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Foto de perfil de Ilana Casoy

Ilana Casoy

Nascimento: 1960 São Paulo, SP
Criminóloga e escritora paulistana que investiga serial killers e casos de grande repercussão e leva esse olhar para livros, séries e cinema.

Antes de o true crime virar moda de podcast e série de streaming, Ilana Casoy já estava debruçada sobre autos, perícias e perfis psicológicos de assassinos em série. Nascida em São Paulo em 16 de fevereiro de 1960, ela saiu da administração de empresas na Fundação Getúlio Vargas e construiu uma das trajetórias mais reconhecíveis da literatura policial e da investigação criminal no Brasil.

Quem busca o nome dela costuma querer três coisas ao mesmo tempo: entender serial killers com método, ler relatos densos de casos que marcaram o país e saber como essa pesquisa chegou a Netflix, Globo, cinema e ao selo Crime Scene da DarkSide Books. O perfil a seguir junta origem, obra, método e presença pública — sem transformar a biografia em prateleira de catálogo.

De administradora a pesquisadora de mentes criminosas

Ilana Casoy formou-se em Administração na Fundação Getúlio Vargas. A virada profissional veio perto dos 40 anos, quando o interesse antigo por crimes não resolvidos e por narrativas policiais se tornou pesquisa sistemática. Em entrevistas e perfis de imprensa, ela conta a memória de infância na cozinha da avó, com a notícia do assassinato de Kennedy chegando pela voz do tio, o jornalista Boris Casoy — e a curiosidade que nunca se desligou.

Para sustentar o trabalho, fez estágio em polícia científica e acompanhou perícias de homicídios. O foco se concentrou no perfil psicológico de criminosos, em especial de serial killers. Não se trata de fascínio por sangue: o projeto editorial dela cruza arquivos judiciais, literatura de referência, experiências de polícia e, quando possível, contato direto com investigados e contextos institucionais.

É sobrinha de Boris Casoy e prima de Serginho Groisman. Mora em São Paulo. Esses dados de origem e parentesco aparecem em fontes biográficas públicas e ajudam a situar o meio cultural em que cresceu, sem explicar sozinhos a especialização que construiu depois.

O que a tornou referência em true crime no Brasil

O ponto de virada editorial foi a pesquisa sobre assassinos em série. Em Serial Killer: Louco ou Cruel? (primeira publicação no início dos anos 2000; edições posteriores pela DarkSide), Casoy reuniu material de polícia, Justiça, FBI e Scotland Yard para mapear como, por que e com quais métodos serial killers operam. Em seguida veio Serial Killers: Made in Brazil, apresentado como o primeiro livro do gênero dedicado aos assassinos em série brasileiros — resultado de anos de pesquisa em arquivos públicos, instituições e, em alguns casos, entrevistas presenciais.

Essas duas obras reapareceram reunidas e reeditadas no selo da Caveira, com destaque para a edição de Arquivos Serial Killers. A DarkSide a reconhece como primeira autora nacional publicada pela casa e como madrinha do selo Crime Scene. Em 2022, as obras voltaram em edições separadas e atualizadas de Louco ou Cruel? e Made in Brazil.

Além dos serial killers, ela documentou casos de repercussão nacional: o assassinato do casal Richthofen, em O Quinto Mandamento, e o caso Isabella Nardoni, em A Prova é a Testemunha. Em 2016, a DarkSide publicou Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni, reunindo os dois e abrindo anotações e fac-símiles de cadernos de pesquisa da autora.

Método, consulta e presença em TV e cinema

O trabalho de Ilana Casoy não ficou só na estante. Ela colaborou com o canal Investigação Discovery, assinou coluna na revista Brasileiros e atuou como consultora e roteirista. A convite da Fox Brasil, participou da criação de um perfil do personagem Dexter Morgan. Na Rede Globo, colaborou com a série Dupla Identidade, de Gloria Perez, ajudando a desenhar o serial killer interpretado por Bruno Gagliasso e a figura da especialista interpretada por Luana Piovani.

No cinema e no streaming, assinou com Raphael Montes o roteiro dos filmes A Menina que Matou os Pais e O Menino que Matou Meus Pais (2021), baseados no caso Richthofen a partir de pontos de vista distintos, e da continuação A Menina que Matou os Pais: A Confissão (2023). Também foi consultora da série As Seguidoras (Paramount+), na construção de perfis criminais, e apresentou/analisou casos em Em Nome da Justiça (AXN).

  • Pesquisa documental em autos, perícias e arquivos públicos
  • Leitura de perfil psicológico e padrões de comportamento
  • Tradução do material investigativo para livro, série e roteiro
  • Consultoria a produções de ficção que lidam com psicopatia e serialidade

Bom Dia, Verônica e a passagem para a ficção

Em 2016, Casoy e Raphael Montes publicaram o thriller Bom Dia, Verônica sob o pseudônimo Andrea Killmore. A identidade dos autores foi revelada em nova edição anos depois. O romance policial migrou do true crime para a ficção sem abandonar o olhar de quem conhece investigação e violência urbana de perto.

A adaptação da Netflix, com Tainá Müller no papel central, estreou em 2020 e ganhou mais temporadas. Casoy e Montes também assinaram o roteiro da série. A obra circulou em edições internacionais (França, Alemanha, Rússia e outras, conforme a Agência Riff), o que amplia o alcance da personagem e do método narrativo além do circuito brasileiro de true crime.

Quem chega a ela por Bom Dia, Verônica encontra, no restante da bibliografia, a base factual que alimenta a ficção: serialidade, família e crime, falhas de sistema e o custo emocional de quem investiga o mal cotidiano.

Onde a obra se encaixa e como seguir a autora

Ilana Casoy ocupa um lugar raro entre literatura, reportagem de crime e indústria audiovisual. Seus livros de serial killers e de casos familiares atendem leitores de true crime que querem mais do que resumo de noticiário; a ficção e os roteiros falam com quem prefere suspense com os pés no real. A editora DarkSide e a Companhia das Letras concentram edições importantes; o perfil de autor na Amazon reúne boa parte dos títulos em circulação.

Nas redes, mantém presença pública no Instagram (@ilanacasoy), onde se apresenta como escritora, roteirista e criminóloga. Para biografia institucional e catálogo de representações, a Agência Riff e a página de colaboradora da Companhia das Letras são referências úteis. Quem quiser aprofundar a obra principal encontra, nas páginas de projeto, o detalhamento de Made in Brazil, Louco ou Cruel?, Casos de Família e Bom Dia, Verônica.

Em síntese: Ilana Casoy é a ponte brasileira entre arquivo policial, livro de true crime e narrativa audiovisual. A busca por seu nome raramente é curiosidade vazia — é pedido de mapa para crimes que o país não esqueceu e para a forma de contá-los sem perder rigor.

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