Coluna no OCP News é o texto assinado de Luiz Carlos Prates no jornal digital de Santa Catarina ligado a O Correio do Povo. Não é livro, não é newsletter com edição fechada e não substitui o comentário de câmera. É o formato em que a mesma voz chega sem terno na tela: um gancho do dia, uma lembrança de redação ou de rádio, e um julgamento que não pede licença.
O arquivo de autor reúne essas peças num só lugar. O rodapé não muda. Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de trinta anos, opina sobre assuntos polêmicos. Essa linha, repetida pelo jornal, é o contrato de leitura. Ninguém abre o texto atrás de uma reportagem equilibrada. Abre atrás da opinião de um homem que fez carreira dizendo a frase até o fim.
Como o texto se organiza
A peça típica é curta. Começa num fato miúdo ou numa lembrança — uma caminhada, uma pergunta de alunas na CBN, um recorte de jornal, uma cena de família — e escorrega para uma regra de conduta. Os intertítulos internos costumam ser uma palavra: vida, memória, psicologia, falta dizer. No fim, sobra uma sentença. Não há entrevista, não há box de serviço, não há “o outro lado”.
Em 9 de dezembro de 2025, em “Casamentos eternos”, ele recupera o tempo em que apresentava o “Notícia na Tarde” na CBN de Florianópolis e a pergunta de uma estudante sobre o que era casamento. Em 23 de outubro de 2025, “Largar faz bem” abre com a razão pela qual, no entendimento dele, as pessoas fazem psicoterapia. Em 9 de maio de 2026, “Ser feliz” ainda está no ar, com o mesmo selo. A coluna não é arquivo morto de quem saiu da RIC em 2021. Continua sendo publicada.
O que a psicologia faz nesse texto
O diploma de 1972 na PUC-RS não aparece como clínica. Aparece como licença para falar de casamento, desapego, inquietação e hábito. Prates trata comportamento como quem passou a vida em redação, não como quem atende. A palavra psicologia entra no texto do lado da opinião, nunca do lado de um caso clínico identificável. Quem busca orientação terapêutica não encontra protocolo aqui. Encontra o julgamento de um comentarista que estudou o tema e escolheu o jornal.
Para quem a coluna serve
- Leitor de Santa Catarina que já cruzou com o nome no Diário Catarinense, na RBS, no SBT ou na RIC e quer o texto de agora.
- Quem viu um vídeo antigo e precisa saber se a opinião continua, e em que tom.
- Quem prefere ler a sentença em vez de ouvir os três minutos do canal.
O caminho é direto: o arquivo de autor no OCP News lista as peças assinadas. Não há preço, não há clube e não há edição de colecionador. O jornal pode pedir assinatura ou cadastro em algumas páginas, como qualquer diário digital. Isso não transforma a coluna num produto à parte do veículo. Ela mora dentro do OCP News.
O limite também é claro. A coluna explica como Luiz Carlos Prates lê o cotidiano. Não explica o cotidiano no lugar dele, não traz documento, não corrige a própria frase antiga e não funciona como biografia. Para a trajetória — Santiago, PUC-RS, Copas, RBS, o comentário de 2010, o SBT, a RIC — o perfil é outro. Aqui fica o uso semanal dessa trajetória: uma assinatura, um tema, e a certeza de que o parágrafo final não vai amenizar.


