Contexto e proposta de Águas Tranquilas
Águas Tranquilas é uma pintura de 1922 de Ernesto Quissak, feita na fase em que o artista apresentava paisagens nos salões oficiais de belas artes do Rio de Janeiro. A tela mostra um curso d'água tranquilo, com vegetação nas margens, e pertence ao conjunto de obras de cunho acadêmico que marcaram sua produção no início dos anos 1920.
A pintura foi exposta na Exposição Geral de Belas Artes de 1922, ao lado de "Fazenda Velha" e "Sol de Maio". Naquele ano, a Revista Fon-Fon reproduziu a obra e publicou uma apreciação elogiosa, afirmando que "Águas Tranquilas" era "talvez o melhor quadro que o jovem pintor mandou ao Salon", por reunir "coloridos novos, método, beleza, argúcia de observação e uma perfeita uniformidade".
O quadro ajuda a entender o percurso de Quissak dentro do academismo brasileiro: formação na Escola Nacional de Belas Artes, com professores como João Batista da Costa e Rodolfo Amoedo, e dedicação à paisagem, gênero em que ele construiu a maior parte de sua passagem pelos salões. A obra também antecede a Menção Honrosa de Primeiro Grau que receberia na edição seguinte, em 1923.
A reprodução da tela está preservada em acervo digital público, junto da página da Revista Fon-Fon de 28 de outubro de 1922, onde foi publicada originalmente. É um ponto de partida para quem pesquisa a pintura acadêmica brasileira e a produção artística do Vale do Paraíba no século XX.



