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Plínio Valério

Francisco Plínio Valério Tomaz

Nascimento: 1955 Eirunepé, AM / Manaus, AM
Jornalista de Eirunepé e senador pelo Amazonas desde 2019. Reeleito pelo PSDB em 2026, permanece no mandato até 2035.

Plínio Valério chegou ao Senado em 2019 com 834.809 votos, o maior placar daquele ano no Amazonas, e em 4 de outubro de 2026 o estado o reconduziu: 948.793 votos, 24,7% dos válidos, na segunda vaga, atrás de Eduardo Braga. O período novo vai de fevereiro de 2027 a 2035. No intervalo, o jornalista de Eirunepé presidiu a CPI das ONGs, apresentou o projeto que, depois de modificado no Congresso, virou a lei de autonomia do Banco Central e fez da pavimentação da BR-319 uma frase repetida em discurso e campanha.

O nome civil é Francisco Plínio Valério Tomaz. Nasceu em 31 de janeiro de 1955, em Eirunepé, filho de Amaury Feitosa Tomaz e Alice Valério Tomaz. No texto que publica nas redes, chama a si mesmo de caboclo das barrancas do Juruá. A vida eleitoral se fixou em Manaus. O Senado informa um escritório de apoio na avenida Dr. Theomário Pinto da Costa, 811, sala 1805, no bairro Chapada. O gabinete em Brasília fica no Anexo 1, 25º pavimento.

Da escola de Eirunepé à redação

O primário foi no Grupo Escolar Felipe Cunha, em Eirunepé. O científico, no Colégio Estadual do Amazonas, em Manaus. O superior foi Jornalismo na Universidade do Amazonas, a atual Universidade Federal do Amazonas. A ficha oficial do Senado registra a profissão de jornalista. Antes do plenário, trabalhou também como radialista e relações públicas.

Desse período restam dois livros de circulação estreita, anteriores à cadeira federal. O dicionário histórico da Fundação Getulio Vargas registra Água Barrenta, de 1981, pela Livraria Nacional, e Pra lá do fim do mundo, onde o rio acolhe os mortos, de 1996, pela Gráfica Vitória Régia. Não são o motivo pelo qual o nome aparece no noticiário de 2026. Servem para mostrar que a escrita veio antes da urna.

Vereador em Manaus e a suplência de 2013

A tabela de mandatos do Senado lista vereador em quatro trechos: 1999 a 2000, 2001 a 2004, 2013 a 2016 e 2017 a 2019. No meio dessa rotina municipal houve uma passagem curta pela Câmara dos Deputados. Como suplente, assumiu o mandato federal de 6 de março a 27 de novembro de 2013, cerca de oito meses, e voltou à Câmara de Manaus.

As urnas anteriores ao PSDB não foram lineares. Pelo Partido Verde, concorreu ao Senado em 2002, com 265.861 votos, e de novo em 2006, com 158.333, sem se eleger. Em 2004 tentou a prefeitura de Manaus e ficou com 76.896 votos, 10,24% dos válidos. Em 2010, pelo Democratas, saiu suplente de deputado federal, com 79.499 votos. A volta à Câmara Municipal, já no PSDB, veio em 2012, com 12.053 votos. Em 2016 renovou a cadeira de vereador com 8.348 votos.

Há um registro mais antigo, fora dessa tabela de vitórias. O Instituto Durango Duarte guarda filme de campanha a vereador de Manaus pelo PDT nas eleições de 1996. O vídeo mostra a candidatura. Não substitui a ata de posse que o Senado começa a contar em 1999.

834 mil votos e a recondução de 2026

Em 2018 foi o candidato ao Senado mais votado no Amazonas: 834.809 votos, 25,36% dos válidos. Tomou posse em 1º de fevereiro de 2019. A chapa daquele ciclo, ainda na ficha do mandato 2019-2027, tem como suplentes Carlos Alberto de Castro Almeida e Jacira Maria Alves de Souza. O número de 2018 é o que ele repete na bio do X e do canal no YouTube.

A reeleição mudou a chapa. A Federação PSDB/Cidadania homologou Kelly Barbosa, primeira-dama de Tefé e ex-secretária municipal de Assistência Social, como primeira suplente, e a professora de História aposentada Judite da Silva Pinho, a Professora Judite, como segunda. O número de urna foi 455. A Agência Senado e o PSDB registraram 948.793 votos. Eduardo Braga, do MDB, levou a outra vaga, com 1.240.471 votos, 32,3% dos válidos.

A página do Senado, depois da eleição, ainda descreve o período em exercício como 2019-2027 e indica Plínio Valério como líder do PSDB no Bloco Parlamentar Democracia. O mandato novo só começa em fevereiro de 2027. Até lá, a cadeira é a do primeiro período. Na biografia que mantém no X, ele também se apresenta como presidente do PSDB no Amazonas. São dois papéis diferentes: liderança da bancada no Congresso e comando estadual da legenda.

O que saiu com o nome dele, e o que o texto final cortou

O projeto de alcance nacional mais citado é o PLP 19/2019, de sua autoria, sobre nomeação e exoneração do presidente e dos diretores do Banco Central. No Congresso o texto cresceu. Um substitutivo ampliou o objeto, e a matéria foi apensada a proposta do Executivo sobre autonomia técnica e financeira da autarquia. O que foi sancionado em 24 de fevereiro de 2021 é a Lei Complementar 179, que define objetivos do Banco Central, trata da autonomia e fixa mandatos para a diretoria. Anos depois, em pronunciamento sobre a liquidação do Banco Master, ele voltou a atribuir àquela autonomia a decisão tomada pelo próprio Banco Central, e não pelo governo do dia.

Na saúde, a autoria está na tramitação publicada pela Câmara dos Deputados. O Projeto de Lei 499/2025, apresentado por ele, tornou-se a Lei 15.284, de 18 de dezembro de 2025. A lei altera a Lei 11.664/2008 para assegurar mamografia pelo SUS a mulheres a partir dos 40 anos, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. O projeto original previa exame anual. A Câmara, em substitutivo do deputado Adail Filho, retirou a palavra “anualmente”. O Senado aceitou a mudança, com relatório da senadora Damares Alves. A sanção de Luiz Inácio Lula da Silva manteve a periodicidade nas regras do ministério. O direito à faixa etária entrou. A obrigação de repetir o exame todo ano, não.

Em discurso de 2 de junho de 2022, ele relacionou o mandato também à Lei 14.164, de 2021, que incluiu a prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica. Falou em normas que o Parlamento tinha proposto, e citou essa lei ao lado da autonomia do Banco Central.

  • Lei Complementar 179/2021, saída do PLP 19/2019 depois de alterações no Congresso, sobre autonomia e mandatos no Banco Central.
  • Lei 14.164/2021, citada por ele em plenário como norma de prevenção da violência contra a mulher na educação básica.
  • Lei 15.284/2025, mamografia pelo SUS a partir dos 40 anos, sem a periodicidade anual que o projeto original pedia.

BR-319, Zona Franca e a CPI das ONGs

A pauta amazonense que ele trata como inegociável é a pavimentação da BR-319, a rodovia entre Manaus e Porto Velho. Em entrevistas e redes, apresenta o asfalto como ligação terrestre do estado com o resto do país e como direito de ir e vir de quem vive longe do asfalto, não como obra de vitrine. A outra defesa constante é o modelo tributário da Zona Franca de Manaus. Em 2026 pediu para ingressar como amicus curiae em ação da Fiesp contra créditos presumidos da reforma tributária, com o argumento de evitar perda para o polo industrial.

Em 2023 presidiu a CPI das ONGs, aberta para investigar atuação e financiamento de organizações não governamentais na Amazônia. A Agência Senado lembrou essa presidência ao noticiar a reeleição. O relatório aprovado criticou o modo como parte dessas entidades opera na região e propôs mudanças na lei. A comissão não fechou em uma voz só. O senador Beto Faro apresentou parecer contrário e alertou que as conclusões poderiam criminalizar organizações que trabalham na Amazônia.

Supremo, mandato de ministro e impeachment

Fora da pauta do rio e da estrada, o mandato encosta no debate sobre o Supremo Tribunal Federal. Ele é autor de proposta de emenda para fixar mandato aos ministros da Corte. A proposta de emenda à Constituição 16, de 2019, falava em oito anos. Nas redes, afirma ter assinado pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes. É posição política anunciada por ele, não deliberação concluída pelo Senado. Quem lê só esse trecho perde o resto: a cadeira é do PSDB do Amazonas, e o grosso dos pronunciamentos locais continua na rodovia, na Zona Franca e nas emendas aos municípios.

Comissões, gabinete e onde acompanhar

Entre as comissões titulares com designação em 19 de fevereiro de 2025 estão Assuntos Econômicos, Assuntos Sociais, Comunicação e Direito Digital e Direitos Humanos e Legislação Participativa. Na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania entrou como suplente em 5 de maio de 2026. O e-mail de gabinete publicado é sen.pliniovalerio@senado.leg.br. Os telefones da ficha são (61) 3303-2898 e 3303-2800.

A página institucional está no perfil do Senado Federal. O canal no YouTube chamado Senador Plínio Valério repete, na descrição, os 834.809 votos e as barrancas do Juruá. No Instagram, o perfil plinio.valerio publica agenda, discurso e campanha. No X, a conta @PlinioValerio45 existe desde 2 de fevereiro de 2019, início do mandato. O Facebook PlinioValerioAM usa a mesma frase curta de apresentação.

Outros nomes da vida pública brasileira estão reunidos na página de política. O recorte deste perfil continua específico: jornalista do Juruá, vereador de Manaus em mais de um ciclo, deputado federal por oito meses em 2013, senador desde 2019 e reeleito em 2026 para ficar até 2035, com a BR-319, a Zona Franca de Manaus e um projeto de autonomia do Banco Central no centro do que o plenário associou ao mandato.

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