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Luiz Carlos Prates

Nascimento: 1943 Santiago, RS / Florianópolis, SC
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Radialista e jornalista nascido em Santiago (RS), em Florianópolis desde 1981. Psicologia pela PUC-RS, sem clínica. Comentarista e colunista no OCP News.

O diploma de psicologia da PUC-RS, de 1972, não virou consultório. Luiz Carlos Prates nasceu em 26 de janeiro de 1943 em Santiago, no Rio Grande do Sul, filho único, e morou até os sete anos numa fazenda da cidade natal. Quem chega ao nome hoje raramente procura um psicólogo. Procura o comentarista de voz seca que passou do rádio gaúcho para a televisão e para as colunas de Santa Catarina, e que ficou marcado por falas que saíram do jornal e continuaram circulando sozinhas.

Há três dúvidas que o nome carrega. De onde veio o radialista. Por que a formação em psicologia ficou sem clínica. E o que ele disse, de fato, nas frases que seguiram sozinhas — o carro e o “miserável” em 2010, a defesa pública do regime militar em 2009, o afastamento no SBT em 2015. O restante da trajetória é uma sucessão de microfones: Porto Alegre, Copas, Florianópolis, RBS, SBT, Record e, ainda em 2026, texto assinado no OCP News.

Quem é Luiz Carlos Prates

Prates é jornalista e radialista brasileiro. Os veículos em que trabalhou e a biografia pública o descrevem do mesmo modo: formado em psicologia, sem exercício da profissão, conhecido pelos comentários em afiliadas da Rede Globo e do SBT e por uma opinião política conservadora, dita sem rodeio. A residência registrada é Florianópolis. A mudança para Santa Catarina é de 1981. Antes disso, a vida pública inteira estava no Rio Grande do Sul.

O ofício tardio não é o de repórter de rua nem o de cronista de costume. É opinativo. Frase curta, julgamento explícito, pouca concessão a quem espera neutralidade de telejornal. Quem abre uma coluna ou um vídeo já encontra tese, não uma apuração em aberto. Essa escolha explica por que o nome sobrevive fora da emissora: a fala foi feita para ser repetida, e foi.

Da fazenda em Santiago ao microfone em Porto Alegre

A infância registrada é curta e concreta. Filho único, fazenda em Santiago até os sete anos, adolescência em Santa Maria. Em 1960, já em Porto Alegre, começou na extinta Rádio Porto Alegre como repórter, locutor e narrador de futebol de salão e de basquete. No ano seguinte passou pela Rádio Difusora e, em seguida, pela Rádio Guaíba, onde ficou quase dez anos. Entre 1964 e 1969 foi repórter da Voz da América no Brasil. Também há passagem pela Rádio Farroupilha e pela TV Difusora de Porto Alegre.

Em 1975 entrou na Rádio Gaúcha, como locutor, por sete anos. Em 1977 passou a apresentar o Jornal do Almoço na RBS TV Porto Alegre, afiliada da Globo. A nota profissional publicada junto às colunas resume o esporte de outro jeito: 25 anos narrando futebol na Guaíba e na Gaúcha, com início em basquete e futsal. Os marcos de estação estão na biografia pública com data. O número redondo de 25 anos é a conta que ele mesmo faz circular, não um número conferido em contrato.

A mesma nota lista coberturas de Copa do Mundo: 1974, narrador da Rádio Gaúcha na Alemanha; 1978, pela Rádio Guaíba na Argentina; 1986 e 1990, pelo Diário Catarinense, no México e na Itália. Outras sínteses falam em quatro Copas entre 1978 e 1990, sem o mesmo detalhe de emissora. O que não muda é o ofício. Durante uma fatia longa da carreira, Prates foi voz de jogo antes de ser só voz de opinião.

O diploma de psicologia que não clinicou

Em 1972 concluiu psicologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. O dado se repete na biografia pública, em perfis de imprensa e no rodapé das colunas atuais: jornalista e psicólogo. O complemento também se repete, e é o que evita o equívoco. Ele não clinicou. A formação aparece como lente — leitura de comportamento, família, motivação, inquietação — e não como consultório.

Isso explica um tipo de texto que não é o de um comentarista só de escalação. Nas colunas de 2025 e 2026 ele mistura notícia do dia, frase de almanaque e julgamento moral. Em dezembro de 2025, ao escrever sobre casamento, contou que apresentava o “Notícia na Tarde” na CBN de Florianópolis quando alunas de um colégio lhe perguntaram o que era casamento. A resposta que ele registra é a dele: amizade que cresce até a vida pôr o ponto final. Não é teoria de divã. É o uso público de quem estudou psicologia e escolheu o microfone.

A nota que acompanha as colunas acrescenta doze anos na CBN de Florianópolis e quatro na CBN de Lages, além de palestras há mais de trinta anos, descritas como fala sem slide. O que dá para afirmar sem o texto de agência é o que o próprio jornal estampa em todo texto: palestrante, além de jornalista e psicólogo.

Santa Catarina, o Diário Catarinense e a saída da RBS

Em 1981 Prates deixou o Rio Grande do Sul e foi para Santa Catarina. Trabalhou na TV Eldorado, de Criciúma, e na TV Cultura de Florianópolis. Em 1983 assumiu a coordenação de esportes da RBS TV de Florianópolis: narração de futebol e comentário esportivo no Jornal do Almoço. Também apresentou na rádio CBN Diário e na TVCOM, manteve blog no ClicRBS e assinou o Diário Catarinense e o Diário Gaúcho.

A nota profissional o apresenta como o primeiro colunista selecionado do Diário Catarinense, num trabalho iniciado em 1986. A saída do Grupo RBS tem data fechada: janeiro de 2011. O Diário Catarinense noticiou a saída do colunista. O motivo oficial não foi confirmado pela empresa. O comentário de novembro de 2010 já tinha gerado protesto público, e é esse o contexto em que a saída foi lida.

As falas que a plateia não esqueceu

Em novembro de 2010, na RBS, ao comentar mortes no trânsito catarinense no feriado da Proclamação da República e no Dia de Finados, Prates atribuiu o problema à popularização do carro no governo Lula, que chamou de “governo espúrio”. A frase que atravessou os vídeos, reproduzida pela Rede Brasil Atual e por outros veículos, foi esta: hoje qualquer miserável tem um carro. No mesmo comentário entrou o comportamento urbano — casais que não se toleram, a “gaiola” chamada de apartamento, a “estultícia”. Os vídeos passaram de um milhão de exibições. Não foi um tropeço de uma linha. Foi um raciocínio inteiro, dito no ar, e por isso continuou fácil de achar.

Em dezembro de 2009 ele já tinha escolhido outro terreno. Declarou que João Baptista Figueiredo, último presidente do regime militar, “ensinou o caminho da verdadeira luta e da verdadeira e legítima democracia”, disse ter tido liberdade plena naquele período e tratou o regime como mais brando do que a memória pública costuma admitir. São falas de política, não de esporte. Quem separa o narrador de Copa do comentarista de 2009 está lendo duas fases do mesmo microfone.

Em 14 de abril de 2015 o SBT Santa Catarina o afastou por um comentário sobre depressão e pessoas depressivas. Voltou em 4 de maio. Em 24 de junho daquele ano a RedeTV! o contratou como comentarista do RedeTV! News. Em 4 de julho de 2016 retornou ao SBT Santa Catarina, onde ficou até abril de 2018. Em 20 de abril de 2018 o Grupo RIC, afiliado da Record em Santa Catarina, anunciou a contratação. Além do comentário na TV, passou a assinar o jornal Notícias do Dia. Ficou na casa até março de 2021. Em entrevista publicada na saída, ele situou a demissão na contramão da postura da empresa na pandemia.

Essa sequência importa para quem só conhece um clipe. Prates não sumiu depois do vídeo de 2010. Trocou de emissora, voltou, trocou de novo. A opinião pesada era o que essas casas continuavam colocando no ar, até o rompimento público de 2021.

Coluna, câmera e o que ainda está no ar

O arquivo de autor no OCP News segue no ar, com textos assinados pelo menos até 2026. “Ser feliz”, de 9 de maio de 2026, é um exemplo recente: opinião curta, gancho do cotidiano e o rodapé fixo de jornalista, psicólogo e palestrante. O mesmo selo aparece em colunas de 2025 sobre casamento, psicoterapia e vida prática. Não é livro. É rotina de jornal: um texto, uma tese, a assinatura.

No YouTube, o canal Rádio Prates publica comentários curtos com o nome dele no título. As descrições apontam um site próprio, luizcarlosprates.com.br, que não abre. O canal, não. O perfil luizcarlospratesoficial se apresenta com a mesma tríade — jornalista, psicólogo da PUC-RS, palestrante — e republica falas de telejornal.

Quem quer o narrador de ginásio encontra a década de 1960 e as Copas. Quem quer o diploma encontra 1972 e a decisão de não clinicar. Quem quer a polêmica encontra 2009, 2010, 2015 e a saída de 2021, com frase e data, não com adjetivo. O que resta em circulação é coluna no OCP News, vídeo no canal que leva o sobrenome, e uma voz que o telespectador catarinense já sabe como termina a frase.

  • 1943: nascimento em Santiago (RS); infância na fazenda e adolescência em Santa Maria.
  • 1960: estreia na Rádio Porto Alegre; anos seguintes na Difusora e na Guaíba.
  • 1964–1969: repórter da Voz da América no Brasil.
  • 1972: formatura em psicologia pela PUC-RS, sem clínica.
  • 1977: Jornal do Almoço na RBS TV Porto Alegre.
  • 1981: mudança para Santa Catarina; em 1983, esportes na RBS TV Florianópolis.
  • 2011: saída do Grupo RBS, no rastro do comentário sobre o carro.
  • 2015–2021: SBT Santa Catarina, RedeTV! News e RIC/Notícias do Dia.
  • 2026: colunas ainda assinadas no OCP News.

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Rádio Prates
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Canal de comentários curtos de Luiz Carlos Prates no YouTube, em monólogos de poucos minutos sobre comportamento, política e cotidiano.
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Textos de opinião assinados por Luiz Carlos Prates no OCP News, com o selo de jornalista, psicólogo e palestrante.
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