Fabrício Carpinejar é o nome que o poeta Fabrício Carpi Nejar passou a usar em 1998, quando fundiu os sobrenomes dos pais, a poeta Maria Carpi e o poeta Carlos Nejar, da Academia Brasileira de Letras. Nascido em Caxias do Sul, em 23 de outubro de 1972, ele construiu uma das obras mais lidas da literatura brasileira contemporânea: mais de 50 livros publicados, mais de 1 milhão de exemplares vendidos e dois Prêmios Jabuti, um por Canalha!, em 2009, e outro pelo infantojuvenil Votupira, o vento doido da esquina, em 2012.
A popularidade dele, porém, não se explica só pelas estantes. Carpinejar ficou conhecido por escrever sobre afeto, luto, família e despedida em textos curtos, que cabem na última página de um jornal ou em um guardanapo, e que circulam diariamente entre milhões de seguidores nas redes sociais. Quem procura o nome dele costuma querer entender essa trajetória dupla: como um poeta premiado se tornou um dos cronistas mais presentes do país sem abandonar a poesia que o formou.
Quem é Fabrício Carpinejar
Filho de dois poetas, Carpinejar nasceu em Caxias do Sul e cresceu em Porto Alegre, para onde a mãe se mudou com ele depois da separação do casal, em 1981. Formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1995 e, pela mesma universidade, tornou-se mestre em Literatura Brasileira em 2001.
A formação acadêmica nunca ficou distante da prática. Entre 2001 e 2011, foi professor e coordenador na Unisinos, onde ajudou a idealizar cursos como Formação de Produtores e Agentes Literários e Formação de Produtores e Músicos de Rock. Também lecionou Estética em cursos de pós-graduação da PUC-RS. Hoje, o escritor divide a rotina entre Belo Horizonte e Porto Alegre.
Da poesia à crônica: como Carpinejar se tornou um autor popular
A estreia na literatura veio em 1998, com o livro de poesia As solas do sol. Os primeiros anos renderam reconhecimento no circuito literário: Um terno de pássaros ao sul venceu o Prêmio Açorianos de Literatura em 2001, e Biografia de uma árvore recebeu o Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, em 2003.
A virada de público aconteceu quando a crônica entrou de vez na obra. Publicado em 2008, Canalha! levou o Prêmio Jabuti de 2009 na categoria Contos e Crônicas e abriu uma sequência de livros sobre amor, masculinidade e convivência, entre eles Mulher perdigueira, de 2010, e Ai meu Deus, ai meu Jesus, de 2012, adaptado para o teatro quatro anos depois.
Infantojuvenil, poesia e luto no mesmo autor
Carpinejar transitou cedo para a literatura infantojuvenil. Filhote de Cruz Credo, de 2006, trata do bullying em chave autobiográfica e recebeu o Prêmio APCA de Literatura; Votupira, o vento doido da esquina conquistou o Jabuti de 2012 na categoria Infantil. Ao todo, quatro obras dele foram selecionadas para o Programa Nacional do Livro Didático.
Os temas mais duros aparecem na maturidade. Cuide dos pais antes que seja tarde, de 2018, virou best-seller ao falar da velhice dos pais e do tempo que não volta. Depois vieram Depois é nunca, de 2021, e Manual do luto, de 2023, em que o autor defende que o luto não é uma fase a ser superada, mas uma vida inteira que se transforma. Em 2024, Se eu soubesse: Para maiores de 40 anos olhou para a chamada geração-sanduíche, de adultos que cuidam ao mesmo tempo de filhos e de pais. Deixe ir, de 2025, fecha esse ciclo com um convite ao desapego e à coragem de escolher a si mesmo.
Onde encontrar Carpinejar hoje: jornais, rádio e internet
O trabalho de cronista continua no ritmo do jornalismo diário. Carpinejar assina coluna na tradicional última página da Zero Hora, no Rio Grande do Sul, e crônica semanal no jornal mineiro O Tempo. Também é comentarista da Rádio Gaúcha, onde participa de programas como Gaúcha Hoje e SuperSábado.
Na televisão, apresentou o programa A Máquina, na TV Gazeta, entre 2012 e 2016, e foi comentarista do Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, entre 2013 e 2020. No impresso e no digital, já assinou colunas em revistas como Pais&Filhos, Crescer, Isto É Gente, Superinteressante e Vida Simples.
Guardanapos poéticos, redes sociais e palestras
Foi nas redes sociais que a escrita curta de Carpinejar encontrou o maior público. O autor ficou conhecido por publicar frases de própria autoria escritas em guardanapos, formato que se tornou sua marca e que já virou livro. Somando todas as plataformas, ele reúne mais de 7 milhões de seguidores, sendo cerca de 4 milhões só no Instagram.
A presença digital se reflete em reconhecimento público: na pesquisa Top of Mind da revista Amanhã, foi eleito o colunista mais lembrado e mais amado do Rio Grande do Sul em cinco edições consecutivas, entre 2021 e 2025, além de influenciador digital do ano em 2022. A revista Época o incluiu entre as 27 personalidades brasileiras mais influentes na internet.
Como palestrante, Carpinejar já se apresentou em mais de 300 cidades no Brasil e no exterior, com temas como empatia, luto, família, criatividade e inteligência emocional. Entre empresas e instituições que o convidaram estão Sicredi, Itaú, Bradesco, Santander, Sebrae, Senac, Petrobras, Boticário, Unimed, Natura e tribunais de diferentes estados. Sua palestra sobre a velhice dos pais foi tema de um TEDx em Fortaleza, e o espetáculo Cura pelo Afeto estreou nos teatros brasileiros em 2025. No canal próprio, mantém o podcast Parece Terapia, publicado às quartas-feiras.
Prêmios, honrarias e reconhecimento
- Prêmio Jabuti de Contos e Crônicas, por Canalha! (2009);
- Prêmio Jabuti na categoria Infantil, por Votupira, o vento doido da esquina (2012);
- Prêmio Nacional Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (2003);
- Ordem Nacional do Mérito Educativo, no grau de Grande Oficial (2025);
- Patrono da 67ª Feira do Livro de Porto Alegre (2021).
Por onde começar a ler Carpinejar
A obra dele se organiza em três grandes blocos, e cada leitor costuma entrar por um deles. Para quem quer entender o cronista, o caminho natural passa pelas obras ligadas ao afeto e à família. Para quem busca a veia infantil, os livros premiados com o Jabuti são a porta de entrada. Para quem procura a poesia das origens, as primeiras edições seguem sendo o melhor ponto de partida.
- Cuide dos pais antes que seja tarde (2018) — o best-seller sobre a velhice dos pais e os cuidados na melhor idade;
- Canalha! (2008) — o livro de crônicas que venceu o Jabuti e discute rótulos masculinos com humor;
- Manual do luto (2023) — reflexão sobre a morte, a saudade e a permanência do luto;
- Se eu soubesse (2024) — crônicas sobre a meia-idade e a vida de quem cuida de filhos e pais;
- Deixe ir (2025) — o desapego como decisão consciente e coragem emocional.
Esses e outros títulos têm páginas próprias em projetos de livro no diretório, com contexto de compra e propostas de cada obra.
Perguntas frequentes sobre Fabrício Carpinejar
De onde vem o nome Carpinejar?
É uma fusão dos sobrenomes dos pais do autor, a poeta Maria Carpi e o poeta Carlos Nejar. Fabrício passou a assinar assim em 1998, no ano de sua estreia literária.
Qual é o livro mais conhecido de Carpinejar?
Cuide dos pais antes que seja tarde, de 2018, é um dos maiores sucessos comerciais do autor, ao lado de Manual do luto, de 2023, e de Canalha!, que venceu o Prêmio Jabuti.
O que Carpinejar escreve hoje?
Coluna diária na Zero Hora, crônica semanal no jornal O Tempo, comentários na Rádio Gaúcha e publicações que reúnem suas frases e textos, além do podcast Parece Terapia, no canal próprio.
Como contratar uma palestra de Carpinejar?
O agendamento é feito pelo site oficial fabriciocarpinejar.com.br, que reúne biografia, temas de palestra e contato direto para empresas e eventos.






