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Duca Leindecker

Nascimento: 1970 Porto Alegre, Rio Grande do Sul
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Músico, compositor e escritor gaúcho, líder da Cidadão Quem, parceiro de Humberto Gessinger no Pouca Vogal e autor dos romances A Casa da Esquina, A Favor do Vento e O Menino que Pintava Sonhos.

Duca Leindecker começou a cantar em um bar de Porto Alegre aos 13 anos e fez dessa estreia precoce o começo de uma das carreiras mais duradouras do rock brasileiro. Liderou a Cidadão Quem, formou com Humberto Gessinger o duo Pouca Vogal e escreveu três livros pela L&PM, entre eles A Casa da Esquina, best-seller com mais de dez edições.

Eduardo Tavares Leindecker nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, em 1970, e construiu uma obra em que música e literatura dividem o mesmo território: a memória, a cidade, os afetos e as perdas. Cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor e escritor, ele é buscado tanto por quem acompanha a discografia da Cidadão Quem e a parceria com Gessinger quanto por quem procura um romance brasileiro de leitura direta para ler, presentear ou levar para a sala de aula.

Quem é Duca Leindecker

Duca é um artista de três frentes que se alimentam entre si. Na música, é instrumentista premiado e compositor de canções gravadas ao longo de mais de três décadas. Na literatura, é autor de romances que circulam em escolas e universidades. Nos palcos, acumula shows pelo Brasil inteiro, de bares de Porto Alegre a festivais como o Planeta Atlântida.

Essa convivência entre violão, guitarra e escrita não é acidental: suas histórias nascem com trilha sonora. A apresentação oficial de sua obra literária descreve baladas e rock and roll como fundo para personagens que vivem medos, ilusões, euforias e tristezas — as mesmas emoções que agitam suas plateias.

O começo aos 13 anos e a Bandaliera

A carreira começou em 1983, quando Duca tinha 13 anos e se apresentou em um bar de Porto Alegre chamado Charllot, cantando e tocando instrumentos. Ainda adolescente, aos 17 anos, gravou um disco solo. Em 1987, integrou a banda Bandaliera, que lançou Nosso Lado Animal e um álbum ao vivo antes de abrir caminho para o projeto seguinte.

Cidadão Quem: a banda que marcou o rock gaúcho

Em 1990, Duca formou a Cidadão Quem ao lado do irmão, o baixista Luciano Leindecker, e do baterista Cau Hafner. O nome vem do filme Cidadão Kane, de Orson Welles, e o primeiro show aconteceu em maio de 1990. A banda foi finalista do concurso de bandas do Rock in Rio 2, em 1991, e lançou sete discos: Outras Caras (1993), que vendeu mais de vinte mil cópias; A Lente Azul (1996), com "Os Segundos" na trilha de uma temporada de Malhação; Spermatozoon (1998); Soma (2000); Girassóis da Rússia (2002); Cidadão Quem no Theatro São Pedro (2004); e 7 (2007).

Foram mais de setecentos espetáculos, do Sul ao Nordeste, e três troféus Açorianos de melhor banda gaúcha, em 1993, 1998 e 1999. A Cidadão Quem encerrou as atividades em 2014.

Pouca Vogal: a parceria com Humberto Gessinger

Amigos desde o fim dos anos 1980, Duca e Humberto Gessinger, líder dos Engenheiros do Hawaii, criaram em 2008 o Pouca Vogal, um power duo que reunia músicas inéditas dos dois e sucessos das duas bandas. O nome brinca com os sobrenomes alemães de poucas vogais, Gessinger e Leindecker. O projeto rendeu dois álbuns — Pouca Vogal (2008) e Ao Vivo em Porto Alegre (2009) — e uma turnê que percorreu o país até dezembro de 2012. Da sociedade nasceram parcerias que seguem vivas, como a canção "Força do Silêncio", premiada no Prêmio Açorianos.

A carreira solo: de Voz, Violão e Batucada a Tudo que se Tem

Em paralelo às bandas, Duca construiu uma discografia solo. Voz, Violão e Batucada (2013) marcou o retorno ao formato acústico, seguido pelo DVD Plano Aberto (2015), vencedor do Prêmio Açorianos na categoria álbum de pop. Vieram Baixar Armas (2018), disco em que misturou otimismo e luto, Próximo Céu (2020), gravado em parte em casa durante o isolamento, e Pedidos (2023), álbum ao vivo em LP que revisita três décadas de carreira.

Em 2018, abriu o show de Phil Collins em Porto Alegre, um dos pontos altos da trajetória solo. Em 2025, lançou Tudo que se Tem, álbum de inéditas gravado enquanto vivia nos Estados Unidos, com dez faixas e a estreia do filho, Guilherme Leindecker, no baixo e na composição. O disco traz ainda parcerias novas com Gessinger, como "Calmo" e "De Volta pra Casa".

Duca Leindecker escritor: três romances e a ponte com as escolas

O primeiro livro, A Casa da Esquina (1999), virou best-seller e uma das obras mais procuradas da Feira do Livro de Porto Alegre daquele ano. A Favor do Vento (2002) levou para a ficção os bastidores do rock e os abismos de um músico em busca de si mesmo. O Menino que Pintava Sonhos (2013) fechou a sequência com uma história sobre ilusões e verdades voltada ao público jovem, com o personagem Jules.

Além dos livros, Duca apresenta a Palestra Pocket, dividida em três partes: Música e Literatura, Opção Profissional e Sexo, Drogas e Rock'n Roll. O formato leva a discussão sobre leitura, escolhas de carreira e drogas para dentro de escolas e eventos.

Prêmios e reconhecimento

  • Prêmio Açorianos de Instrumentista de Cordas (1996);
  • Prêmio Açorianos de Intérprete de Pop/Rock e de Instrumentista de Pop/Rock (2009);
  • Prêmio Açorianos de Instrumentista de Pop (2013);
  • Prêmio Açorianos de Álbum de Pop, por Plano Aberto (2015);
  • Três Açorianos de melhor banda gaúcha com a Cidadão Quem (1993, 1998 e 1999).

Onde ouvir, ler e acompanhar Duca Leindecker

Os álbuns solo e da Cidadão Quem estão disponíveis nas principais plataformas de streaming, e o canal oficial no YouTube reúne clipes, registros ao vivo e vídeos de estúdio. No próprio site, música e literatura funcionam como atalhos para encontrar artistas e autores do mesmo universo. Para comprar os livros, o caminho mais direto é o perfil do autor na Amazon; para shows e novidades, o site oficial e o Instagram são as fontes mais atualizadas.

Perguntas frequentes sobre Duca Leindecker

Qual é a banda mais conhecida de Duca Leindecker?

A Cidadão Quem, formada em 1990 em Porto Alegre com o irmão Luciano Leindecker e o baterista Cau Hafner. A banda lançou sete discos e foi premiada três vezes como melhor banda gaúcha no Prêmio Açorianos.

Quais livros Duca Leindecker escreveu?

São três romances publicados pela L&PM: A Casa da Esquina (1999), A Favor do Vento (2002) e O Menino que Pintava Sonhos (2013).

Por que Duca Leindecker é associado a Humberto Gessinger?

Os dois formaram o Pouca Vogal, duo ativo entre 2008 e 2012 que uniu sucessos da Cidadão Quem e dos Engenheiros do Hawaii e rendeu dois álbuns. A parceria continua em composições lançadas nos discos solo de Duca.

Onde ouvir os álbuns de Duca Leindecker?

No Spotify, no Apple Music e no canal oficial do artista no YouTube, onde estão disponíveis os trabalhos solo, os discos da Cidadão Quem e os registros ao vivo.

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A Casa da Esquina
A Casa da Esquina
Primeiro romance de Duca Leindecker, best-seller da L&PM com mais de dez edições, que transforma infância, família e perda em literatura.
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A Favor do Vento
A Favor do Vento
Segundo romance de Duca Leindecker, de 2002, une os bastidores do rock a um músico em busca de si mesmo no inverno do litoral gaúcho.
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Tudo que se Tem
Tudo que se Tem
Álbum de inéditas de Duca Leindecker lançado em 2025, gravado nos Estados Unidos e com participação do filho, Guilherme Leindecker.
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