Uma escrivã de polícia, uma denúncia anônima e a sensação de que o expediente burocrático esconde algo muito pior. Bom Dia, Verônica, escrito por Ilana Casoy e Raphael Montes, é o thriller que levou a parceria ao grande público — primeiro sob o pseudônimo Andrea Killmore, depois com os nomes reais à mostra.
Publicado em 2016 e reeditado com a revelação da autoria, o romance policial marca a passagem de Casoy do true crime puro para a ficção sem abandonar o olhar de quem conhece delegacia, violência e o custo de investigar. Montes contribui com a tensão narrativa; Casoy, com a verossimilhança do mundo criminal.
Do pseudônimo à Netflix
A primeira edição saiu como mistério de autoria: Andrea Killmore era um nome inventado para proteger identidades e alimentar o enigma. Em 2019, nova edição revelou o duo. Em 2020, a Netflix estreou a série estrelada por Tainá Müller, com roteiro também assinado por Casoy e Montes. A produção ganhou temporadas seguintes e ampliou o alcance internacional do livro, com edições em países como França, Alemanha e Rússia.
Proposta de leitura
O romance não pede que o leitor “estude” true crime: pede que acompanhe Verônica Torres numa espiral em que o trabalho formal e a vida privada se contaminam. A promessa é suspense urbano brasileiro com credibilidade de bastidor policial — sem transformar a página em laudo. Quem gosta de thriller contemporâneo, séries policiais e heroínas sob pressão encontra aqui o texto-fonte da adaptação.
- Coautoria de Ilana Casoy e Raphael Montes
- Origem da série homônima da Netflix
- Ficção policial com DNA de investigação real
- Trajetória editorial do pseudônimo à autoria revelada
Público e relação com o restante da obra
Ideal para quem chegou pela série e quer o romance; também para leitores de Casoy que conhecem só os livros de serial killers e querem ver a autora na ficção. Não substitui Made in Brazil ou Casos de Família — completa o mapa: dali a pesquisa factual, daqui a narrativa inventada com os pés no real.
Edições circularam por DarkSide e Companhia das Letras em momentos distintos da trajetória do título. Para compra, o link de livraria ou Amazon do volume em português em circulação é o caminho prático; confira se a edição traz o nome dos dois autores na capa, sinal das reedições pós-revelação.
Por que o livro importa no perfil da autora
Bom Dia, Verônica prova que a autoridade de Ilana Casoy não se esgota no arquivo de serial killers. Ela escreve ficção, roteiro e adaptação com a mesma obsessão por motivação e procedimento que marcou a não ficção. É o projeto que mais claramente conecta a criminóloga à cultura pop e ao streaming — sem apagar a pesquisadora por trás da dramaturga.





