lei 14.477/2022 — declarou a engenheira e urbanista Carmen Portinho, tia-avó do senador, patrona do urbanismo no Brasil.

Em 2022, foi líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado, entre junho e dezembro. Hoje lidera a bancada do PL na Casa, posição que o coloca no centro das articulações do partido — que a partir de 2027 terá reforços como o de Michelle Bolsonaro, eleita senadora pelo Distrito Federal. No Senado, divide a representação fluminense com Romário, que também representa o Rio de Janeiro na Casa.

Em comissões, Portinho é titular na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e suplente na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), na Comissão de Esporte e na Comissão de Segurança Pública; também integra frentes parlamentares de cibersegurança e de economia do mar. O trabalho no Senado rendeu o prêmio Excelência Parlamentar, do Ranking dos Políticos, nas edições de 2023 a 2026. Em janeiro de 2023, após a invasão das sedes dos três poderes, em Brasília, defendeu a cassação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

A reeleição de 2026 e os temas do novo mandato

Na eleição de 4 de outubro de 2026, Portinho teve a maior votação para o Senado no Rio de Janeiro: 4.264.932 votos, ou 26,77% dos votos válidos. O PL ficou com as duas cadeiras em disputa no estado — Carlos Jordy, companheiro de campanha, ficou com a segunda, com 24,56% —, e os dois assumem mandatos de oito anos a partir de 2027. A campanha teve o apoio de Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência.

Durante a disputa, Portinho defendeu investimentos em segurança pública e infraestrutura e prometeu atuar pela construção de um hospital oncológico em Campos dos Goytacazes. Depois da vitória, afirmou que a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 deve estar entre as primeiras discussões do Senado.

Quem quiser acompanhar o mandato encontra no site oficial a agenda, as notícias e as edições digitais da prestação de contas anual, além dos canais em redes sociais atualizados com frequência. A página do Senado Federal reúne proposições, votações e comissões do senador.

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