Contexto e proposta de A República Velha: Instituições e Classes Sociais (1889-1930)
A República Velha: Instituições e Classes Sociais (1889-1930) é o primeiro tomo do estudo que Edgard Carone dedicou à Primeira República. Publicado em 1970, o livro combina uma seleção de documentos com análise própria — fórmula que o autor repetiria em toda a série republicana. Em vez de resumir a historiografia existente, Carone preferiu montar o dossiê e conduzir o leitor pelas fontes.
A primeira parte examina as instituições: a Constituição de 1891, o federalismo, a política dos governadores, o coronelismo e a atuação das Forças Armadas na vida política. A segunda parte trata das classes sociais — oligarquias cafeeiras, comerciantes, camadas médias urbanas, imigrantes e trabalhadores — e mostra como o poder se organizava do município ao governo federal.
Método documental
O volume reproduz leis, mensagens presidenciais, programas partidários, artigos de imprensa e relatos de época. A narrativa de Carone costura esses materiais sem esconder as lacunas, o que transformou o livro em obra de consulta para quem pesquisa a República Velha em arquivos e bibliotecas.
Relação com o volume seguinte
Instituições e Classes Sociais tem como companheiro República Velha: Evolução Política, publicado no ano seguinte e originado da tese de doutorado defendida por Carone na USP. Juntos, os dois tomos formam a entrada da série que se estende até A República Liberal (1985).
Para quem é indicado
Estudantes que precisam de fontes comentadas sobre 1889-1930, professores que montam cursos sobre a Primeira República e pesquisadores da formação do Estado brasileiro encontram aqui material difícil de reunir em um único volume — da legislação trabalhista inexistente à época às disputas entre estados.





