Casa Aberta reúne crônicas que Fernando Brant publicou ao longo de cinco anos no jornal Estado de Minas. Relidas e selecionadas pelo autor, elas ganham no livro uma nova camada: lidas em sequência, revelam um cronista que transforma a memória da própria família em reflexão sobre o tempo.
Um livro de memória em crônicas
A publicação, de 2012, tem 224 páginas e é editada pelas Edições Dubolsinho. O percurso do livro atravessa um período intenso da vida do autor, das primeiras anotações sobre a morte do pai à chegada de uma neta, passando pela casa, pelos objetos, pelas viagens e pelas cidades que marcaram sua trajetória. É a "casa aberta" de quem escreve sobre perda e recomeço sem abandonar a ternura.
Para o leitor de crônicas, Casa Aberta funciona como um livro de memórias em pedaços: cada texto pode ser lido sozinho, mas o conjunto constrói um retrato. Para quem acompanha a música de Fernando Brant, é uma oportunidade de ver de perto o mesmo imaginário que aparece em letras como "Travessia" e "Ponta de Areia".
Para quem vale a leitura
O título dialoga diretamente com a produção textual que Brant manteve por décadas nas páginas do Estado de Minas, o que faz do volume uma fonte relevante para quem pesquisa a crônica brasileira contemporânea e a vida cultural de Belo Horizonte, e uma leitura acessível para quem simplesmente gosta de bons textos sobre família e passagem do tempo.





