Júlio César de Carvalho Lima, o “Julim do Lula”, foi eleito senador pelo Piauí em 4 de outubro de 2026 com 989.146 votos — 27% dos votos válidos — depois de sete mandatos como deputado federal e de uma vida pública iniciada em Guadalupe, no interior do estado, nos anos 1970.
Nascido em 25 de agosto de 1948, filho de Georgiano Fernandes Lima e Maria de Lourdes Carvalho Lima, ele deixou a cidade natal em 1970 para cursar Direito na Universidade Federal do Piauí (UFPI), onde se formou bacharel em 1974. No ano seguinte, concluiu também o curso superior de Magistério. Advogado, professor e produtor rural, Júlio César chegou ao Congresso Nacional em 1995 e soma sete mandatos na Câmara dos Deputados.
De Guadalupe ao Congresso: como começou a carreira política
A entrada na administração pública aconteceu em Teresina. Em 1974, Júlio César foi nomeado secretário de Administração da prefeitura da capital, na gestão de Joel Ribeiro, cargo que ocupou até o ano seguinte. Depois, chefiou o gabinete da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Piauí e a superintendência da Polícia Civil, no governo de Dirceu Arcoverde (1975-1978).
Filiado à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), foi nomeado prefeito de Guadalupe em 1977, quando o município havia sido transformado em Área de Segurança Nacional. Com a prorrogação dos mandatos municipais, permaneceu à frente da prefeitura até 1985, já filiado ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da ARENA.
Prefeito eleito, presidente da APPM e secretário de Agricultura
Com a criação do Partido da Frente Liberal (PFL), em 1985, Júlio César acompanhou a dissidência do PDS. No ano seguinte, assumiu a Secretaria de Agricultura do Piauí no governo de Bona Medeiros, onde ficou até março de 1987. Nas eleições de 1988, voltou à prefeitura de Guadalupe, agora por voto direto, e foi eleito presidente da Associação Piauiense de Prefeitos Municipais (APPM).
Renunciou ao cargo de prefeito em 15 de março de 1991 para assumir novamente a Secretaria de Agricultura, no governo de Antônio Freitas Neto, de cuja campanha havia sido coordenador-geral. Deixou a secretaria em abril de 1994 para disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Sete mandatos na Câmara dos Deputados
Na estreia eleitoral para o Congresso, em outubro de 1994, recebeu 68.463 votos, a terceira maior votação do Piauí naquele pleito, pela coligação que reunia PFL, PPR, PTB, PL e PP. Assumiu o mandato em fevereiro de 1995 e, no mesmo ano, foi eleito presidente regional do PFL, posição que ocuparia por sete anos consecutivos. Em 1998, disputou o Senado e perdeu para Alberto Silva. Voltou à Câmara em 2002, reeleito em 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022.
- 1995-1999: primeiro mandato, pelo PFL;
- 2003-2007 e 2007-2011: pelo PFL;
- 2011-2015: eleito pelo DEM, filiou-se ao PSD ainda em 2011;
- 2015-2019, 2019-2023 e 2023-2027: pelo PSD.
Entre o primeiro mandato e o retorno à Câmara, foi diretor de Administração e Finanças da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e presidente da Agespisa, a companhia de águas e esgotos do Piauí. Em 1999, foi admitido como comendador da Ordem do Mérito Militar.
Na Câmara, presidiu a Comissão de Desenvolvimento Econômico (2015-2016), a Comissão de Contas Públicas e Transferências Constitucionais (2015-2019) e a Comissão de Finanças e Tributação (2021-2022), além de ter sido relator da PEC 391/2017, que tratou do Fundo de Participação dos Municípios. Entre 2023 e 2025, ocupou a 3ª Secretaria da Mesa Diretora da Câmara. Votou a favor da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, da PEC do Teto dos Gastos e da reforma trabalhista de 2017; em agosto daquele ano, votou contra a abertura de investigação contra o presidente Michel Temer.
Quais leis e relatorias marcaram a atuação em Brasília
Dois projetos de autoria ou relatoria de Júlio César viraram lei. O PL 4.416/2021, de sua autoria, deu origem à Lei 14.753/2023, que prorrogou até o fim de 2028 os incentivos fiscais para empresas nas áreas de atuação da Sudene e da Sudam. Já o PL 2/2025, que relatou, resultou na Lei 15.185/2025, responsável pela criação de uma nova turma recursal da Justiça Federal no Piauí.
Na legislatura atual, é titular da Comissão de Finanças e Tributação, suplente na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e integra o Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara.
Como foi a eleição de 2026 no Piauí
Na disputa de 2026, Júlio César adotou o nome de urna “Júlio César o Julim do Lula” e foi eleito com 989.146 votos, ao lado de Marcelo Castro, do MDB. Os dois ficaram com as vagas do Piauí no Senado para o mandato de oito anos que começa em 2027. Os suplentes de Júlio César são Rosario Bezerra (PT) e Pedro Rocha (PT).
Ele preside o diretório estadual do PSD no Piauí e defende, para o novo mandato, a redistribuição dos royalties do petróleo, o fortalecimento do pacto federativo e dos municípios, investimentos em saúde e energia e o desenvolvimento agropecuário do Nordeste.
Jussara Lima e Georgiano Neto: a família na política
A política atravessa a família. Júlio César é casado com Jussara Lima, senadora pelo PSD desde 2023, quando assumiu a cadeira de Wellington Dias durante o afastamento dele para comandar o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. A partir de 2027, os dois terão mandatos simultâneos no Senado. O filho do casal, Georgiano Neto, é deputado estadual no Piauí.
Onde acompanhar o trabalho do novo senador
Antes da posse no Senado, Júlio César mantém o mandato de deputado federal e canais oficiais de comunicação com eleitores e imprensa:
- Perfil na Câmara dos Deputados: camara.leg.br/deputados/74317;
- Instagram: @deputadojuliocesar;
- Facebook: facebook.com/depjuliocesar;
- YouTube: Deputado Julio Cesar.
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