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Marcelo Castro

Nascimento: 1950 São Raimundo Nonato, Piauí, Brasil
Médico psiquiatra e político piauiense, senador reeleito em 2026 e ex-ministro da Saúde no governo Dilma. Foi deputado federal por cinco mandatos e relator da PEC da Transição.

Marcelo Costa e Castro nasceu em 9 de junho de 1950, em São Raimundo Nonato, no sertão do Piauí, e construiu uma trajetória que atravessa mais de quatro décadas de política brasileira. Médico psiquiatra, entrou na vida pública em 1978, quando disputou o primeiro cargo eletivo e terminou a votação com 129 votos. Vinte anos depois, tornou-se o primeiro piauiense a ultrapassar a marca de cem mil votos numa eleição para deputado federal. Entre as duas datas, vieram mandatos estaduais, cinco legislaturas na Câmara dos Deputados, o Ministério da Saúde no governo de Dilma Rousseff e a relatoria de uma das emendas constitucionais de maior impacto da última década.

Senador desde 2019, foi reeleito em outubro de 2026 para um novo mandato de oito anos. A votação confirmou uma trajetória construída em décadas de mandatos no Piauí, onde também preside a executiva estadual do MDB. Antes do Senado, ficou conhecido nacionalmente como relator-geral do Orçamento de 2023, responsável por conduzir a PEC da Transição no Congresso.

São Raimundo Nonato, a família política e a medicina

Filho de José Dias de Castro e Clotildes Costa e Castro, Marcelo Castro cresceu numa família com tradição política no interior do Piauí: o pai foi eleito deputado estadual pela ARENA em 1970 e 1974, e tios e primos também ocuparam cargos públicos na região de São Raimundo Nonato. Antes da política, veio a medicina: formou-se pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e fez doutorado em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A estreia na política: 129 votos e três mandatos estaduais

O primeiro teste eleitoral veio em 1978, pela ARENA, numa disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Piauí. O resultado foi modesto: 129 votos e a penúltima colocação. Com o fim do bipartidarismo, filiou-se ao PMDB e foi eleito deputado estadual em 1982, 1986 e 1990. Depois dos três mandatos, passou por PSDB e PPR e ficou fora da eleição seguinte, voltando ao PMDB pouco depois.

Na década de 1990, presidiu o Instituto de Assistência e Previdência do Estado do Piauí (IAPEP) no primeiro governo de Mão Santa, no Piauí. Em 1998, já de volta ao PMDB, foi eleito deputado federal e se tornou o primeiro piauiense a romper a marca dos cem mil votos numa eleição para a Câmara dos Deputados. No governo seguinte, foi secretário de Agricultura do estado e, logo depois, reelegeu-se deputado federal em 2002.

Cinco mandatos na Câmara e a passagem pelo Ministério da Saúde

Eleito para a Câmara em 1998, Marcelo Castro foi reeleito em 2002, 2006, 2010 e 2014, somando cinco mandatos federais consecutivos. Em 2007, em meio à crise do setor aéreo que se seguiu ao acidente com o voo 1907 da Gol, integrou a CPI do Sistema de Tráfego Aéreo instalada na Câmara dos Deputados.

Em outubro de 2015, assumiu o Ministério da Saúde no governo Dilma Rousseff. Ficou no cargo até abril de 2016, com um pedido de afastamento temporário em fevereiro daquele ano. Na votação que abriu o processo de impeachment na Câmara, votou contra. Meses depois, já fora do ministério, disputou a presidência da Câmara com apoio de partidos como PT, PCdoB, PDT e PSB e foi derrotado. No governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos e da reforma trabalhista.

Senador e relator da PEC da Transição

Em 2018, foi eleito senador pelo Piauí com mais de 800 mil votos e assumiu o mandato em 2019. Foi no Senado que ganhou projeção nacional. Escolhido relator-geral do Orçamento de 2023, coube a ele apresentar o parecer da PEC da Transição, emenda constitucional aprovada em dezembro de 2022 que abriu espaço fora do teto de gastos para manter o Bolsa Família de R$ 600 e recompor o orçamento do novo governo. No mesmo período, relatou a proposta que estabeleceu regras de divisão e transparência para as emendas de relator, o chamado orçamento secreto.

O mandato atual e a reeleição em 2026

No Senado, Marcelo Castro é 1º vice-líder do Bloco Parlamentar Democracia e ocupa cadeiras em comissões como a de Assuntos Sociais e a de Desenvolvimento Regional e Turismo, além de suplências na Comissão de Constituição e Justiça e na Comissão de Educação. Preside a executiva estadual do MDB no Piauí. Em 2026, apoiou a reeleição de Rafael Fonteles ao governo do estado e disputou um novo mandato no Senado. Foi reeleito em 4 de outubro, junto com Júlio César, do PSD, numa disputa que deixou de fora o senador Ciro Nogueira.

Marcos da trajetória

  • 1950 — nasce em São Raimundo Nonato, no Piauí;
  • 1978 — primeira candidatura, pela ARENA, com 129 votos;
  • 1982, 1986 e 1990 — três mandatos de deputado estadual pelo PMDB;
  • 1998 a 2014 — cinco mandatos de deputado federal;
  • 2015-2016 — ministro da Saúde no governo Dilma Rousseff;
  • 2019 — assume o mandato de senador pelo Piauí;
  • 2022 — relator-geral do Orçamento e da PEC da Transição;
  • 2026 — reeleito senador pelo Piauí.

Como acompanhar o mandato

As ações do mandato são divulgadas nos perfis oficiais no Instagram, no YouTube e no X. No Senado Federal, o perfil parlamentar reúne proposições, relatorias, votações e pronunciamentos e é a principal fonte pública para acompanhar a atuação do senador em Brasília.

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