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Cristina Junqueira

Cris Junqueira

Nascimento: 1982 Miami, Estados Unidos CNPJ: 18.236.120/0001-58
Cofundadora do Nubank e CEO da operação da fintech nos Estados Unidos. Engenheira da USP com MBA na Kellogg, ex-Itaú e referência em banco digital na América Latina.

Sair do maior banco privado do Brasil para apostar em um cartão roxo sem agência soava, em 2013, quase imprudente. Cristina Junqueira tinha trinta anos, rodava o portfólio de cartões de crédito do Itaú e aceitou o convite de David Vélez para cofundar o que viria a ser o Nubank — hoje um dos maiores bancos digitais do mundo.

Quem busca o nome dela costuma querer entender como uma engenheira de produção da USP virou rosto da fintech latino-americana, o que muda com a expansão para os Estados Unidos e por que sua voz atravessa balanço, marca e cultura corporativa. O perfil abaixo amarra origem, formação, carreira bancária, construção do Nu e a presença pública que veio depois do IPO.

Quem é Cristina Junqueira

Cristina Helena Zingaretti Junqueira nasceu em 15 de setembro de 1982, em Ribeirão Preto (SP). Ainda pequena mudou-se para o Rio de Janeiro, estudou no Colégio Santo Agostinho, no Leblon, e depois foi para São Paulo cursar engenharia de produção na Universidade de São Paulo. Completou o percurso acadêmico com mestrado na própria USP e MBA na Kellogg School of Management, da Northwestern University, nos Estados Unidos.

No mercado, é conhecida como Cris Junqueira: cofundadora do Nubank, executiva de crescimento da Nu Holdings e, mais recentemente, CEO da operação americana da empresa. Em listas da Forbes, figurou entre as mulheres mais ricas do Brasil após o IPO de 2021; em 2024, o Financial Times a incluiu entre as 25 mulheres mais influentes do ano.

Da consultoria e do Itaú ao convite do Nubank

Antes da fintech, Cristina passou pela consultoria financeira e, por vários anos, pelo Itaú Unibanco, onde atuou em crédito ao consumidor, produtos de cartão e marketing. Lá chegou a gerir o maior portfólio de cartões da instituição — experiência que deu repertório sobre o que o cliente brasileiro detestava no banco tradicional: fila, anuidade opaca, atendimento engessado e produto pensado de dentro para fora.

Em 2013, David Vélez, colombiano com background em venture capital, a convidou para o time fundador. Com ela e o americano Edward Wible, o trio montou a tese do Nubank: serviços financeiros 100% digitais, app no centro da relação e cartão de crédito como porta de entrada. A operação comercial começou em 2014. O resto é escala — Brasil, depois México e Colômbia, e a aposta aberta nos EUA.

  • Formação: engenharia de produção e mestrado na USP; MBA na Kellogg (Northwestern).
  • Passagem bancária clássica: Itaú Unibanco, com foco em cartões e crédito ao consumidor.
  • Virada empreendedora: cofundação do Nubank em 2013, ao lado de David Vélez e Edward Wible.
  • Frente atual: liderança da construção da marca e da operação do Nu nos Estados Unidos, com base em Miami.

Como o Nubank moldou a autoridade pública de Cris

A autoridade de Cristina Junqueira não se separa da marca roxa. Ela foi peça central na construção da identidade do Nubank no Brasil — do posicionamento anti-burocracia ao hábito de falar com o cliente e com o time de forma direta. Em entrevistas à imprensa internacional, a própria executiva resume parte do trabalho como “cortar o ruído e criar conexão emocional” com a marca, algo que ela liderou por longos anos no mercado brasileiro.

O banco digital, operado no Brasil principalmente por meio da Nu Pagamentos S.A. (CNPJ 18.236.120/0001-58), saiu de lista de espera para dezenas de milhões de clientes em pouco mais de uma década. Em dezembro de 2021, a Nu Holdings estreou na Bolsa de Nova York com valuation bilionário; Cristina, com participação relevante na companhia, entrou no radar da Forbes como bilionária self-made — posição que oscila com o preço da ação, mas que consolidou sua imagem pública de fundadora de scale-up financeira.

Hoje o Nubank aparece em reportagens da Fortune, da Forbes e de veículos de negócios como o neobank de maior escala global em número de clientes, com operação multi-país e agenda de inclusão financeira. Para o leitor que compara líderes de finanças no Brasil, o paralelismo natural costuma ser com nomes como Luiza Trajano, referência de varejo e liderança feminina, e com empreendedores de investimento digital como Guilherme Benchimol.

Expansão para os Estados Unidos e papel de CEO

Depois de consolidar o Nu na América Latina, Cristina mudou o centro de gravidade do próprio trabalho. Com a família, transferiu-se para os Estados Unidos — o LinkedIn a localiza em Miami — para comandar a construção do banco digital americano do grupo. Em 2025 e 2026, a imprensa de negócios acompanhou a etapa regulatória e a narrativa de “voltar ao zero a um”: reconstruir marca, produto e relação com o cliente num mercado saturado de apps financeiros.

O cargo oficial combina o histórico de cofundadora e chief growth officer com a responsabilidade de CEO da operação emergente nos EUA. Não se trata de um cargo de vitrine: o discurso público dela insiste em cultura, brand e produto como frentes inseparáveis — o mesmo recorte que usou no Brasil quando o Nubank ainda era desconhecido e precisava convencer o cliente a trocar o banco de sempre pelo app roxo.

Presença pública, podcast e redes

Fora do app, Cristina construiu presença própria. No Instagram @junqueira.cristina e no TikTok @cris_junqueira, mistura bastidores de liderança, maternidade e rotina executiva sem transformar a conta em canal institucional do banco. Em abril de 2025 lançou o podcast Vou Te Mandar um Áudio, no Spotify, no formato de conversas curtas e intimistas — o nome brinca com o hábito dela de se comunicar com equipes por áudio de WhatsApp. No lançamento, o show chegou ao top 2 de podcasts mais ouvidos do Brasil na plataforma.

Há também cobertura de capa e de lista: em junho de 2020, a Forbes Brasil publicou uma capa histórica dela grávida, dias antes do nascimento da terceira filha, lida como símbolo de conciliação entre maternidade e alta gestão. Em 2025, figurou em materiais da Fast Company e, em 2026, na lista Changemakers da CNBC de mulheres que transformam negócios.

Polêmica no Roda Viva e repercussão

Em outubro de 2020, durante entrevista ao programa Roda Viva, Cristina respondeu a uma pergunta sobre contratação de pessoas negras com uma frase que gerou forte reação: disse que a empresa não poderia se “nivelar por baixo” em busca de diversidade. A fala foi amplamente criticada na imprensa e nas redes; ela se desculpou depois. O episódio entrou para o histórico reputacional do Nubank e da própria cofundadora — e, nos anos seguintes, a companhia passou a divulgar metas e resultados de diversidade com mais ênfase pública.

Tratar o assunto com clareza importa: a autoridade de Cristina Junqueira não é só a do case de sucesso da fintech. É também a de uma líder exposta a escrutínio em gênero, raça e poder no mercado financeiro brasileiro. Quem pesquisa o nome dela encontra, lado a lado, o IPO bilionário e esse capítulo de crise de comunicação — ambos documentados e ambos parte da biografia pública.

O que a torna referência em fintech e liderança

Cristina Junqueira interessa a quem estuda empreendedorismo, finanças e tecnologia porque concentra, numa só trajetória, três movimentos raros de enxergar juntos: domínio do banco tradicional, fundação de um neobank de escala continental e agora a tentativa de repetir a construção de marca nos Estados Unidos. Não é só “a mulher do Nubank”: é a executiva que saiu do Itaú, apostou no cartão sem anuidade como porta de entrada e ajudou a normalizar o banco digital no cotidiano de dezenas de milhões de pessoas.

Para quem acompanha liderança feminina no Brasil, o recorte se completa com a presença em listas internacionais, a capa da Forbes grávida e o podcast em que ela tenta humanizar o tom de quem comanda companhia listada em Nova York. A pergunta que o perfil responde, no fim, é simples: de onde veio a cofundadora do maior banco digital da América Latina — e o que ela está tentando construir agora, longe do mercado que a tornou famosa.

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Projetos de Cristina Junqueira

Nubank
Nubank
Banco digital cofundado por Cristina Junqueira, David Vélez e Edward Wible. App financeiro com conta, cartão roxo, crédito e investimentos no Brasil, México e Colômbia.
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Vou Te Mandar um Áudio
Vou Te Mandar um Áudio
Podcast de Cristina Junqueira no Spotify, em formato de áudios curtos e conversas sobre carreira, família, liderança e rotina de quem comanda empresa de tecnologia financeira.
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