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Felipe Machado

Nascimento: 1970 São Paulo
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Jornalista, escritor e músico brasileiro, cofundador da banda Viper e autor de livros como Um Lugar Chamado Aqui e Ping Pong Chinês por Um Mês.

Felipe Machado é jornalista, escritor e músico brasileiro. Nascido em São Paulo, em 4 de agosto de 1970, ele construiu duas carreiras que caminham juntas desde a adolescência: a de repórter e editor em redações como as do Jornal da Tarde, do Estado de S. Paulo e do portal R7, e a de guitarrista e cofundador da banda de heavy metal Viper.

Quem chega ao nome dele costuma vir por um desses dois lados — a banda ou os livros — e encontra uma trajetória que não cabe em um único rótulo: são cinco livros publicados, discos gravados no Brasil e no exterior, documentários dirigidos para a TV Estadão e passagens por veículos de imprensa de quatro países. Os marcos abaixo mostram como essas áreas se conectam.

De São Paulo para as redações: formação e primeiros anos

Felipe Machado se formou em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero em 1993 e concluiu o mestrado em Comunicação Digital na Universidade de Navarra, na Espanha, em 2009. O trabalho em redação, porém, só começou em 1996, quando entrou como redator na agência de publicidade DPZ — naquele período, a rotina com a Viper ocupava boa parte da agenda e adiou a estreia profissional na área.

A entrada no jornalismo veio em 2000, no Jornal da Tarde, do Grupo Estado, onde atuou como repórter, colunista e editor. Ali começou a se aproximar do formato que marcaria sua carreira: a produção de conteúdo para mais de uma plataforma ao mesmo tempo, com texto, vídeo e edição trabalhando em conjunto.

Grupo Estado: TV Estadão, documentários e a coluna Palavra de Homem

No Grupo Estado, Felipe Machado foi o primeiro editor de multimídia da empresa, função em que criou, implantou e dirigiu a TV Estadão, a área de vídeos do portal de O Estado de S. Paulo. A frente durou quatro anos e rendeu trabalhos autorais, como o documentário 1968: Mordaça no Estadão, sobre a censura à imprensa durante a ditadura militar, e A Amazônia de Euclides da Cunha: Um Paraíso Perdido, que reconstrói a viagem do escritor à floresta um século depois. Também dirigiu os especiais Grandes Reportagens: Amazônia e Grandes Reportagens: Megacidades, além do curta-metragem de ficção Amor 2.0.

No Jornal da Tarde, assinou por cinco anos uma coluna semanal que mais tarde daria origem ao blog Palavra de Homem, mantido no portal R7. O espaço misturava crônicas, bastidores de reportagem e comentários sobre comportamento.

R7, Diário de S. Paulo e o jornalismo internacional

Em 2011, deixou o Grupo Estado para assumir a direção de mídias digitais do Diário de S. Paulo e da Rede Bom Dia, grupo com jornais distribuídos por dez cidades paulistas. Na função, coordenava equipes de conteúdo digital, projetos comerciais e parcerias estratégicas. Dois anos depois, em 2013, foi editor-chefe do portal R7, comandando equipes de jornalistas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.

Como colaborador freelancer, escreveu para publicações fora do Brasil, entre elas o The New York Times, nos Estados Unidos, e as revistas Citizen K, Mixte e Double, na França, Back2Back, na Inglaterra, e Vision, na China. Também foi editor-chefe no Brasil da Fair Observer, portal internacional de análise com colaboradores de diferentes países.

Essa circulação internacional abriu espaço para palestras: apresentou TotalMedia Journalism no auditório do The New York Times, em Nova York, e Brazil: Beyond Carnival & Soccer na DePaul University, em Chicago. Também integrou a equipe da Worldfund, fundação sem fins lucrativos com projetos educacionais, na direção de comunicações.

Felipe Machado escritor: romances, reportagens e livro infantil premiado

A produção literária de Felipe Machado começou em 2002, com o romance Olhos Cor de Chuva, publicado pela Editora Escrituras. Cinco anos depois veio O Martelo dos Deuses, romance lançado pela Arte Pau Brasil que teve a violência como tema central, segundo a imprensa da época.

Na sequência, o jornalista transformou duas coberturas internacionais em livros de não ficção: Ping Pong Chinês por Um Mês, sobre a China dos Jogos Olímpicos de Pequim, indicado ao Prêmio Jabuti, e Bacana Bacana, sobre a Copa do Mundo da África do Sul. O primeiro saiu pela Arte Pau Brasil; o segundo, pela Seoman.

O título mais premiado da bibliografia é Um Lugar Chamado Aqui, livro infantil de 2016 publicado pela SESI-SP com ilustrações de Daniel Kondo. A obra venceu a categoria de melhor livro infantil do 43º prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

  • Olhos Cor de Chuva (2002) — romance de estreia, Editora Escrituras.
  • O Martelo dos Deuses (2007) — romance, Arte Pau Brasil.
  • Ping Pong Chinês por Um Mês (2008) — reportagem, Arte Pau Brasil, indicado ao Prêmio Jabuti.
  • Bacana Bacana (2010) — reportagem, Seoman.
  • Um Lugar Chamado Aqui (2016) — literatura infantil, SESI-SP, com Daniel Kondo.

Viper: guitarra e fundação de uma banda de heavy metal

Felipe Machado começou na música em 1985, aos 15 anos, como guitarrista e cofundador da Viper. A banda se tornou um dos nomes mais conhecidos do rock pesado brasileiro nos anos 1990, com discos lançados no Japão pela JVC-Victor e circulação em rádios e na MTV. Ele participou de todos os álbuns do grupo, de Soldiers of Sunrise (1987) a Timeless (2023).

Nos palcos, a Viper abriu shows de Black Sabbath, Metallica, Kiss e Slayer no Brasil e foi atração principal de festivais como o Monsters of Rock. As turnês passaram por Japão, Europa, Estados Unidos e América do Sul, com gravações feitas na Alemanha e nos Estados Unidos e um álbum ao vivo registrado em Tóquio. Em 2013, a banda participou da edição brasileira do Rock in Rio.

Carreira solo: FM Solo, Primata e o canal oficial

Em 2015, Felipe Machado lançou seu primeiro trabalho solo como cantor, compositor e guitarrista: o álbum FM Solo, com oito faixas autorais e versões para músicas de Morrissey e da banda Athlete. Os singles ganharam videoclipes, um deles gravado em Valle Nevado, no Chile. Em 2022, veio o segundo disco solo, Primata, apresentado em programas de rádio especializados em rock.

Além dos discos próprios, participou em 2026 do projeto Nine Red Moons, no álbum Sumerian Songs for the Dead. No YouTube, mantém um canal oficial descrito como espaço do jornalista, escritor e guitarrista do FM Solo e da Viper, onde publica vídeos, entrevistas e registros de shows.

Onde acompanhar o trabalho de Felipe Machado

Quem quer acompanhar a produção atual pode usar os canais oficiais. Os livros de reportagem e a literatura infantil aparecem com frequência em listas de literatura, enquanto os discos solo e a discografia da Viper circulam em espaços de música.

  • YouTube — canal oficial com vídeos, entrevistas e registros de shows.
  • Instagram — perfil @felipemachado_oficial.
  • X (Twitter) — comentários sobre jornalismo, música e atualidades.
  • Site oficial da Viper — discografia, agenda e história da banda.
  • Worldfund — fundação educacional onde atuou na direção de comunicações.

Perguntas rápidas sobre Felipe Machado

Quem é Felipe Machado?

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, com mestrado em Comunicação Digital pela Universidade de Navarra, Felipe Machado passou por Jornal da Tarde, Grupo Estado, Diário de S. Paulo e R7. Em paralelo, é escritor com cinco livros publicados e músico, cofundador da banda Viper.

Felipe Machado é o mesmo guitarrista da Viper?

Sim. Ele fundou a banda em 1985, aos 15 anos, e participou de todos os discos do grupo, incluindo turnês internacionais e a apresentação no Rock in Rio de 2013. O nome completo é Luis Felipe Machado de Oliveira.

Quais livros Felipe Machado escreveu?

São cinco obras: os romances Olhos Cor de Chuva (2002) e O Martelo dos Deuses (2007), os livros de reportagem Ping Pong Chinês por Um Mês (2008) e Bacana Bacana (2010) e o infantil Um Lugar Chamado Aqui (2016), vencedor do prêmio da FNLIJ.

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