Contexto e proposta de Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme
Castelo Rá-Tim-Bum, o Filme levou para as telas de cinema o universo que a série da TV Cultura tinha transformado em fenômeno entre as crianças brasileiras. Dirigido e produzido por Cao Hamburger e baseado na série que ele criou com Flávio de Souza, o longa estreou em 31 de dezembro de 1999, distribuído pela Columbia Pictures, com orçamento de sete milhões de reais, um dos mais altos do cinema nacional na época.
A trama expande o conceito da família Stradivarius, apenas mencionada na série. Às vésperas do alinhamento dos planetas, evento que fortalece o poder de todos os magos, a bruxa Losângela rouba o livro de magia de sua prima Morgana e se alia ao Dr. Abobrinha para tentar demolir o Castelo. A defesa fica nas mãos de Nino, o menino bruxo de trezentos anos que precisa salvar os tios e, no caminho, fazer amigos de verdade.
No elenco, Marieta Severo vive Losângela, Rosi Campos é Morgana, Sérgio Mamberti interpreta Dr. Victor, Pascoal da Conceição faz Dr. Abobrinha e Matheus Nachtergaele dá vida ao atrapalhado Rato. O papel de Nino ficou com o ator mirim Diegho Kozievitch, em uma leitura mais sombria e menos educativa do que a da televisão, com cenários que deram ao filme um clima de aventura fantástica.
O filme atraiu 725 mil espectadores ao longo de 2000, ficando atrás apenas de O Auto da Compadecida entre os brasileiros mais vistos do ano, e ganhou o Grande Prêmio Cinema Brasil de melhor direção de arte, assinada por Vera Hamburger e Clóvis Bueno. O jornal americano The New York Times descreveu a produção como uma contraparte brasileira da Família Addams.
Para quem cresceu com a série, é uma viagem direta à infância. Para quem só conhece o Castelo de nome, funciona como porta de entrada a um dos universos mais queridos da TV brasileira, uma obra que mistura fantasia, humor e afeto em uma produção rara no cinema infantil nacional. O DVD é o caminho mais acessível para rever o filme fora do streaming.




