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Carlos Simon

Carlos Eugênio Simon

Nascimento: 1965 Braga, Rio Grande do Sul
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Ex-árbitro e jornalista brasileiro, Carlos Eugênio Simon apitou três Copas do Mundo e atua como comentarista de arbitragem na ESPN.

Carlos Eugênio Simon é o ex-árbitro gaúcho que esteve em três Copas do Mundo e que, desde 2012, virou uma das vozes mais conhecidas da arbitragem na televisão brasileira. Nascido em Braga, no Rio Grande do Sul, ele começou apitando campeonatos regionais e chegou aos maiores torneios do futebol em pouco mais de duas décadas, acumulando partidas olímpicas, finais nacionais e jogos de Mundial.

Quem procura o nome Carlos Simon costuma querer entender duas coisas: a trajetória do árbitro que apitou a estreia da Inglaterra na Copa de 2010 e o que ele pensa sobre a arbitragem dos dias de hoje, já que analisa os lances polêmicos toda semana na televisão. Entre uma ponta e outra, há uma carreira construída em campeonatos gaúchos, Brasileiros, Libertadores e três Mundiais seguidos.

Da cidade de Braga ao apito profissional

Simon nasceu em 3 de setembro de 1965, em Braga, no Rio Grande do Sul, e formou-se jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), curso que depois completou com pós-graduação em Ciência do Esporte com especialização em futebol. A arbitragem, porém, falou mais alto: em 1993, entrou para o quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e, quatro anos depois, passou a integrar a lista de árbitros da FIFA, posição que manteve até 2010.

Formado em jornalismo, Simon levou para o campo um vocabulário que depois se tornaria decisivo na televisão: a capacidade de explicar lances e regras com clareza. Antes de chegar aos estúdios, construiu a reputação nos gramados, apitando jogos decisivos do futebol brasileiro e sul-americano.

As três Copas do Mundo e os maiores palcos

O primeiro torneio internacional de peso na carreira de Simon foram os Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, quando apitou três partidas do torneio masculino de futebol, entre elas Itália e Espanha, pelas quartas de final. Dois anos depois, veio a primeira Copa do Mundo: no Mundial de 2002, na Coreia do Sul e no Japão, ele dirigiu Inglaterra e Suécia e México e Itália, ambas na fase de grupos.

Na Copa de 2006, na Alemanha, foram três jogos: Itália e Gana, Espanha e Tunísia na primeira fase e Alemanha e Suécia nas oitavas de final. Em 2010, na África do Sul, apitou a estreia da Inglaterra, contra os Estados Unidos, e o duelo entre Gana e Alemanha, que fechou o grupo dos alemães.

  • Sydney 2000: três partidas, incluindo Itália e Espanha nas quartas de final;
  • Copas do Mundo de 2002, 2006 e 2010: sete jogos no total;
  • Eliminatórias sul-americanas para as Copas de 2002, 2006 e 2010;
  • Copa América de 2007, na Venezuela, com três partidas;
  • Libertadores da América em todas as edições de 2000 a 2010.

No futebol brasileiro, Simon apitou finais do Campeonato Brasileiro em 1997, 1998, 1999, 2001, 2002 e 2010, decisões da Copa do Brasil em 2000, 2003, 2004, 2006 e 2010 e a Recopa Sul-Americana de 2010. A última partida da carreira foi Fluminense e Guarani, na rodada final do Brasileirão de 2010: aos 45 anos, ele atingia o limite de idade para árbitros da FIFA e encerrava o ciclo no apito.

Afastamentos, pressão pública e a despedida

A carreira de Simon também foi marcada por episódios de pressão. Em 2007, ele foi afastado pela CBF depois de não marcar um pênalti em Atlético-MG e Botafogo, pelas quartas de final da Copa do Brasil. No fim de 2009, veio novo afastamento após uma série de erros no Campeonato Brasileiro, entre eles um gol anulado do Palmeiras contra o Fluminense que alimentou semanas de debate na imprensa.

Às vésperas da Copa de 2010, jornais britânicos questionaram a escalação dele para a estreia da Inglaterra, lembrando justamente o histórico de afastamentos. Simon apitou a partida, que terminou empatada em 1 a 1, e seguiu no Mundial até a fase de grupos. O episódio ilustra o tipo de exposição que um árbitro de elite enfrenta: cada decisão vira assunto internacional, e a carreira é lida lance a lance.

Na Diagonal do Campo e a rotina de quem apita

Em 2004, no meio da trajetória na FIFA e dois anos antes da Copa da Alemanha, Simon publicou o livro Na Diagonal do Campo, pela Editora Unisinos, dentro da Coleção Aldus. Com 125 páginas, a obra explica o funcionamento das regras do futebol e descreve a rotina de um árbitro profissional, incluindo a preparação para as partidas e curiosidades dos bastidores do esporte.

O livro é uma das poucas obras do gênero escritas por um árbitro que atuou em três Mundiais, e ajuda a explicar por que o nome dele segue associado ao debate sobre regras no Brasil. O aprofundamento sobre a obra e as formas de encontrá-la está na página do projeto, na seção de livros da plataforma.

Do apito ao comentário: a segunda carreira

Pouco depois de deixar a arbitragem, Simon foi contratado pela Fox Sports para ser comentarista. A estreia aconteceu em 25 de janeiro de 2012, na partida entre Internacional e Once Caldas, pela Libertadores, que marcou a primeira transmissão do canal no Brasil. De lá para cá, ele se firmou como comentarista de arbitragem nos canais ESPN, função que exerce atualmente.

No novo papel, Simon analisa lances polêmicos, explica regras e participa do debate sobre ferramentas como o VAR e está presente em programas esportivos e podcasts. A experiência de quem apitou em Copas, finais e Libertadores dá peso à análise: ele fala do jogo a partir do lado de dentro do campo, não da arquibancada.

Por que Carlos Simon segue relevante

A trajetória de Simon resume uma transição comum aos grandes árbitros brasileiros: sair do anonimato relativo do apito para a exposição permanente da televisão. Ele foi um dos responsáveis por levar as regras do futebol para a conversa do torcedor comum, explicando decisões que antes ficavam restritas aos manuais.

Hoje, o nome dele aparece sempre que uma polêmica de arbitragem domina os noticiários, seja em transmissões, seja em podcasts sobre futebol. Para quem quer entender a arbitragem brasileira para além do grito de gol, a página de esportes reúne outros nomes que ajudam a montar esse panorama.

A história de Carlos Eugênio Simon é também a história de uma era do futebol: as Copas de 2002, 2006 e 2010, as finais do Brasileirão e a transição da arbitragem para os estúdios de televisão, tudo visto de um ângulo que poucos conhecem — o de quem precisava decidir em segundos, sob os olhos do mundo inteiro.

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Na Diagonal do Campo
Na Diagonal do Campo
Livro de 2004 em que o ex-árbitro Carlos Eugênio Simon explica as regras do futebol e mostra a rotina de quem apita, escrito no auge da carreira na FIFA.
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