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Heloisa Tolipan

Rio de Janeiro, RJ
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Jornalista carioca formada pela PUC-Rio, Heloisa Tolipan passou de estagiária a chefe de editoria no Jornal do Brasil, criou a Revista Glam e mantém um site de moda, comportamento e televisão.

Em 1985, quando ainda era estagiária do Jornal do Brasil, Heloisa Tolipan assinou uma reportagem sobre o aliciamento de mulheres brasileiras para a Espanha. O texto saiu na editoria Cidade e antecipava o método que ela repetiria em fases diferentes da carreira: partir de uma história concreta para chegar a um problema maior. Quatro décadas depois, o nome dela está associado a outro território — a moda, o comportamento e os bastidores da cultura —, sem que a repórter de rua tenha desaparecido por completo.

Carioca, formada em Jornalismo pela PUC-Rio, Heloisa construiu praticamente toda a primeira metade da trajetória dentro do Jornal do Brasil. Entrou como estagiária, tornou-se repórter, chefe de editoria, colunista e diretora de núcleo. Em 2013, levou esse acervo de fontes e personagens para um site próprio, o Heloisa Tolipan, que mantém até hoje com pautas de moda, artes, gastronomia, viagem, comportamento e memória da televisão.

Quem é Heloisa Tolipan

Heloisa Tolipan é jornalista, editora de moda e colunista. Nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de março, e fez da cidade sua base profissional. A biografia pública dela se confunde com a história do Jornal do Brasil nas décadas de 1980, 1990 e 2000: foi ali que aprendeu a reportagem, dirigiu a editoria Cidade, assinou colunas de variedades e criou a revista Glam.

O que a distingue é a passagem por dois mundos que costumam ficar separados na imprensa brasileira. De um lado, a cobertura de violência urbana e direitos humanos, com participação em equipes que apuraram as chacinas da Candelária e de Vigário Geral. Do outro, o jornalismo de moda e comportamento, feito em semanas de moda no Brasil e no exterior, entrevistas com estilistas e cobertura de eventos sociais.

A formação na PUC-Rio e a estreia no Jornal do Brasil

Formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Heloisa começou no Jornal do Brasil como estagiária. A primeira reportagem assinada, publicada em 4 de setembro de 1985 pela editoria Cidade, tratava da prisão de espanhóis que aliciavam mulheres no Rio para exploração sexual na Espanha.

Dois anos depois, integrou a equipe responsável pela cobertura "Rio sofreu o seu pior quebra-quebra", sobre a onda de violência urbana na cidade, vencedora do Prêmio Esso de Jornalismo. Em 1988, assinou com Tim Lopes a reportagem "Todos pelo Social", que denunciou o cárcere privado de uma empregada doméstica punida pelos patrões por usar o elevador social. No mesmo ano, acompanhou a Primeira Marcha da Raça Negra, no Rio.

Da coluna Olho na Rua à chefia da editoria Cidade

Entre 1990 e março de 1991, Heloisa foi responsável pela coluna "Olho na Rua", dedicada ao jornalismo de prestação de serviço comunitário. Depois, assumiu a chefia da editoria Cidade, cargo que ocupou até 1993. Nesse período, coordenou a equipe que cobriu a Chacina da Candelária e a Chacina de Vigário Geral, dois episódios que tiveram repercussão internacional.

Ainda na editoria, acompanhou o projeto da via expressa Linha Vermelha, inaugurada em 1994, e realizou coberturas políticas com lideranças nacionais e internacionais. Também passou pelas colunas Informe JB e pela coluna social assinada por Danuza Leão, experiência que a aproximou do jornalismo de personalidades e do olhar editorial sobre comportamento.

Registro, Gente e a coluna que ganhou página inteira

Em 1998, com a morte do cantor Leandro, da dupla Leandro & Leonardo, Heloisa estreou na coluna Registro, que passou a assinar de forma fixa a partir de dezembro daquele ano. Em 2000, foi subeditora da SuperTV, caderno especial do jornal. No ano seguinte, a coluna Registro foi rebatizada como Gente.

Com a reformulação gráfica de 2005, passou a se chamar "Heloisa Tolipan – Gente". Na segunda grande reformulação editorial do Jornal do Brasil, em dezembro de 2007, ganhou nome próprio e página inteira no Caderno B. O foco editorial seguiu a rotina da indústria da moda e os principais lançamentos do cinema, do teatro e da música, no Brasil e no exterior.

Nos anos 2000, também coordenou o Núcleo de Cultura do jornal, que reunia o Caderno B, a Revista Domingo e a Revista da TV. Foi nesse ambiente que a coluna deixou de ser apenas uma página de celebridades e passou a funcionar como uma editoria de comportamento, com apuração própria e pautas exclusivas.

Revista Glam e a cobertura de moda

Em 2003, Heloisa criou a revista Glam, considerada uma das primeiras publicações de moda encartadas no Jornal do Brasil. A revista circulou até 2010, com tiragem de 100 mil exemplares distribuídos junto ao jornal impresso. O projeto consolidou a presença dela no setor e abriu espaço para uma cobertura de moda mais próxima da indústria e dos lançamentos internacionais.

Com a migração do jornal para o ambiente digital, ela esteve entre as primeiras profissionais do Rio a realizar cobertura integralmente virtual e em tempo real do Fashion Rio, segundo o registro público de sua trajetória. A coluna chegou a ter cinco páginas no JB Online e cerca de 12 milhões de visualizações. Também produziu blogs com coberturas ao vivo de eventos de moda para shoppings e semanas de lançamento de coleções em diferentes regiões do país.

Na mesma fase, cobriu as semanas de moda de Paris, Nova York e Milão e passou a assinar colaborações eventuais em publicações como a revista Cidade Jardim.

Entrevistas e coberturas que atravessaram gerações

A lista de entrevistados de Heloisa Tolipan mistura ídolos antigos e nomes do circuito internacional. Entre eles estão a cantora Marlene, o músico Sérgio Ricardo, Fidel Castro, Madonna, Giorgio Armani, Vivienne Westwood, Valentino Garavani, Calvin Klein e integrantes dos Rolling Stones.

Além das entrevistas, ela fez coberturas sociais e culturais que marcaram época, como a chegada da família Sarkozy ao Rio de Janeiro e a visita de Beyoncé à cidade, ambas em 2010. Esses trabalhos ajudam a explicar por que a coluna dela virou uma ponte entre o jornalismo de cidade e o star system — e por que o nome é lembrado tanto por leitores de moda quanto por profissionais de imprensa.

O site Heloisa Tolipan e a memória da televisão

Em 2013, Heloisa criou o site Heloisa Tolipan. O veículo nasceu com a proposta de tratar moda, lifestyle, artes, gastronomia, viagem, comportamento e ações de empresas e instituições com compromisso social e sustentável. A publicação se apresenta como um projeto de opinião, com produção autoral e olhar próprio sobre a agenda cultural.

Nos últimos anos, o site ganhou destaque também pela apuração sobre a memória da televisão brasileira. Publicou informações exclusivas sobre a chegada de novelas ao Globoplay e levantou listas de produções preservadas ou apagadas do acervo da Globo, pautas que circularam em outros veículos e entre pesquisadores de teledramaturgia.

Moda, sustentabilidade e presença em eventos

Além da produção editorial, Heloisa atua como palestrante e jurada em iniciativas do setor. Participou de eventos como o Salão Internacional do Couro e do Calçado (SICC), em Gramado, e a feira Zero Grau, no Rio Grande do Sul, com temas como inovação, sustentabilidade, economia circular e os impactos da Quarta Revolução Industrial na indústria da moda.

Também deu palestras no curso de Jornalismo da PUC-Rio e foi jurada em concursos e premiações ligados à moda, à sustentabilidade e às artes visuais, como o Dragão Fashion Brasil e o Prêmio UCS/Sultextil. É citada em um capítulo do livro História da moda, de Marco Sabino, e assinou um capítulo em edição especial de um livro da marca Melissa dedicado ao Rio de Janeiro. Recebeu homenagem pela cobertura da São Paulo Fashion Week nos 25 anos do evento.

Reconhecimento público e presença na cultura pop

Heloisa recebeu a Medalha Tiradentes, a mais alta condecoração do Estado do Rio de Janeiro, concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O reconhecimento se soma a menções honrosas em dez edições do Brazilian Film Festival, em Miami e Nova York, e do Sindicato da Indústria do Vestuário do Estado de Alagoas.

Ela também apareceu como ela mesma em produções da TV Globo: Viver a Vida (2009), Ti Ti Ti (2010), Verdades Secretas (2015) e o filme Amor.com. As participações são pontas, mas reforçam a presença dela no imaginário da vida cultural carioca.

Como acompanhar o trabalho

O site oficial concentra as colunas, entrevistas e coberturas assinadas por Heloisa. Ela também mantém uma página no Facebook e um perfil no X, usados para divulgar as publicações e comentar a agenda cultural.

  • Site: heloisatolipan.com.br
  • Facebook: facebook.com/heloisatolipan.com.br
  • X: x.com/heloisatolipan

Para quem acompanha moda e comportamento, vale olhar também a página de outras autoridades do universo da moda, que reúne perfis de estilistas, modelos, editores e empresários do setor.

Projetos de Heloisa Tolipan

Site Heloisa Tolipan
Site Heloisa Tolipan
Projeto editorial criado em 2013 por Heloisa Tolipan, reúne moda, comportamento, cultura e memória da televisão em reportagens autorais e entrevistas.
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