Foto ilustrativa do produtor Bernardo Guimarães

Projeto relacionado a:

Bernardo Guimarães
Imagem promocional do produto A Escrava Isaura

A Escrava Isaura

Educação Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

A Escrava Isaura, romance de 1875 de Bernardo Guimarães, narra a perseguição de Isaura por Leôncio e virou clássico abolicionista e escolar.

A Escrava Isaura é o romance que tornou Bernardo Guimarães o autor brasileiro mais lido de sua época e, ainda hoje, o título pelo qual a maior parte das pessoas chega até ele. Publicado em 1875 pela Garnier, o livro acompanha Isaura, filha do feitor branco Miguel e de uma escravizada negra, criada na casa-grande de uma fazenda em Campos dos Goytacazes.

A dona da casa a educa como moça da elite: piano, leitura, modos. Com a morte da protetora, o filho Leôncio assume o poder sobre ela. Casado, violento e obcecado, ele quer a jovem por consentimento e, ao mesmo tempo, como propriedade. Isaura foge com o pai, vive um intervalo de aparente liberdade, conhece Álvaro — rico, republicano, abolicionista — e é recapturada. O desfecho romântico, com a libertação e o casamento, é o que o público do século XIX esperava. O que permanece é a encenação da escravidão como humilhação cotidiana, chantagem sexual e direito de posse.

Por que o livro ainda é procurado

A busca atual mistura vestibular, lista de clássicos e memória da telenovela. A adaptação da Globo, de 1976, com Lucélia Santos e Rubens de Falco, saiu do Brasil e circulou em dezenas de países. A Record fez outra versão em 2004. Quem lê o romance depois da tela costuma se surpreender com o tom: há sentimentalismo, vilão nítido e heroína idealizada, mas também um retrato da casa-grande que não precisa de discurso para mostrar o abuso.

Há uma discussão justa sobre o recorte racial da protagonista. Isaura é mestiça de pele clara, distante da senzala. O próprio romance usa essa diferença para comover o leitor da corte. Isso não anula a denúncia; muda o ângulo. Ler A Escrava Isaura hoje é ler um documento do romantismo abolicionista e, ao mesmo tempo, um limite: a escravidão entra em cena pela excepcionalidade da heroína, não pela massa escravizada.

Para quem este livro faz sentido

  • Quem quer o romance de Bernardo Guimarães que realmente circula em escola, clube de leitura e catálogo.
  • Quem chegou pela novela e quer o texto de 1875, sem o recorte da adaptação.
  • Quem estuda romantismo, escravidão e formação do romance brasileiro no século XIX.

A edição em português aqui é texto integral em capa comum, adequada para leitura corrente. Como a obra está no domínio público, há muitas versões no mercado; o que muda é diagramação, notas e formato. Confira se a edição traz o romance completo, não um resumo escolar disfarçado.

Como se relaciona com o restante da obra

A Escrava Isaura é o livro da fama, não necessariamente o da crítica. Quem quiser o autor além da heroína deve seguir para O Seminarista, de 1872, e para o regionalismo de O Garimpeiro. Os três juntos mostram o juiz, o professor e o romancista de interior, não só o nome por trás da novela.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse A Escrava Isaura.


O que você acha deste Projeto?

O projeto A Escrava Isaura entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por A Escrava Isaura, talvez também queira conhecer outros projetos de Bernardo Guimarães.

Ver perfil completo
O Seminarista
O Seminarista
O Seminarista, romance de 1872 de Bernardo Guimarães, narra Eugênio e Margarida e é o livro que a crítica costuma preferir a A Escrava Isaura.
00%
00%
O Garimpeiro
O Garimpeiro
O Garimpeiro, romance de 1872 de Bernardo Guimarães, segue Elias no interior de Minas em busca de fortuna para casar com Lúcia.
00%
00%