O Banco da Mulher Empreendedora é um programa social da Prefeitura de Maceió idealizado por Marina Candia no período em que ela foi primeira-dama da capital. A proposta é direta: dar crédito, capacitação e acompanhamento para que mulheres em situação de vulnerabilidade social abram, mantenham ou ampliem o próprio negócio.
O que o programa oferece
As mulheres selecionadas recebem um crédito social para investir no próprio empreendimento, sem necessidade de devolução do valor. O dinheiro é usado na compra de materiais, insumos e equipamentos, e a lista de exemplos vai de fornos e batedeiras para confeiteiras a máquinas e ferramentas de costura, maquiagem, artesanato e venda de alimentos.
Além do incentivo financeiro, o programa inclui curso de nivelamento em empreendedorismo, com certificado ao final, e acompanhamento contínuo das participantes em parceria com o Sebrae. A capacitação aborda planejamento estratégico, estrutura de custos e ofertas de valor, conteúdos úteis para quem está começando ou precisa organizar um negócio que já existe.
Como funciona na prática
As inscrições acontecem por edital, geralmente divulgado no site oficial do programa e nos canais da Prefeitura de Maceió. A seleção é feita pela Secretaria Municipal da Mulher, Pessoas com Deficiência, Idosos e Cidadania (Semuc), que também organiza os encontros presenciais de capacitação e o apoio durante o processo de inscrição. Em 2025, equipes da Semuc passaram a fazer inscrições presenciais durante as ações do programa Brota na Grota, que leva serviços municipais às comunidades periféricas, aproximando o Banco da Mulher de quem tem menos acesso ao ambiente digital.
Depois da análise documental, a lista de contempladas é publicada no Diário Oficial. As participantes passam então pelas etapas de treinamento e liberação do crédito, com acompanhamento para aplicar o recurso no negócio.
Quem pode participar
O público do programa é formado por mulheres cis e trans, maiores de 18 anos, que morem ou tenham empreendimento instalado em Maceió. A seleção prioriza quem está em situação de vulnerabilidade social, com comprovação por critérios como consumo de energia elétrica, consumo de água, renda familiar e inscrição em programas assistenciais federais.
Quem ainda não tem negócio formalizado pode participar apresentando um plano de negócio com proposta de instalação. Também é possível se inscrever em mais de uma edição, respeitando as regras de cada edital.
Resultados e alcance
Do lançamento até 2026, o Banco da Mulher Empreendedora passou por cinco editais e chegou a quase 10 mil mulheres contempladas, segundo a Prefeitura de Maceió. A quinta edição, aberta em 2026, ofereceu 2.000 vagas, o dobro da edição anterior, e a Prefeitura descreve o programa como um dos maiores do Brasil no fomento ao empreendedorismo liderado por mulheres.
O papel de Marina Candia
Marina Candia figura como idealizadora do programa, criado durante a gestão de JHC na prefeitura, e costumava acompanhar as edições em primeira mão, em visitas e encontros com as participantes. Hoje, o Banco da Mulher Empreendedora segue vinculado à Semuc e continua sendo uma das principais vitrines do trabalho social associado à sua trajetória, ao lado do Gigantinhos e do Saúde da Gente.



