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Guilherme Derrite

Capitão Derrite

Nascimento: 1984 Sorocaba, São Paulo
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Capitão Derrite é Guilherme Muraro Derrite, nascido em Sorocaba em 1984. Foi oficial da ROTA, deputado federal e secretário de Segurança Pública de SP; em 2026 foi eleito senador.

Em 4 de outubro de 2026, Guilherme Derrite venceu a eleição para o Senado por São Paulo com mais de 13,2 milhões de votos, resultado apontado como a maior votação já registrada para a casa na história do país. A vitória coroou uma trajetória que começou na Academia de Polícia Militar, passou pela ROTA e pela Câmara dos Deputados e chegou ao comando da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, onde ele foi o primeiro oficial da PM a chefiar a pasta.

Conhecido como Capitão Derrite, ele nasceu em Sorocaba, no interior paulista, e construiu a vida pública entre a caserna e o Legislativo. Ficou marcado pela atuação na tropa de elite da PM, pela relatoria da lei que acabou com as saídas temporárias de presos e pela gestão na segurança paulista, período que acumulou programas de peso e também virou alvo de críticas por letalidade policial. Em 2025, deixou o posto de secretário para retomar o mandato na Câmara e, no ano seguinte, disputou e ganhou sua primeira vaga no Senado.

De Sorocaba à Academia do Barro Branco

Guilherme Muraro Derrite nasceu em 10 de outubro de 1984, em Sorocaba (SP). Cursou o ensino médio em escola pública estadual da cidade e, aprovado no vestibular, ingressou em 2003 na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, na capital paulista. Formou-se aspirante a oficial em dezembro de 2006 e iniciou a carreira na Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP).

Antes de entrar na política, também atuou como professor em cursos de formação policial e, segundo registros públicos de sua biografia, colaborou na formação de mais de mil policiais militares no Curso de Formação de Soldados. Na área acadêmica, formou-se bacharel em ciências sociais e segurança pública e em direito, além de concluir pós-graduação em ciências jurídicas e direito constitucional pela Universidade Cruzeiro do Sul. Recebeu a Medalha do Pacificador, honraria concedida por serviços relevantes.

ROTA: comando, confrontos e a saída da tropa de elite

Promovido a primeiro-tenente em 2010, Derrite ingressou nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (ROTA), unidade de elite da PMESP especializada no combate ao crime organizado, e comandou pelotões entre 2010 e 2015. Em 2013, também assumiu o comando de um pelotão de Força Tática do 49º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano.

A passagem pela ROTA rendeu a Derrite reconhecimento interno e, ao mesmo tempo, um histórico de confrontos armados. Em entrevistas, ele afirmou ter participado de pelo menos cinco trocas de tiros que terminaram em mortes e disse ter sido convidado a se retirar da unidade em 2015 por excesso de letalidade. Relatórios da Ouvidoria da Polícia reuniram críticas por suposto excesso de força, incluindo menção a investigações por homicídios que não resultaram em condenação. Em 2021, uma declaração sua sobre o número de mortos em serviço gerou repercussão e foi seguida de retratação.

Depois da ROTA, prestou concurso interno e atuou no Corpo de Bombeiros, onde foi porta-voz durante o incêndio e o desabamento do prédio no Largo do Paissandu, em 2018. No mesmo ano, foi promovido a capitão e passou para a reserva remunerada para concorrer ao primeiro cargo eletivo.

Os dois mandatos na Câmara dos Deputados

Filiado ao Progressistas, Derrite foi eleito deputado federal por São Paulo em 2018, com 119.034 votos, e reeleito em 2022, já pelo Partido Liberal, com 239.772 votos. Na Câmara, ocupou a 2ª vice-presidência da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, foi vice-líder do governo Jair Bolsonaro e integrou comissões ligadas à Justiça, aos Direitos Humanos e à Cultura.

Como relator, assinou dois textos de grande visibilidade na área penal. O PLP 150/2020, aprovado como Lei Complementar 191/2022, retomou a contagem de tempo de serviço para profissionais de segurança pública e da saúde afetados pela pandemia de covid-19. Já o PL 6.579/2013, sancionado em 2024, extinguiu as saídas temporárias de presos, as chamadas saidinhas. Derrite também participou da elaboração do plano de governo apresentado por Tarcísio de Freitas na campanha ao governo de São Paulo em 2022.

Na chefia da Segurança Pública de São Paulo

Em 1º de janeiro de 2023, Derrite assumiu a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, no governo Tarcísio de Freitas, como o primeiro oficial da PM a comandar a pasta. Durante os quase três anos no cargo, a gestão lançou ou ampliou programas como o Muralha Paulista, voltado ao policiamento com apoio de tecnologia, e o Moradia Segura, além de expandir o uso de câmeras corporais por policiais militares.

A passagem pela secretaria também ficou marcada por crises. Levantamentos jornalísticos apontaram aumento de 98% nas mortes decorrentes de intervenção policial entre 2023 e 2024. O caso do jovem Marcelo do Amaral, jogado de uma ponte por um policial militar em dezembro de 2024, e as ações na Baixada Santista no início daquele ano, descritas como as mais letais desde o massacre do Carandiru, ampliaram a pressão sobre a pasta. Em dezembro de 2024, deputados estaduais de oposição protocolaram na Alesp um pedido de impeachment contra Derrite. A criação de uma ouvidoria setorial vinculada à secretaria, no mesmo período, também foi questionada por entidades de direitos humanos e por deputados na Justiça. Ele deixou o comando da Segurança Pública em dezembro de 2025 e retornou em definitivo à Câmara dos Deputados, onde relatou o projeto que equipara facções criminosas a organizações terroristas.

A eleição para o Senado em 2026

Em abril de 2025, Derrite deixou o Partido Liberal e se filiou novamente ao Progressistas, em evento com a presença do governador Tarcísio de Freitas. A pré-candidatura ao Senado foi anunciada em fevereiro de 2026, e a disputa terminou em 4 de outubro daquele ano: com 13.273.880 votos, 30,59% dos válidos, ele foi eleito senador por São Paulo ao lado de André do Prado, do PL, em votação apontada como a maior da história para o Senado no Brasil. A posse está prevista para fevereiro de 2027, na 58ª legislatura.

Depois da vitória, Derrite defendeu bandeiras que marcaram seus mandatos, como o endurecimento do combate ao crime organizado e a classificação de facções como grupos terroristas, e passou a se posicionar sobre temas institucionais, como o fim da reeleição para cargos do Executivo e a agenda do Senado para 2027.

Onde acompanhar o trabalho de Derrite

Derrite mantém um canal oficial no YouTube, com mais de 215 mil inscritos, onde publica pronunciamentos, participações em eventos e conteúdos sobre segurança pública, além de uma página institucional na Câmara dos Deputados, com discursos, proposições e relatórios de sua atuação parlamentar.

Marcos da trajetória pública até aqui:

  • 2003 — ingressa na Academia de Polícia Militar do Barro Branco;
  • 2010 — entra na ROTA como primeiro-tenente e passa a comandar pelotão;
  • 2018 — eleito deputado federal por São Paulo com 119.034 votos;
  • 2022 — reeleito com 239.772 votos e escolhido para assumir a Secretaria da Segurança Pública de SP;
  • 2024 — relator da lei que extinguiu as saídas temporárias de presos;
  • 2025 — deixa a secretaria e retorna ao mandato na Câmara;
  • 2026 — eleito senador por São Paulo com 13.273.880 votos.

O trabalho no Senado começa oficialmente em 2027, mas a atuação pública de Derrite segue acessível nos canais oficiais e no noticiário político que acompanha o Congresso.

Projetos de Guilherme Derrite

Canal Capitão Derrite no YouTube
Canal Capitão Derrite no YouTube
Canal oficial de Guilherme Derrite no YouTube, com conteúdo sobre segurança pública, atuação parlamentar e posicionamentos do senador eleito por São Paulo.
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