Antes de completar 20 anos, Dora Kramer já assinava reportagens no Diário Popular, em São Paulo, enquanto cursava Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. A carreira iniciada ali, na primeira metade dos anos 1970, atravessou cinco décadas de jornalismo político, com colunas e comentários no Jornal do Brasil, em O Estado de S. Paulo, na Veja e, hoje, na Folha de S.Paulo e na Jovem Pan News.
Dora Maria Tavares de Lima Kramer nasceu no Rio de Janeiro, em 5 de abril de 1955. Formou-se em Jornalismo em 1977, pela Faculdade Cásper Líbero, mas começou a trabalhar bem antes: aos 18 anos, já publicava no extinto Diário Popular. Depois vieram a Agência Folha e a redação de O Estado de S. Paulo, onde atuou como repórter na década de 1980 e aproximou-se de vez da cobertura política.
Ao longo de mais de duas décadas radicada em Brasília, Dora Kramer acompanhou o cotidiano do Congresso Nacional e a sucessão de governos do fim do século 20 e do início do século 21. Foi desse posto de observação privilegiado que nasceu o ofício que ela exerce, em diferentes veículos, desde meados dos anos 1990: a coluna de análise política publicada em jornais de circulação nacional.
A coluna diária e a vida em Brasília
O ponto de virada veio em 1995, quando Dora Kramer assumiu no Jornal do Brasil a coluna Coisas de Política, criada para substituir a tradicional Coluna do Castello, então assinada por Marcelo Pontes. Foram mais de quatro anos de análise diária até meados de 2000, período que também renderia o material de seu segundo livro. Mais tarde, a trajetória como colunista ultrapassaria três décadas.
Em 2001, o Grupo Estado a convidou para assumir a coluna de política de O Estado de S. Paulo, publicada igualmente em diversos outros jornais do país. Foi nessa posição, mantida por mais de uma década e meia, que a jornalista aprofundou o acompanhamento diário das instituições — do Palácio do Planalto ao Congresso — e ganhou a visibilidade que a levaria, anos mais tarde, à revista Veja.
Em 2015, a rotina da coluna passou por uma pausa breve: a pedido dela, o Estadão concedeu uma licença, encerrada após três meses, respondida com o retorno ao jornal e a volta dos textos em nova frequência. No ano seguinte, quando os colunistas do jornal ganharam blogs temáticos no portal, coube a Dora Kramer um dos espaços dedicados à política.
Nesse intervalo, Dora Kramer acompanhou de perto os mandatos de Fernando Henrique Cardoso e de Luiz Inácio Lula da Silva, anos em que a política brasileira passou por transformações profundas. De volta ao Rio de Janeiro, depois de mais de duas décadas morando na capital federal, ela seguiu com colunas diárias em O Estado de S. Paulo e no jornal O Dia, além do trabalho como comentarista nas rádios BandNews FM e JB FM.
Os livros: de Collor ao poder pelo avesso
Em 1993, Dora Kramer assinou com Pedro Collor de Mello o livro Passando a limpo: a trajetória de um farsante, lançado pela Editora Record quando as denúncias que haviam levado ao impeachment de Fernando Collor ainda estavam frescas na memória do país. O título virou best-seller e permanece como documento-chave para entender a crise daquele período.
Depois vieram O resumo da história: fatos e personagens que marcaram a política brasileira (Objetiva, 2000), retrospectiva dos anos em que escreveu a coluna Coisas de Política, e O poder pelo avesso: 99 crônicas políticas (Barcarolla, 2010), que reúne crônicas sobre os caminhos do poder no Brasil.
Da Veja à Folha de S.Paulo, com passagem pela Jovem Pan
Entre fevereiro de 2017 e maio de 2022, Dora Kramer assinou coluna na revista Veja. No rádio, foi comentarista da BandNews FM por cerca de 18 anos, até abril de 2023, quando deixou a emissora para integrar a equipe da Jovem Pan.
Em março de 2023, tornou-se colunista da Folha de S.Paulo. Um mês depois, assinou contrato com a Jovem Pan para comentar política no Jornal da Noite, atração noturna da rádio e do canal de notícias da casa. A jornalista também tem textos publicados no jornal Correio da Manhã e mantém presença ativa no X (antigo Twitter), onde comenta o noticiário político.
Reconhecimento na imprensa
Em 2014, Dora Kramer foi uma das vencedoras do Troféu Mulher Imprensa, na décima edição da premiação, e ficou em terceiro lugar na categoria Colunista de Jornalismo Impresso. No mesmo ano e no seguinte, figurou na lista dos 50 jornalistas mais admirados do Brasil, organizada pela publicação Jornalistas&Cia em parceria com a Maxpress.
Como acompanhar o trabalho de Dora Kramer
Hoje, o trabalho dela se distribui por quatro frentes:
- Coluna na Folha de S.Paulo, publicada no jornal e no site;
- Comentários na Jovem Pan News, no Jornal da Noite;
- Artigos no Correio da Manhã;
- Publicações no X, na conta @dorakramer_.
Em qualquer dessas frentes, o foco permanece o mesmo desde as primeiras reportagens: a política brasileira observada de perto, com atenção aos fatos e ao desenho institucional do país.




