Contexto e proposta de Carlota Joaquina, Princesa do Brazil
Carlota Joaquina, Princesa do Brazil é a comédia histórica com que Carla Camurati estreou na direção de longas-metragens, em 1995, e um dos filmes mais lembrados da chamada retomada do cinema brasileiro. A trama acompanha a infanta espanhola Carlota de Bourbon, casada ainda criança com D. João, até a fuga da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em 1807, quando a família real e boa parte da nobreza passam a viver na colônia. A narrativa usa o deboche como fio condutor: em vez do retrato solene da monarquia, o filme expõe as intrigas, o tédio e as excentricidades de uma corte em deslocamento.
Marieta Severo interpreta Carlota Joaquina e Marco Nanini vive D. João VI. O elenco reúne ainda Maria Fernanda, como a rainha D. Maria I, Marcos Palmeira, Vera Holtz, Ney Latorraca, Antonio Abujamra e Thales Pan Chacon. O roteiro foi escrito por Carla Camurati com Melanie Dimantas e Angus Mitchell, e a produção ficou com a então recém-fundada Copacabana Filmes, que também liderou a distribuição independente do longa.
A recepção dividiu críticos: parte da imprensa elogiou o cuidado de produção e o humor crítico, enquanto historiadores apontaram imprecisões na reconstituição do período. O público respondeu com cerca de 1,5 milhão de espectadores e o filme circulou por dezenas de festivais, consolidando a carreira de Carla na direção. Em 2025, a obra foi relançada nos cinemas em cópia restaurada em 4K, o que renovou o interesse por um título que costuma aparecer em listas de filmes brasileiros de maior público.
Para quem pesquisa história do Brasil, comédias de época ou a produção nacional dos anos 1990, o filme funciona como porta de entrada para o período joanino contado pelo avesso. A obra está disponível em versão digital no Prime Video.




