Foto ilustrativa do produtor Rubem Alves

Projeto relacionado a:

Rubem Alves
Imagem promocional do produto A alegria de ensinar

A alegria de ensinar

Educação Carreira Desenvolvimento Pessoal Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Ensaios curtos de Rubem Alves sobre o ofício de ensinar como arte, espanto e presença — o livro que professor encontra primeiro.

Professor que abre A alegria de ensinar não encontra manual de aula. Encontra um ensaio curto, quase conversa, sobre o ofício que Alves recusava reduzir a técnica, grade e vestibular. O volume da Papirus — 96 páginas, em circulação há décadas — é a porta mais frequente para quem chega ao educador pela sala de aula, não pela teologia.

A frase que abre muitas apresentações do livro diz que ensinar é um exercício de imortalidade: o professor segue vivo nos olhos de quem aprendeu a ver o mundo pela palavra dele. Outra, igualmente citada, compara o nascimento do pensamento ao nascimento de uma criança: começa com um ato de amor, e a semente é o sonho. Não são enfeites. São o argumento. Educador, antes de especialista em ferramenta do saber, deveria ser intérprete de sonhos.

O que o livro discute

Alves separa o que se aprende sozinho — matemática, física, geografia, o conteúdo que livro e computador já carregam — daquilo que pede presença: ensinar a ver. Quem vê bem, escreveu, não se entedia com a vida. O educador aponta, sorri e espera o sorriso do discípulo. Quando os dois olham a mesma coisa, a aula aconteceu.

Essa tese corta a escola que só treina para o exame. O vestibular aparece como deformação: a escola deixa de educar para adestrar. O tom não é de denúncia administrativa. É de ofício ferido. O palhaço entra no picadeiro todos os dias com a missão renovada de divertir; o professor deveria entrar na sala com a mesma seriedade alegre — ridendo dicere severum, rindo, dizer coisas sérias.

  • Ensinar como arte e presença, não como depósito de conteúdo.
  • Crítica à escola que vive para o vestibular.
  • Espanto, olhar e encantamento como começo da aprendizagem.
  • Texto curto, próprio para formação de professores e leitura em grupo.

Para quem faz sentido

Serve a professor da educação básica, coordenador pedagógico, estudante de licenciatura e leitor que quer o Alves da educação sem atravessar primeiro a tese de Princeton. Não substitui Pedagogia do oprimido nem pretende método de alfabetização. Mora noutro território: o da escola que vira asa ou gaiola, o da aula que provoca pesquisa em vez de entregar resposta pronta.

Quem já leu Conversas com quem gosta de ensinar ou Por uma educação romântica reconhece a mesma voz em dose menor e mais citável. A alegria de ensinar funciona como cartão de visita. A Papirus o mantém em reimpressão; a edição corrente tem ISBN 978-8530805906.

Como ler sem transformar em cartaz

O risco do livro é o mesmo da fama do autor: a frase solta no mural, descolada da crítica. Alves não pedia escola “bonitinha”. Pedia escola que não mate a curiosidade. Ler o volume inteiro — são poucas páginas — devolve o contexto. A imortalidade do professor não é elogio vazio; é responsabilidade. Se a palavra do adulto ensina a ver, também pode ensinar a não ver.

Na biografia de Rubem Alves, este título explica a busca pedagógica. Os outros eixos — teologia da libertação, crônica, literatura infantil — pedem obras distintas. Quem quer o educador, começa aqui.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse A alegria de ensinar.


O que você acha deste Projeto?

O projeto A alegria de ensinar entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por A alegria de ensinar, talvez também queira conhecer outros projetos de Rubem Alves.

Ver perfil completo
Ostra feliz não faz pérola
Ostra feliz não faz pérola
Crônicas de Rubem Alves sobre criação, dor e curiosidade; segundo lugar no Jabuti 2009 em Contos e Crônicas.
00%
00%
A menina e o pássaro encantado
A menina e o pássaro encantado
Primeira história infantil de Rubem Alves, escrita para a filha Raquel: uma menina, um pássaro livre e a saudade de quem ama sem prender.
00%
00%