Kátya Chamma venceu o 1º Festival Aberto de MPB de Brasília antes de transformar a capital federal em base de uma carreira que atravessa música, literatura e produção cultural. Nascida em Brasília em 19 de agosto de 1961, ela integra a primeira geração de artistas formados na cidade e é lembrada tanto pelos discos e shows quanto pelos livros e pelo trabalho de fomento à cena independente.
Compositora, cantora, dubladora, poeta, cronista e produtora cultural, Kátya Chamma iniciou a trajetória nos festivais de música da capital, ampliou a presença em programas de rádio e televisão e consolidou a carreira na criação de um projeto cultural que apresentou bandas e artistas ao longo de mais de uma década. Seu nome tem verbete no Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira e no Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira.
Quem é Kátya Chamma
Kátya Pujals Chamma nasceu em Brasília em 19 de agosto de 1961 e cresceu junto com a cena cultural da capital. Circulou pelos principais teatros, shows e eventos de Brasília e de outros estados, apresentou-se em programas de rádio e TV e gravou jingles veiculados na mídia. A passagem por festivais de música rendeu títulos importantes, entre eles o primeiro lugar no 1º Festival Aberto de MPB de Brasília.
Na década de 1990, produziu, idealizou e apresentou o Capital Destaque, talk-show diário de televisão com enfoque especial na área cultural. O programa é um dos marcos da ligação da artista com a produção de conteúdo e com a divulgação de músicos, escritores e artistas visuais da cidade.
Ao longo dos anos, a agenda pública de Kátya Chamma somou shows na Sala Martins Pena, do Teatro Nacional de Brasília, apresentações ao ar livre em frente à Torre de TV e pocket-shows com entrevista no projeto Café com Letras, durante edições da Feira do Livro de Brasília. Esses eventos ajudam a situar a artista no circuito cultural da capital, onde música e literatura costumam se cruzar.
Da música independente aos palcos e coletâneas
Em 2000, Kátya Chamma fez uma participação especial em show de Roberto Menescal e Wanda Sá, em Brasília. A aproximação com Menescal desembocou no álbum Katya Chamma, lançado em 2003 com doze faixas autorais e participação especial do violonista e compositor carioca. A capa e o encarte do disco foram assinados pelo designer GLAUBOS.
Em 2011, integrou a coletânea News From Brazil, lançada pelo selo Sonarts. Dois anos depois, participou da coletânea literária Letristas em Cena, organizada pelo Clube Caiubi de Compositores, e dos dois volumes do disco coletivo A Nova MPB, também do Clube Caiubi. A presença em projetos coletivos conviveu com a produção autoral e com a atuação em instituições literárias.
Dança de Espelhos e a escrita
Em 2005, publicou o livro Dança de Espelhos, com o subtítulo Zarabatana e outros poemas. A obra reúne poemas, crônicas, ensaios e haicais e marca a passagem da compositora para a literatura depois de anos de trabalho com letras e canções. O site oficial anuncia o lançamento de No Tempo das Romãs, livro que retoma poemas anteriores que não aparecem no primeiro volume, com sessões em Brasília e no Rio de Janeiro.
Projeto GALLera Rock e a produção cultural
Em 2010, Kátya Chamma levou aos palcos a primeira edição do Projeto GALLera Rock, iniciativa cultural criada para difundir a produção independente e abrir espaço para bandas e artistas jovens por meio de shows, festivais e mostras populares. O projeto ganhou novas edições em 2011, 2012, 2013 e 2014, quando chegou à quinta edição; em 2015, bateu recorde de público. A sexta edição ocupou o palco do Chão de Estrelas, antigo pub da 302 Norte, com as bandas Young Foxes, Sixty One Secret e Noa. A sétima edição foi realizada em 2021, consolidando o GALLera Rock como evento tradicional da agenda cultural de Brasília.
O trabalho de produção cultural também se estendeu a instituições. Em 2011, a artista tomou posse na Academia de Letras de Taguatinga, no Distrito Federal. Em 2013, ingressou na Academia de Letras do Brasil e recebeu a Medalha de Honra ao Mérito do Clube Caiubi de Compositores.
Reconhecimento público
Além dos verbetes em dicionários da música popular, a trajetória de Kátya Chamma acumula marcos institucionais e artísticos:
- primeiro lugar no 1º Festival Aberto de MPB de Brasília;
- verbete no Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira, de 2006, e no Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira;
- destaque no Jornal das Gravadoras, em 2006, entre nomes da música independente brasileira;
- posse na Academia de Letras de Taguatinga, em 2011, e na Academia de Letras do Brasil, em 2013;
- Medalha de Honra ao Mérito do Clube Caiubi de Compositores e Comenda Título Paul Harris, do Rotary International.
Onde acompanhar o trabalho de Kátya Chamma
A artista mantém o site oficial katyachamma.com, com informações sobre shows, discos e a agenda do GALLera Rock, além de canais como YouTube, Instagram, Facebook e SoundCloud, onde publica clipes, músicas e novidades. O disco Katya Chamma está disponível em serviços de streaming, entre eles o Apple Music.
Quem se interessa pela cena musical de Brasília e pela literatura produzida na capital pode explorar as páginas de Música e Literatura aqui no site, que reúnem outras figuras ligadas a esses dois universos.



