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Foto de perfil de Raphael Montes

Raphael Montes

Nascimento: 1990 Rio de Janeiro, RJ
Escritor e roteirista carioca de thriller e crime, vencedor do Jabuti e criador de Bom Dia, Verônica (Netflix) e Beleza Fatal (Max).

Quem chega a Raphael Montes pelo sorriso fácil das redes ou pelo óculos de grau nas sessões de autógrafos costuma se surpreender com o que ele escreve. O carioca que venceu o Prêmio Jabuti e virou showrunner de série na Netflix construiu uma obra em que o afeto e o horror andam no mesmo cômodo — e o leitor quase nunca sai ileso.

Escritor e roteirista do Rio de Janeiro, Montes transformou o thriller brasileiro contemporâneo em fenômeno de livraria e de streaming. Seus romances — de Suicidas a Jantar Secreto e Uma Mulher no Escuro — vendem centenas de milhares de exemplares, cruzam dezenas de idiomas e saltam para as telas com a mesma naturalidade com que ele atravessa a fronteira entre a página e o roteiro.

Quem é Raphael Montes

Raphael Montes de Carvalho nasceu em 22 de setembro de 1990, no Rio de Janeiro. Filho único, cresceu no subúrbio carioca e, na adolescência, mudou-se para Copacabana — cenário que depois reapareceria com frequência em suas tramas. Formou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e estudou no tradicional Colégio de São Bento.

A paixão pelo policial veio cedo: ainda criança, ganhou de uma tia-avó um exemplar de Um estudo em vermelho, de Arthur Conan Doyle. Na adolescência, escrevia fanfics de Agatha Christie em comunidades do Orkut e contos curtos para os colegas de sala. Aos dezoito, já publicava narrativas breves em antologias e, mais tarde, chegou a aparecer em veículos como a americana Ellery Queen Mystery Magazine.

Antes de viver só de literatura e audiovisual, preparou-se para concursos públicos — o sucesso de Dias Perfeitos foi o ponto de virada que o permitiu abandonar esse caminho e se dedicar por inteiro às histórias de crime, suspense e terror que o tornaram um dos nomes mais buscados da ficção brasileira atual.

Da advocacia ao thriller best-seller

O primeiro romance, Suicidas, nasceu dos rascunhos que Montes escreveu entre o fim do ensino médio e o começo da faculdade. A história de jovens da elite carioca encontrados mortos em circunstâncias que sugerem um jogo de roleta russa foi finalista de prêmios importantes — entre eles o Prêmio São Paulo de Literatura e o da Biblioteca Nacional — e abriu as portas da Companhia das Letras.

Em 2014 veio Dias Perfeitos, thriller psicológico que o catapultou internacionalmente: a obra saiu em mais de vinte países e chegou a ser comentada em veículos estrangeiros. A trilha de best-sellers seguiu com O Vilarejo (contos em torno dos sete pecados capitais), Jantar Secreto (que ultrapassou a marca de 300 mil exemplares no Brasil) e Uma Mulher no Escuro, vencedor do Prêmio Jabuti 2020 na categoria Romance de Entretenimento.

Em 2016, em parceria com a criminologista Ilana Casoy, publicou Bom Dia, Verônica sob o pseudônimo Andrea Killmore — identidade só revelada anos depois. O livro deu origem à série homônima da Netflix, da qual Montes foi criador, roteirista-chefe e produtor executivo, vencedora do prêmio APCA 2020.

  • Suicidas — estreia romanesca e porta de entrada no thriller brasileiro
  • Dias Perfeitos — salto internacional e adaptação em série no Globoplay
  • Jantar Secreto — best-seller de crítica social e horror contemporâneo
  • Uma Mulher no Escuro — Jabuti 2020 e consolidação do autor de entretenimento de prestígio
  • Bom Dia, Verônica — parceria com Ilana Casoy e franquia global na Netflix

Mais tarde vieram o infantojuvenil A Mágica Mortal e o romance Uma Família Feliz (2024), semifinalista do Jabuti, que também ganhou versão em filme. O próximo livro anunciado é A Estranha na Cama, com adaptação em produção para a Netflix. No site oficial, o autor registra mais de um milhão de exemplares vendidos e traduções em mais de 25 países.

Do livro à tela: Netflix, Max e Casa Montes

Montes não se contentou em ver seus livros adaptados por terceiros. No audiovisual, foi colaborador de A Regra do Jogo na TV Globo, roteirista de Supermax e coautor de longas como os filmes sobre o caso Richthofen para o Prime Video. Criou e comandou Bom Dia, Verônica na Netflix e, mais recentemente, a novela Beleza Fatal na Warner Bros. Discovery / HBO Max, como criador, roteirista-chefe e produtor executivo.

Em 2021 fundou a Casa Montes, produtora de desenvolvimento focada em crime, suspense e terror — o braço empresarial que transforma ideias próprias e direitos de terceiros em projetos para as grandes plataformas. Quem busca entender o método de Montes encontra ali o elo entre o escritor de livraria e o showrunner de catálogo global.

Entre 2015 e 2018 foi colunista de O Globo; apresentou o programa Trilha de Letras na TV Brasil; e chegou a assinar colunas na revista Veja. A presença pública não é só de marketing: ele mantém diálogo constante com leitores no Instagram @raphael_montes e no site oficial, onde a biografia e a linha do tempo da carreira estão documentadas.

Por que Raphael Montes interessa ao leitor de suspense

Montes preenche um espaço raro na literatura brasileira de gênero: combina ritmo de page-turner com ambição de best-seller internacional, sem abandonar o Rio de Janeiro como mapa moral e geográfico. Suas histórias tocam em violência, classe, desejo e hipocrisia de forma crua — o que explica tanto o culto de fãs quanto os debates éticos que cercam parte da obra.

Para quem chega pela série da Netflix, o livro Bom Dia, Verônica é o caminho natural. Para quem quer o autor em estado puro de provocação, Jantar Secreto e Dias Perfeitos costumam ser as portas de entrada. E para quem quer o Montes premiado pela crítica de mercado, Uma Mulher no Escuro carrega o Jabuti. Em qualquer rota, o padrão se repete: tensão acumulada, viradas que reorganizam a lealdade do leitor e uma prosa que não pede desculpas por ser entretenimento de alta voltagem.

Hoje, dividindo tempo entre o Rio de Janeiro e Nova York, Raphael Montes opera em duas frentes que se alimentam: a estante e a tela. Entender quem ele é — e por que sua assinatura se espalhou tão rápido — é entender uma geração de autores brasileiros que deixou de escolher entre “literário” e “comercial” e passou a disputar, ao mesmo tempo, o prêmio, o ranking de mais vendidos e o top 10 das plataformas de streaming.

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Projetos de Raphael Montes

Suicidas
Suicidas
Romance de estreia de Raphael Montes: jovens da elite carioca encontrados mortos em circunstâncias que sugerem roleta russa e suicídio coletivo.
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Dias Perfeitos
Dias Perfeitos
Thriller psicológico de Raphael Montes sobre obsessão e cárcere: o livro que impulsionou a carreira internacional do autor e virou série no Globoplay.
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Jantar Secreto
Jantar Secreto
Best-seller de Raphael Montes sobre um grupo de amigos no Rio que organiza jantares exclusivos com um ingrediente proibido — romance de crítica social e horror.
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Uma Mulher no Escuro
Uma Mulher no Escuro
Romance de Raphael Montes vencedor do Prêmio Jabuti 2020: thriller psicológico sobre violência, medo e sobrevivência, consolidando o autor no entretenimento de prestígio.
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Bom Dia, Verônica
Bom Dia, Verônica
Thriller de Ilana Casoy e Raphael Montes sobre a escrivã Verônica Torres; origem da série da Netflix.
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