1001 Trovas reúne, em formato digital, uma coletânea de quadras que circulam há gerações na cultura popular brasileira e portuguesa. Organizado por Braz Chediak e publicado em 2018, o livro chega ao leitor como um inventário afetivo da poesia oral: versos curtos, de origem muitas vezes anônima, que atravessaram o tempo pela voz do povo, e não pelos livros.
A trova é uma das formas mais antigas e mais fáceis de memorizar da poesia em língua portuguesa: quatro versos de sete sílabas, com rima alternada, usados há séculos em cantorias, desafios, quadras e cantigas. Boa parte desse repertório chegou até nós pela oralidade e só foi registrada graças ao trabalho paciente de pesquisadores do folclore e da arte popular — é esse material que o livro de Chediak coloca ao alcance de qualquer leitor.
Por que o livro interessa
Segundo a apresentação da edição, trata-se de uma coletânea importante de trovas que fazem parte do inconsciente coletivo do país. O trabalho resultou num livro alegre, de leitura fácil e de profundo conhecimento do que há de mais popular na cultura brasileira e portuguesa — um panorama indicado para alunos, professores e todos os interessados em arte popular.
Para quem estuda cultura popular, o volume serve como fonte de consulta e de pesquisa sobre formas poéticas tradicionais. Para quem lê por prazer, funciona como um livro para abrir em qualquer página, ler algumas quadras em voz alta e guardar outras de memória.
Relação com a obra de Braz Chediak
A coletânea faz parte da fase literária do cineasta, iniciada depois de sua saída da direção de filmes, no início dos anos 1980. O mesmo autor que adaptou Plínio Marcos e Nelson Rodrigues para o cinema publicou romances, contos e crônicas, e encontrou nas trovas uma ponte entre a literatura e a cultura popular brasileira — território que ele conhece desde a infância no interior de Minas Gerais.
Como ler
1001 Trovas está disponível como eBook Kindle na Amazon. O formato digital permite ajustar o tamanho da fonte, fazer buscas no texto e carregar a coletânea em qualquer aparelho compatível, o que ajuda quem quer usar o livro em sala de aula, em rodas de leitura ou em pesquisas sobre poesia popular.



